Publicação
Valorização de um composto com casca de pinheiro e lamas de ETAR como substrato
| Resumo: | O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho de um composto, à base de lamas de ETAR e casca de pinheiro, na formulação de substratos para plantas envasadas. Usaram-se 6 substratos, 1 substrato comercial e 3 misturas de turfa com composto, nas seguintes proporções em volume: 100:0; 75:25; 50:50; 25:75 e 0:100 (turfa:composto). Os substratos obtidos foram avaliados num ensaio de crescimento em vasos com couve-chinesa, onde se estudou, também, o efeito da fertilização (sem fertilização e com fertilização), num total de doze modalidades. No substrato comercial e na turfa foi feita uma fertilização completa, enquanto que nos substratos com composto apenas se fez um complemento de fertilização com N e/ou K. A adição de composto à turfa, até 50%, originou aumentos significativos de crescimento da couve-chinesa nas modalidades não fertilizadas, resultado dos nutrientes veiculados pelo composto e das características físicas adequadas destes substratos. Nas modalidades com 75 e 100% de composto houve redução acentuada do peso fresco e peso seco, consequência da salinidade, da degradação das propriedades físicas do substrato e de uma eventual toxicidade de zinco, que atingiu concentrações muito elevadas na parte aérea dessas plantas. Nas modalidades com 25 e 50% de composto e fertilização (apenas com N e K), o crescimento da couve-chinesa foi idêntica ou superior ao crescimento das plantas cultivadas no substrato comercial e na turfa, fertilizados com todos os nutrientes vegetais. Os resultados obtidos permitem concluir que o composto estudado poderá ser utilizado na formulação de substratos, até doses de 50%, permitindo reduzir a quantidade de adubos a utilizar na fertilização base dos substratos. No entanto, a dose de composto a utilizar deve ser ajustada às exigências da espécie a cultivar |
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| Autores principais: | Costa, Ana Mafalda Peralta da |
| Assunto: | composto substrato lamas de ETAR casca de pinheiro turfa |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho de um composto, à base de lamas de ETAR e casca de pinheiro, na formulação de substratos para plantas envasadas. Usaram-se 6 substratos, 1 substrato comercial e 3 misturas de turfa com composto, nas seguintes proporções em volume: 100:0; 75:25; 50:50; 25:75 e 0:100 (turfa:composto). Os substratos obtidos foram avaliados num ensaio de crescimento em vasos com couve-chinesa, onde se estudou, também, o efeito da fertilização (sem fertilização e com fertilização), num total de doze modalidades. No substrato comercial e na turfa foi feita uma fertilização completa, enquanto que nos substratos com composto apenas se fez um complemento de fertilização com N e/ou K. A adição de composto à turfa, até 50%, originou aumentos significativos de crescimento da couve-chinesa nas modalidades não fertilizadas, resultado dos nutrientes veiculados pelo composto e das características físicas adequadas destes substratos. Nas modalidades com 75 e 100% de composto houve redução acentuada do peso fresco e peso seco, consequência da salinidade, da degradação das propriedades físicas do substrato e de uma eventual toxicidade de zinco, que atingiu concentrações muito elevadas na parte aérea dessas plantas. Nas modalidades com 25 e 50% de composto e fertilização (apenas com N e K), o crescimento da couve-chinesa foi idêntica ou superior ao crescimento das plantas cultivadas no substrato comercial e na turfa, fertilizados com todos os nutrientes vegetais. Os resultados obtidos permitem concluir que o composto estudado poderá ser utilizado na formulação de substratos, até doses de 50%, permitindo reduzir a quantidade de adubos a utilizar na fertilização base dos substratos. No entanto, a dose de composto a utilizar deve ser ajustada às exigências da espécie a cultivar |
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