Publicação
A aplicação da técnica ethanol-wet bonding na adesão dentária: uma revisão da literatura
| Resumo: | A questão primordial que se levanta atualmente com os sistemas adesivos contemporâneos refere-se à elevada hidrofilia dos mesmos, que conduz à degradação hidrolítica e consequente diminuição da durabilidade da adesão dentária. De maneira a colmatar estes problemas, foram surgindo adesivos contendo tanto monómeros hidrofílicos como hidrofóbicos. Contudo, mesmo com a evolução das técnicas de adesão dentária, de dry bonding para wet bonding, e dos sistemas adesivos, a durabilidade da adesão, nomeadamente à dentina, continuava a não ser a esperada. A técnica ethanol-wet bonding foi desenvolvida numa tentativa de superar estes inconvenientes. Sendo o etanol compatível com monómeros hidrofóbicos, originalmente pensou-se em utilizá-lo após o condicionamento ácido e previamente ao sistema adesivo para desidratar a superfície dentária desmineralizada, substituindo a água residual e permitindo a infiltração dos monómeros. Dos dois métodos existentes nesta técnica, a aplicação de etanol em concentrações progressivamente maiores é o método que apresenta melhores resultados e mais consistentes. O método simplificado, de aplicação do álcool 100% durante 1 minuto, revela resultados mais variáveis, tendo os mais recentes estudos constatado que não traz nenhuma vantagem em relação à técnica convencional wet bonding. Pelo facto do método progressivo implicar passos adicionais e um tempo demasiado prolongado para a aplicação clínica do mesmo, apenas o método simplificado seria uma opção. Contudo, face aos resultados de vários estudos, torna-se improvável a sua transferência para a prática clínica. Mais estudos serão necessários para determinar a sua aplicabilidade, bem como a investigação noutras estratégias possíveis de implementar clinicamente. |
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| Autores principais: | Neves, Vanessa Cláudia |
| Assunto: | Odontologia Saúde oral Adesivos Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A questão primordial que se levanta atualmente com os sistemas adesivos contemporâneos refere-se à elevada hidrofilia dos mesmos, que conduz à degradação hidrolítica e consequente diminuição da durabilidade da adesão dentária. De maneira a colmatar estes problemas, foram surgindo adesivos contendo tanto monómeros hidrofílicos como hidrofóbicos. Contudo, mesmo com a evolução das técnicas de adesão dentária, de dry bonding para wet bonding, e dos sistemas adesivos, a durabilidade da adesão, nomeadamente à dentina, continuava a não ser a esperada. A técnica ethanol-wet bonding foi desenvolvida numa tentativa de superar estes inconvenientes. Sendo o etanol compatível com monómeros hidrofóbicos, originalmente pensou-se em utilizá-lo após o condicionamento ácido e previamente ao sistema adesivo para desidratar a superfície dentária desmineralizada, substituindo a água residual e permitindo a infiltração dos monómeros. Dos dois métodos existentes nesta técnica, a aplicação de etanol em concentrações progressivamente maiores é o método que apresenta melhores resultados e mais consistentes. O método simplificado, de aplicação do álcool 100% durante 1 minuto, revela resultados mais variáveis, tendo os mais recentes estudos constatado que não traz nenhuma vantagem em relação à técnica convencional wet bonding. Pelo facto do método progressivo implicar passos adicionais e um tempo demasiado prolongado para a aplicação clínica do mesmo, apenas o método simplificado seria uma opção. Contudo, face aos resultados de vários estudos, torna-se improvável a sua transferência para a prática clínica. Mais estudos serão necessários para determinar a sua aplicabilidade, bem como a investigação noutras estratégias possíveis de implementar clinicamente. |
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