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Imunização em modelos de um factor : uma aplicação a Portugal

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Resumo:Um investimento em obrigações de taxa fixa não tem uma rendibilidade garantida à partida porque os valores futuros das taxas de juro são incertos. O objectivo do presente trabalho consiste em estudar uma técnica de redução deste risco - a imunização - baseada em modelos de um factor da estrutura de prazo das taxas de juro. O modelo mais simples que é analisado baseia-se na duração de Macaulay. Assumindo uma estrutura de prazo das taxas de juro horizontal que sofra variações paralelas, a igualdade entre a duração dos activos e o horizonte de planeamento garante uma rendibilidade final não inferior à taxa de juro inicial. A duração de Fisher-Weil, desenvolvida posteriormente, garante a imunização contra variações aditivas de uma estrutura de prazo, em capitalização contínua, não necessariamente horizontal. São, ainda, estudados os modelos mais elaborados de Bierwag e de Khang, que imunizam contra choques, respectivamente, multiplicativos e log-aditivos. Todos estes modelos são normalmente criticados por possibilitarem ganhos de arbitragem. Assim, analisaram-se dois outros modelos consistentes com equilíbrio de mercado: o de equilíbrio parcial de Vasicek e o de equilíbrio geral de Cox. Ingersoll e Ross. Aqui, a imunização consiste em garantir, continuamente, a igualdade entre a sensibilidade dos activos e dos passivos a variações inesperadas das taxas de juro. As várias estratégias de investimento foram simuladas durante o período de Agosto de 1993 a Fevereiro de 1997. Entre os modelos de Macaulay, Fisher-Weil. Bierwag e Khang, concluiu-se que os dois primeiros são os mais eficientes. Os modelos de equilíbrio, particularmente o de Vasicek, superaram os anteriores, mas apenas em condições excepcionalmente favoráveis.
Autores principais:Pereira, João Pedro dos Santos Sousa
Assunto:imunização duração modelos de um factor taxas de juro composição da carteira obrigações immunization duration single-factor models interest rates portfolio choice bonds
Ano:1998
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um investimento em obrigações de taxa fixa não tem uma rendibilidade garantida à partida porque os valores futuros das taxas de juro são incertos. O objectivo do presente trabalho consiste em estudar uma técnica de redução deste risco - a imunização - baseada em modelos de um factor da estrutura de prazo das taxas de juro. O modelo mais simples que é analisado baseia-se na duração de Macaulay. Assumindo uma estrutura de prazo das taxas de juro horizontal que sofra variações paralelas, a igualdade entre a duração dos activos e o horizonte de planeamento garante uma rendibilidade final não inferior à taxa de juro inicial. A duração de Fisher-Weil, desenvolvida posteriormente, garante a imunização contra variações aditivas de uma estrutura de prazo, em capitalização contínua, não necessariamente horizontal. São, ainda, estudados os modelos mais elaborados de Bierwag e de Khang, que imunizam contra choques, respectivamente, multiplicativos e log-aditivos. Todos estes modelos são normalmente criticados por possibilitarem ganhos de arbitragem. Assim, analisaram-se dois outros modelos consistentes com equilíbrio de mercado: o de equilíbrio parcial de Vasicek e o de equilíbrio geral de Cox. Ingersoll e Ross. Aqui, a imunização consiste em garantir, continuamente, a igualdade entre a sensibilidade dos activos e dos passivos a variações inesperadas das taxas de juro. As várias estratégias de investimento foram simuladas durante o período de Agosto de 1993 a Fevereiro de 1997. Entre os modelos de Macaulay, Fisher-Weil. Bierwag e Khang, concluiu-se que os dois primeiros são os mais eficientes. Os modelos de equilíbrio, particularmente o de Vasicek, superaram os anteriores, mas apenas em condições excepcionalmente favoráveis.