Publicação
O associativismo e as condições laborais dos actores na primeira república
| Resumo: | Nesta dissertação de mestrado, proponho-me analisar como viviam e trabalhavam os actores portugueses na Primeira República, inserindo este tema no contexto histórico, cultural, económico e social do início do século XX e destacando o desenvolvimento do associativismo e do sindicalismo, fenómenos que iriam alastrar ao mundo artístico. Nesse sentido, dou relevância à criação da Associação de Classe dos Artistas Dramáticos, projecto pioneiro do actor António Pinheiro, descrevendo o seu percurso e as suas primeiras reivindicações, até ao seu desaparecimento prematuro, e acompanhando o seu ressurgimento, alguns anos depois, como Grémio/Sindicato Profissional. Analiso igualmente os mecanismos económicos de protecção laboral que foram surgindo ao longo desse tempo, com o objectivo de melhorar, a longo prazo, as vidas dos actores. A vida profissional dos actores é descrita, incluindo a sua formação, o funcionamento dos teatros Nacional e privados, as temporadas teatrais, as digressões, os salários, as récitas, e as preocupações principais da vida profissional dos actores e das actrizes. Nesse contexto, é abordado o tema da crise do teatro, amplamente discutido nas ruas lisboetas e difundido nas páginas dos jornais, que afectou directamente as condições laborais dos actores nas duas primeiras décadas do século passado sendo também revisitada a importância da função educadora e moralizadora do teatro na sociedade. |
|---|---|
| Autores principais: | Dias, Maria Eduarda de Oliveira |
| Assunto: | Teatro português - séc.20 Actores - Portugal - Condições de trabalho - séc.20 Associações profissionais - Portugal - séc.20 Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nesta dissertação de mestrado, proponho-me analisar como viviam e trabalhavam os actores portugueses na Primeira República, inserindo este tema no contexto histórico, cultural, económico e social do início do século XX e destacando o desenvolvimento do associativismo e do sindicalismo, fenómenos que iriam alastrar ao mundo artístico. Nesse sentido, dou relevância à criação da Associação de Classe dos Artistas Dramáticos, projecto pioneiro do actor António Pinheiro, descrevendo o seu percurso e as suas primeiras reivindicações, até ao seu desaparecimento prematuro, e acompanhando o seu ressurgimento, alguns anos depois, como Grémio/Sindicato Profissional. Analiso igualmente os mecanismos económicos de protecção laboral que foram surgindo ao longo desse tempo, com o objectivo de melhorar, a longo prazo, as vidas dos actores. A vida profissional dos actores é descrita, incluindo a sua formação, o funcionamento dos teatros Nacional e privados, as temporadas teatrais, as digressões, os salários, as récitas, e as preocupações principais da vida profissional dos actores e das actrizes. Nesse contexto, é abordado o tema da crise do teatro, amplamente discutido nas ruas lisboetas e difundido nas páginas dos jornais, que afectou directamente as condições laborais dos actores nas duas primeiras décadas do século passado sendo também revisitada a importância da função educadora e moralizadora do teatro na sociedade. |
|---|