Publicação
O desenvolvimento das relações de casal : estudo da influência dos estilos de vinculação e da intimidade na satisfação conjugal
| Resumo: | As relações de casal, que constituem um fundamento essencial para a saúde e o bem-estar dos indivíduos, têm sido vistas como produtos das experiências relacionais precoces, sobretudo pela teoria da vinculação. Embora a literatura anterior tenha demonstrado como a qualidade dessa relações depende dos estilos de vinculação dos parceiros, permanecem questões em aberto relativamente aos mecanismos dessa influência, bem como às eventuais diferenças no papel da vinculação em diferentes fases de evolução do relacionamento. Estas questões foram examinadas numa investigação empírica com casais, dos quais 75 coabitavam há mais de dois anos e 78 mantinham uma relação de namoro, sem coabitação. Os resultados confirmaram as conclusões da literatura anterior, quanto ao papel da vinculação na satisfação conjugal, e mostraram que esse papel é idêntico nas duas etapas relacionais estudadas, com excepção da auto-suficiência, que promove a satisfação entre as mulheres que coabitam, mas tem um efeito contrário entre as que ainda não coabitam. Além disso, foi possível demonstrar que variáveis ligadas à intimidade actuam como mediadoras entre a vinculação e a satisfação relacional, sendo que o efeito acima referido para a auto-suficiência é especificamente mediado pela percepção de obstáculos à intimidade. Finalmente, constatou-se que as variáveis de vinculação das mulheres apresentam um efeito sobre a satisfação dos seus parceiros, independentemente do estilo de vinculação destes, enquanto que o inverso não ocorre. |
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| Autores principais: | Domingos, Liliana Gonçalves, 1977- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2006 Satisfação conjugal Intimidade (Psicologia) Vinculação Relações maritais |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As relações de casal, que constituem um fundamento essencial para a saúde e o bem-estar dos indivíduos, têm sido vistas como produtos das experiências relacionais precoces, sobretudo pela teoria da vinculação. Embora a literatura anterior tenha demonstrado como a qualidade dessa relações depende dos estilos de vinculação dos parceiros, permanecem questões em aberto relativamente aos mecanismos dessa influência, bem como às eventuais diferenças no papel da vinculação em diferentes fases de evolução do relacionamento. Estas questões foram examinadas numa investigação empírica com casais, dos quais 75 coabitavam há mais de dois anos e 78 mantinham uma relação de namoro, sem coabitação. Os resultados confirmaram as conclusões da literatura anterior, quanto ao papel da vinculação na satisfação conjugal, e mostraram que esse papel é idêntico nas duas etapas relacionais estudadas, com excepção da auto-suficiência, que promove a satisfação entre as mulheres que coabitam, mas tem um efeito contrário entre as que ainda não coabitam. Além disso, foi possível demonstrar que variáveis ligadas à intimidade actuam como mediadoras entre a vinculação e a satisfação relacional, sendo que o efeito acima referido para a auto-suficiência é especificamente mediado pela percepção de obstáculos à intimidade. Finalmente, constatou-se que as variáveis de vinculação das mulheres apresentam um efeito sobre a satisfação dos seus parceiros, independentemente do estilo de vinculação destes, enquanto que o inverso não ocorre. |
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