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Capacidade de trabalho, satisfação, sintomatologia músculo-esquelética e percepção do risco na mobilização de doentes em contexto hospitalar.

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Resumo:O objectivo do presente estudo foi compreender a relação entre a percepção da capacidade de trabalho dos enfermeiros e assistentes operacionais, a satisfação e a percepção do risco na mobilização de doentes e a prevalência de lesões músculo-esqueléticas. Os instrumentos utilizados foram: Índice de Capacidade para o Trabalho (Fernandes da Silva et al., 2006), o Questionário Nórdico e os questionários de satisfação e de percepção na mobilização de doentes, adaptados e incluídos no IET por Fray e Hignett (2009). O estudo foi realizado em 4 serviços de internamento para adultos com 84 enfermeiros e 25 assistentes operacionais. O valor médio do ICT obtido neste estudo foi de 39,19 (dp=5,45), o que indica uma Boa Capacidade de Trabalho. A capacidade de trabalho média dos enfermeiros foi de 39,92 (dp=5,71), e dos assistentes operacionais de 38,76 (dp=4,56). Existe uma associação estatisticamente significativa entre o ICT e a idade na amostra global de enfermeiros e assistentes operacionais (r=80,244; p=0,012), ou seja, à semelhança dos resultados encontrados noutros estudos com profissionais de saúde, à medida que a idade aumenta o ICT tende a diminuir (Cotrim, 2008; Francisco, 2011; Capelo, 2011; Fisher et al., 2005; Estryn-Behar et al., 2005). A prevalência de sintomatologia músculo-esquelética auto-referida nos últimos 12 meses, foi elevada na região lombar (66,06%), seguida da região cervical (48,62%) e dorsal (47,71%), nos enfermeiros e assistentes operacionais à semelhança de outros estudos realizados nesta àrea (Smith et al., 2004; Derek et al., 2004; Fonseca e Serranheira, 2006; Francisco, 2011; Capelo, 2011). Verificou8se a existência de uma associação estatisticamente significativa entre a sintomatologia lombar e o ICT na amostra de assistentes operacionais (U=39,5; p=0,039), também Capelo (2011) registou resultado semelhante. Em relação à satisfação dos profissionais 54,10% referem estar “Quase sempre” satisfeitos com o seu trabalho. Existe uma associação estatisticamente significativa entre a satisfação no trabalho e o ICT na amostra do estudo ((H(2) = 13,02; p = 0,001)). 47% dos enfermeiros e 32% dos assistentes operacionais assistiram ou realizaram mobilizações de doentes com método perigoso. 58,30% dos enfermeiros e 40,00% dos assistentes operacionais realizaram a mobilização ou transferência de doentes sem a utilização de ajudas técnicas.
Autores principais:Nunes, Rui Miguel Pereira
Assunto:Capacidade de trabalho Enfermeiros Ergonomia hospitalar ICT - Índice de Capacidade para o Trabalho IET - Intervention Evaluation Tool Mobilizacao de doentes Percepção do risco Satisfação no trabalho Sintomatologia músculo-esquelética autoreferida
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objectivo do presente estudo foi compreender a relação entre a percepção da capacidade de trabalho dos enfermeiros e assistentes operacionais, a satisfação e a percepção do risco na mobilização de doentes e a prevalência de lesões músculo-esqueléticas. Os instrumentos utilizados foram: Índice de Capacidade para o Trabalho (Fernandes da Silva et al., 2006), o Questionário Nórdico e os questionários de satisfação e de percepção na mobilização de doentes, adaptados e incluídos no IET por Fray e Hignett (2009). O estudo foi realizado em 4 serviços de internamento para adultos com 84 enfermeiros e 25 assistentes operacionais. O valor médio do ICT obtido neste estudo foi de 39,19 (dp=5,45), o que indica uma Boa Capacidade de Trabalho. A capacidade de trabalho média dos enfermeiros foi de 39,92 (dp=5,71), e dos assistentes operacionais de 38,76 (dp=4,56). Existe uma associação estatisticamente significativa entre o ICT e a idade na amostra global de enfermeiros e assistentes operacionais (r=80,244; p=0,012), ou seja, à semelhança dos resultados encontrados noutros estudos com profissionais de saúde, à medida que a idade aumenta o ICT tende a diminuir (Cotrim, 2008; Francisco, 2011; Capelo, 2011; Fisher et al., 2005; Estryn-Behar et al., 2005). A prevalência de sintomatologia músculo-esquelética auto-referida nos últimos 12 meses, foi elevada na região lombar (66,06%), seguida da região cervical (48,62%) e dorsal (47,71%), nos enfermeiros e assistentes operacionais à semelhança de outros estudos realizados nesta àrea (Smith et al., 2004; Derek et al., 2004; Fonseca e Serranheira, 2006; Francisco, 2011; Capelo, 2011). Verificou8se a existência de uma associação estatisticamente significativa entre a sintomatologia lombar e o ICT na amostra de assistentes operacionais (U=39,5; p=0,039), também Capelo (2011) registou resultado semelhante. Em relação à satisfação dos profissionais 54,10% referem estar “Quase sempre” satisfeitos com o seu trabalho. Existe uma associação estatisticamente significativa entre a satisfação no trabalho e o ICT na amostra do estudo ((H(2) = 13,02; p = 0,001)). 47% dos enfermeiros e 32% dos assistentes operacionais assistiram ou realizaram mobilizações de doentes com método perigoso. 58,30% dos enfermeiros e 40,00% dos assistentes operacionais realizaram a mobilização ou transferência de doentes sem a utilização de ajudas técnicas.