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Potencial terapêutico da psilocibina

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Resumo:As substâncias psicadélicas, também conhecidas como alucinogénicas, são substâncias psicoativas que têm a capacidade de provocar alterações na perceção, no humor e nos processos cognitivos. Estas substâncias, historicamente muito relacionadas com alguns rituais culturais, podem provocar efeitos que vão desde meras alucinações até alterações profundas dos estados de consciência. Atualmente, vários estudos têm reconhecido o seu potencial terapêutico, especialmente no tratamento de distúrbios neuropsiquiátricos, como depressão e ansiedade, perturbação de stress pós-traumático, entre outros. A psilocibina, em particular, é encontrada nos vulgarmente chamados “cogumelos mágicos”. O seu metabolito ativo, a psilocina, influencia diversas vias: atua como agonista dos recetores serotoninérgicos 5-HT2A, produzindo alterações na perceção e humor; tem a capacidade de modular a atividade neural; reduz a atividade da “default mode network”; promove a neuroplasticidade e; por fim, aumenta a libertação de neurotransmissores, como o glutamato. Têm sido publicados diversos estudos em voluntários, orientados não apenas para o tratamento da depressão e ansiedade, mas também para outras patologias (embora em menor número), designadamente, no tratamento da perturbação obsessiva-compulsiva, perturbação de stress pós traumáticos, no tratamento de adições, como o álcool e o tabaco e, mais recentemente, tem sido estudada como adjuvante no tratamento da anorexia nervosa. As conclusões dos estudos realizados são unânimes, tendo o uso da psilocibina demonstrado maiores benefícios do que riscos. Geralmente, há uma melhoria dos sintomas e, quando em uso vigiado e controlado, os efeitos adversos, inclusivamente os considerados graves, são facilmente controlados. No entanto, também, é consensual que são necessários mais estudos a médio e a longo prazo, para comprovar, efetivamente, a sua segurança. Esta monografia manifesta a opinião da autora e não a da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
Autores principais:Martinho, Sofia Fonseca Gonçalves
Assunto:Psilocibina Tratamento Depressão Ansiedade Toxicidade Mestrado Integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As substâncias psicadélicas, também conhecidas como alucinogénicas, são substâncias psicoativas que têm a capacidade de provocar alterações na perceção, no humor e nos processos cognitivos. Estas substâncias, historicamente muito relacionadas com alguns rituais culturais, podem provocar efeitos que vão desde meras alucinações até alterações profundas dos estados de consciência. Atualmente, vários estudos têm reconhecido o seu potencial terapêutico, especialmente no tratamento de distúrbios neuropsiquiátricos, como depressão e ansiedade, perturbação de stress pós-traumático, entre outros. A psilocibina, em particular, é encontrada nos vulgarmente chamados “cogumelos mágicos”. O seu metabolito ativo, a psilocina, influencia diversas vias: atua como agonista dos recetores serotoninérgicos 5-HT2A, produzindo alterações na perceção e humor; tem a capacidade de modular a atividade neural; reduz a atividade da “default mode network”; promove a neuroplasticidade e; por fim, aumenta a libertação de neurotransmissores, como o glutamato. Têm sido publicados diversos estudos em voluntários, orientados não apenas para o tratamento da depressão e ansiedade, mas também para outras patologias (embora em menor número), designadamente, no tratamento da perturbação obsessiva-compulsiva, perturbação de stress pós traumáticos, no tratamento de adições, como o álcool e o tabaco e, mais recentemente, tem sido estudada como adjuvante no tratamento da anorexia nervosa. As conclusões dos estudos realizados são unânimes, tendo o uso da psilocibina demonstrado maiores benefícios do que riscos. Geralmente, há uma melhoria dos sintomas e, quando em uso vigiado e controlado, os efeitos adversos, inclusivamente os considerados graves, são facilmente controlados. No entanto, também, é consensual que são necessários mais estudos a médio e a longo prazo, para comprovar, efetivamente, a sua segurança. Esta monografia manifesta a opinião da autora e não a da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.