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Avaliação da utilização de imunoterapia com APAVAC® em cães e gatos com cancro : estudo retrospetivo de 20 casos

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Resumo:A imunoterapia anti-tumoral apresenta como principal objetivo o desenvolvimento de uma resposta imunitária eficaz, duradoura e isenta de efeitos secundários. Com este estudo foi efetuada a avaliação da resposta clínica e dos efeitos secundários decorrentes da administração de quimioimunoterapia, procedendo-se à combinação da imunoterapia APAVAC®, uma vacina autóloga baseada nas proteínas de choque térmico (gp96), com a quimioterapia convencional (QC) ou metronómica (QM). Incluíram-se 12 cães e 8 gatos, machos e fêmeas, diagnosticados com várias neoplasias, nomeadamente linfoma (n=8), adenocarcinoma mamário (n=7), melanoma oral (n=1), hemangiopericitoma (n=1), sarcoma de tecidos moles (n=2) e sarcóide felino (n=1). Foram observados 50 efeitos adversos, em 70% (14/20) dos animais em estudo, o que correspondeu a 21 episódios de toxicidade gastrointestinal, 17 de toxicidade hematopoiética, 6 de toxicidade hepática, 3 reações imuno-alérgicas (urticária, linfadenomegália e suspeita de reação autoimune), 2 de toxicidade renal e 1 reação no local de administração (edema). Em 2% dos efeitos secundários registados (edema) existiu uma relação de causalidade com a administração da vacina APAVAC®. Neste estudo, a maioria (92%) dos efeitos adversos registados foram expetáveis aos que se encontram descritos durante a administração de QM ou QC, no que diz respeito à frequência e gravidade, não tendo sido observado um incremento significativo de toxicidade, o que reforça a segurança em relação à administração da imunoterapia com APAVAC®. Dos cães com linfoma, 25% (2/8) mantiveram-se em remissão completa durante a quimioimunoterapia, 62,5% (5/8) saíram de remissão e, 12,5% (1/8) mantiveram doença estável. Nos restantes cães, um quarto (25%) dos animais manteve-se em remissão completa e, metade (2/4) dos animais foram eutanasiados devido a doença progressiva. Metade das gatas (3/6) com adenocarcinoma mamário foram eutanasiadas devido a doença progressiva e, outra metade (3/6) mantiveram-se em remissão completa da doença, sem recidiva local do tumor mamário nem evidência de metastização. Os gatos com fibrossarcoma e sarcóide felino foram ambos eutanasiados por apresentarem doença progressiva (aumento progressivo das lesões). No que diz respeito à avaliação da resposta clínica, pela natureza retrospetiva do estudo, não se tornou possível a obtenção de mais conclusões objetivas.
Autores principais:Martins, José Luís Pedrosa
Assunto:quimioimunoterapia APAVAC® proteínas de choque térmico gp96 efeitos secundários resposta clínica chemoimmunotherapy heat shock proteins side effects clinical response
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A imunoterapia anti-tumoral apresenta como principal objetivo o desenvolvimento de uma resposta imunitária eficaz, duradoura e isenta de efeitos secundários. Com este estudo foi efetuada a avaliação da resposta clínica e dos efeitos secundários decorrentes da administração de quimioimunoterapia, procedendo-se à combinação da imunoterapia APAVAC®, uma vacina autóloga baseada nas proteínas de choque térmico (gp96), com a quimioterapia convencional (QC) ou metronómica (QM). Incluíram-se 12 cães e 8 gatos, machos e fêmeas, diagnosticados com várias neoplasias, nomeadamente linfoma (n=8), adenocarcinoma mamário (n=7), melanoma oral (n=1), hemangiopericitoma (n=1), sarcoma de tecidos moles (n=2) e sarcóide felino (n=1). Foram observados 50 efeitos adversos, em 70% (14/20) dos animais em estudo, o que correspondeu a 21 episódios de toxicidade gastrointestinal, 17 de toxicidade hematopoiética, 6 de toxicidade hepática, 3 reações imuno-alérgicas (urticária, linfadenomegália e suspeita de reação autoimune), 2 de toxicidade renal e 1 reação no local de administração (edema). Em 2% dos efeitos secundários registados (edema) existiu uma relação de causalidade com a administração da vacina APAVAC®. Neste estudo, a maioria (92%) dos efeitos adversos registados foram expetáveis aos que se encontram descritos durante a administração de QM ou QC, no que diz respeito à frequência e gravidade, não tendo sido observado um incremento significativo de toxicidade, o que reforça a segurança em relação à administração da imunoterapia com APAVAC®. Dos cães com linfoma, 25% (2/8) mantiveram-se em remissão completa durante a quimioimunoterapia, 62,5% (5/8) saíram de remissão e, 12,5% (1/8) mantiveram doença estável. Nos restantes cães, um quarto (25%) dos animais manteve-se em remissão completa e, metade (2/4) dos animais foram eutanasiados devido a doença progressiva. Metade das gatas (3/6) com adenocarcinoma mamário foram eutanasiadas devido a doença progressiva e, outra metade (3/6) mantiveram-se em remissão completa da doença, sem recidiva local do tumor mamário nem evidência de metastização. Os gatos com fibrossarcoma e sarcóide felino foram ambos eutanasiados por apresentarem doença progressiva (aumento progressivo das lesões). No que diz respeito à avaliação da resposta clínica, pela natureza retrospetiva do estudo, não se tornou possível a obtenção de mais conclusões objetivas.