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Morbilidade associada com a aspiração e biópsia da medula óssea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo da medula óssea (MO) é essencial na avaliação das doenças hematológicas e no esclarecimento de muitas patologias não hematológicas, sendo normalmente constituído por dois exames, a aspiração da medula óssea (AMO) e a biópsia da medula óssea (BMO). Estes dois exames complementam-se, permitindo uma avaliação completa da MO, mas nem todas as situações têm indicação para fazer ambos os exames. As reacções adversas provenientes da AMO e da BMO, embora raras, são reconhecidas, e algumas originam quadros clínicos graves, sendo que as mais relevantes descritas na literatura são a ocorrência de hemorragia, hematoma e infeção. Embora ainda se encontrem poucas referências relativamente à avaliação da dor, provavelmente por não ser considerada uma reacção adversa, mas naturalmente decorrente do próprio exame, foi considerado importante estudar a sua incidência durante e após o exame. Este trabalho tem como objetivos avaliar o tipo e a incidência de reacções adversas, identificar fatores de risco e avaliar a forma como decorreu o exame, de modo a permitir detetar eventuais problemas e a sua consequente correcção para o futuro. Foram aplicados questionários pela equipa de médicos do Serviço de Hematologia e do Laboratório de Hematologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) aos doentes submetidos a AMO e BMO, durante o ano de 2010, de modo a identificar ocorrências relacionadas com estes exames. Durante este ano, 257 doentes foram submetidos a estes exames. Destes, 256 realizaram AMO e BMO, existindo 1 doente que apenas realizou BMO. Após uma análise exploratória dos dados e uma análise univariada, verificou-se que a idade, o género e o nível de plaquetas dos doentes poderiam estar relacionados com as reacções adversas provenientes do exame da MO. Como tal, foram construídos modelos de regressão logística para estudar esta relação. Os resultados obtidos através da regressão logística sugerem que a idade e o género estão fortemente relacionados com a dor e que a idade está relacionada com as reacções adversas decorrentes do exame da MO. De uma maneira geral, os doentes encontram-se satisfeitos com a forma como decorreu o exame da MO, embora seja necessário ter em conta os resultados obtidos através deste trabalho para que sejam implementadas medidas de forma a prevenir eventuais morbilidades no futuro.
Autores principais:Narciso, Sara Dias
Assunto:Aspiração da medula óssea Biópsia da medula óssea Reações adversas Fatores de risco Regressão logística Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo da medula óssea (MO) é essencial na avaliação das doenças hematológicas e no esclarecimento de muitas patologias não hematológicas, sendo normalmente constituído por dois exames, a aspiração da medula óssea (AMO) e a biópsia da medula óssea (BMO). Estes dois exames complementam-se, permitindo uma avaliação completa da MO, mas nem todas as situações têm indicação para fazer ambos os exames. As reacções adversas provenientes da AMO e da BMO, embora raras, são reconhecidas, e algumas originam quadros clínicos graves, sendo que as mais relevantes descritas na literatura são a ocorrência de hemorragia, hematoma e infeção. Embora ainda se encontrem poucas referências relativamente à avaliação da dor, provavelmente por não ser considerada uma reacção adversa, mas naturalmente decorrente do próprio exame, foi considerado importante estudar a sua incidência durante e após o exame. Este trabalho tem como objetivos avaliar o tipo e a incidência de reacções adversas, identificar fatores de risco e avaliar a forma como decorreu o exame, de modo a permitir detetar eventuais problemas e a sua consequente correcção para o futuro. Foram aplicados questionários pela equipa de médicos do Serviço de Hematologia e do Laboratório de Hematologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) aos doentes submetidos a AMO e BMO, durante o ano de 2010, de modo a identificar ocorrências relacionadas com estes exames. Durante este ano, 257 doentes foram submetidos a estes exames. Destes, 256 realizaram AMO e BMO, existindo 1 doente que apenas realizou BMO. Após uma análise exploratória dos dados e uma análise univariada, verificou-se que a idade, o género e o nível de plaquetas dos doentes poderiam estar relacionados com as reacções adversas provenientes do exame da MO. Como tal, foram construídos modelos de regressão logística para estudar esta relação. Os resultados obtidos através da regressão logística sugerem que a idade e o género estão fortemente relacionados com a dor e que a idade está relacionada com as reacções adversas decorrentes do exame da MO. De uma maneira geral, os doentes encontram-se satisfeitos com a forma como decorreu o exame da MO, embora seja necessário ter em conta os resultados obtidos através deste trabalho para que sejam implementadas medidas de forma a prevenir eventuais morbilidades no futuro.