Publicação
Glicoproteínas como biomarcadores de estados patológicos. Aplicação de lectinas na sua deteção.
| Resumo: | As proteínas são, muitas vezes, modificadas pela ligação a glicanos, durante a síntese proteica, e estima-se que mais de 70% das proteínas humanas são glicosiladas. A glicosilação está presente nas superfícies celulares e nas matrizes extracelulares, influenciando as interações célula-célula, e está estabelecido que a glicosilação se encontra significativamente alterada em estados patológicos, produzindo uma sobre-expressão de proteínas glicosiladas, consideradas como biomarcadores, que podem ajudar na interpretação de algumas patologias como as doenças neurodegenerativas, inflamatórias, e cancro. As lectinas são um grupo de proteínas de ligação a glicanos, que reconhecem e se ligam reversivelmente a glicanos específicos, livres ou presentes nos glicoconjugados, sem alterar a estrutura dos glicanos ou da molécula conjugada. A utilização de lectinas tem sido aplicada no estudo e caraterização de perfis de ligação lectina-hidrato de carbono, permitindo a descodificação do glicoma celular e a caraterização das alterações glicómicas, traduzidas por estados patológicos e, ainda, na deteção de glicoproteínas, usadas como marcadores patológicos, permitindo a deteção precoce de certas patologias. Os microarrays de lectinas são cada vez mais utilizados como ferramentas de diagnóstico, permitindo a elaboração do perfil das estruturas de glicanos, com elevada sensibilidade e num curto espaço de tempo. A aplicação desta tecnologia tem resultado na descoberta de novos biomarcadores glicosilados para a deteção e prognóstico de diferentes patologias. Para além disto, os microarrays de lectinas oferecem oportunidades de inovação, e a sua aplicação nas ciências da vida é uma área em desenvolvimento. |
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| Autores principais: | Troncoso, Filipa de Craveira Neves de Alvarez |
| Assunto: | Cancro Glicosilação Lectinas Mestrado Integrado - 2015 Microarrays de lectinas Patologia Proteínas |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As proteínas são, muitas vezes, modificadas pela ligação a glicanos, durante a síntese proteica, e estima-se que mais de 70% das proteínas humanas são glicosiladas. A glicosilação está presente nas superfícies celulares e nas matrizes extracelulares, influenciando as interações célula-célula, e está estabelecido que a glicosilação se encontra significativamente alterada em estados patológicos, produzindo uma sobre-expressão de proteínas glicosiladas, consideradas como biomarcadores, que podem ajudar na interpretação de algumas patologias como as doenças neurodegenerativas, inflamatórias, e cancro. As lectinas são um grupo de proteínas de ligação a glicanos, que reconhecem e se ligam reversivelmente a glicanos específicos, livres ou presentes nos glicoconjugados, sem alterar a estrutura dos glicanos ou da molécula conjugada. A utilização de lectinas tem sido aplicada no estudo e caraterização de perfis de ligação lectina-hidrato de carbono, permitindo a descodificação do glicoma celular e a caraterização das alterações glicómicas, traduzidas por estados patológicos e, ainda, na deteção de glicoproteínas, usadas como marcadores patológicos, permitindo a deteção precoce de certas patologias. Os microarrays de lectinas são cada vez mais utilizados como ferramentas de diagnóstico, permitindo a elaboração do perfil das estruturas de glicanos, com elevada sensibilidade e num curto espaço de tempo. A aplicação desta tecnologia tem resultado na descoberta de novos biomarcadores glicosilados para a deteção e prognóstico de diferentes patologias. Para além disto, os microarrays de lectinas oferecem oportunidades de inovação, e a sua aplicação nas ciências da vida é uma área em desenvolvimento. |
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