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The role of RIPK3 in the crosstalk between hepatocytes and macrophages in metabolic-dysfunction associated steatotic liver disease

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (DHEM), anteriormente conhecida como doença de fígado gordo não-alcoólico (FGNA), é a doença hepática crónica mais comum e é das principais causas de mortalidade e morbilidade hepática. Ainda assim, existe uma carência de terapias farmacológicas, o que suscita a necessidade de um melhor entendimento dos mecanismos da doença para identificar potenciais alvos terapêuticos. A proteína receptor-interacting protein kinase 3 (RIPK3) é um executor-chave da necroptose, uma forma de morte celular regulada imunogénica que está ativada na DHEM e que tem sido implicada na patogénese da doença. No entanto, o potencial benefício terapêutico resultante da inibição da RIPK3 continua a ser um assunto de debate, em parte devido à falta de estudos centrados na função da RIPK3 em diferentes tipos de célula. Neste trabalho, tivemos como objetivo compreender o papel da RIPK3, específico do tipo celular, na interação entre hepatócitos e macrófagos no contexto da DHEM. Foram realizadas co-culturas em monocamada e transwell in vitro de macrófagos J774A.1 e hepatócitos AML12 wild-type (WT) e deficientes em Ripk3, expostas ao ácido palmítico (AP). A morte celular e expressão de marcadores inflamatórios foram avaliados através de ensaios de citotoxicidade, qRT-PCR e imunoblotting. Os nossos resultados revelaram funções específicas da RIPK3 em cada tipo de célula. Em particular, em co-culturas de monocamada, hepatócitos WT pré-tratados com AP não ativaram os macrófagos, enquanto a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos induziu uma resposta inflamatória nos macrófagos, evidenciada pelo aumento da expressão de marcadores pró-inflamatórios. Simultaneamente, a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos aumentou de forma acentuada a expressão do marcador anti-inflamatório arginase-1 (Arg1), o que pode sugerir um papel da RIPK3 dos hepatócitos na mediação da polarização dos macrófagos para executar respostas de resolução de inflamação. Em concordância, a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos protegeu-os da morte celular induzida por AP e as co-culturas com macrófagos contribuíram para a reparação de danos nos hepatócitos. Surpreendentemente, a redução de Ripk3 em macrófagos ativou-os para um fenótipo pró-inflamatório em condições basais, que foi exacerbado em macrófagos pré-estimulados com lipopolissacarídeo (LPS) e interferão-gama (IFN-γ). No entanto, a redução de Ripk3 em macrófagos também exacerbou a expressão de Arg1 em macrófagos co-cultivados com hepatócitos Ripk3-/- pré-tratados com AP. Além disso, os nossos resultados revelaram um papel específico da RIPK3 nos macrófagos na modulação do metabolismo dos hepatócitos, nomeadamente através do aumento de enzimas implicadas na produção de triglicerídeos e diminuição de enzimas da β-oxidação peroxissomal. Em suma, estes resultados fornecem novas informações sobre as funções da RIPK3 que podem influenciar a interação entre macrófagos e hepatócitos na DHEM. As diferentes funções da RIPK3 nos vários tipos de células devem ser consideradas no desenvolvimento de estratégias terapêuticas para a DHEM.
Autores principais:Alves, Mariana Isabel Francisco
Assunto:Non-alcoholic fatty liver disease Metabolic-dysfunction associated steatotic liver disease RIPK3 Necroptosis Cell communication Teses de mestrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (DHEM), anteriormente conhecida como doença de fígado gordo não-alcoólico (FGNA), é a doença hepática crónica mais comum e é das principais causas de mortalidade e morbilidade hepática. Ainda assim, existe uma carência de terapias farmacológicas, o que suscita a necessidade de um melhor entendimento dos mecanismos da doença para identificar potenciais alvos terapêuticos. A proteína receptor-interacting protein kinase 3 (RIPK3) é um executor-chave da necroptose, uma forma de morte celular regulada imunogénica que está ativada na DHEM e que tem sido implicada na patogénese da doença. No entanto, o potencial benefício terapêutico resultante da inibição da RIPK3 continua a ser um assunto de debate, em parte devido à falta de estudos centrados na função da RIPK3 em diferentes tipos de célula. Neste trabalho, tivemos como objetivo compreender o papel da RIPK3, específico do tipo celular, na interação entre hepatócitos e macrófagos no contexto da DHEM. Foram realizadas co-culturas em monocamada e transwell in vitro de macrófagos J774A.1 e hepatócitos AML12 wild-type (WT) e deficientes em Ripk3, expostas ao ácido palmítico (AP). A morte celular e expressão de marcadores inflamatórios foram avaliados através de ensaios de citotoxicidade, qRT-PCR e imunoblotting. Os nossos resultados revelaram funções específicas da RIPK3 em cada tipo de célula. Em particular, em co-culturas de monocamada, hepatócitos WT pré-tratados com AP não ativaram os macrófagos, enquanto a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos induziu uma resposta inflamatória nos macrófagos, evidenciada pelo aumento da expressão de marcadores pró-inflamatórios. Simultaneamente, a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos aumentou de forma acentuada a expressão do marcador anti-inflamatório arginase-1 (Arg1), o que pode sugerir um papel da RIPK3 dos hepatócitos na mediação da polarização dos macrófagos para executar respostas de resolução de inflamação. Em concordância, a deficiência de Ripk3 nos hepatócitos protegeu-os da morte celular induzida por AP e as co-culturas com macrófagos contribuíram para a reparação de danos nos hepatócitos. Surpreendentemente, a redução de Ripk3 em macrófagos ativou-os para um fenótipo pró-inflamatório em condições basais, que foi exacerbado em macrófagos pré-estimulados com lipopolissacarídeo (LPS) e interferão-gama (IFN-γ). No entanto, a redução de Ripk3 em macrófagos também exacerbou a expressão de Arg1 em macrófagos co-cultivados com hepatócitos Ripk3-/- pré-tratados com AP. Além disso, os nossos resultados revelaram um papel específico da RIPK3 nos macrófagos na modulação do metabolismo dos hepatócitos, nomeadamente através do aumento de enzimas implicadas na produção de triglicerídeos e diminuição de enzimas da β-oxidação peroxissomal. Em suma, estes resultados fornecem novas informações sobre as funções da RIPK3 que podem influenciar a interação entre macrófagos e hepatócitos na DHEM. As diferentes funções da RIPK3 nos vários tipos de células devem ser consideradas no desenvolvimento de estratégias terapêuticas para a DHEM.