Publicação
Diabetes mellitus: estratégias de prevenção e terapêutica
| Resumo: | A diabetes mellitus descreve um conjunto de doenças metabólicas que atingiu proporções epidémicas nas últimas décadas, tornando-se uma das principais causas de morte evitável a nível mundial. Esta patologia pode classificar-se em vários tipos, tais como diabetes mellitus tipo 1, tipo 2, gestacional e outros tipos específicos de diabetes. Caracteriza-se pela hiperglicemia crónica, resultante da deficiente ação e/ou secreção de insulina, e pela disfunção ou destruição das células beta pancreáticas, que é uma característica subjacente a todas as formas de diabetes. Independentemente do tipo de diabetes, os indivíduos com a glicemia descontrolada estão em risco de desenvolver complicações agudas, que constituem situações de perigo de vida, e/ou complicações a longo prazo, com elevado impacto na qualidade e esperança de vida. As estratégias baseadas em modificações do estilo de vida, nomeadamente a intervenção nutricional, prática de exercício físico e manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal, são eficazes na prevenção do desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, sendo a prevenção da diabetes mellitus gestacional também possível com estratégias semelhantes, mas adaptadas à condição da grávida. A prevenção da diabetes mellitus tipo 1 é ainda um desafio, apesar dos resultados promissores de alguns estudos. Contudo, a recente aprovação do teplizumab como o primeiro fármaco capaz de atrasar a doença promete revolucionar o tratamento. Encontramo-nos numa época de expansão da terapêutica, na qual a estratégia se torna mais abrangente e centrada nos fatores de risco individuais, incluindo o excesso de peso e o perfil cardiorrenal. Na diabetes mellitus tipo 1, a terapêutica principal continua a ser a insulina, embora possam ser combinados outros fármacos em caso de necessidade/benefício. Na diabetes mellitus tipo 2, as intervenções no estilo de vida acompanham a terapêutica farmacológica, sendo inicialmente recomendada a metformina e posteriormente adicionadas outras classes farmacológicas, caso não seja atingido o controlo metabólico. No entanto, algumas opções terapêuticas mais recentes podem ser consideradas em indivíduos com risco cardiovascular ou renal, independentemente da utilização de metformina. Dado o elevado interesse científico, futuramente, espera-se uma terapêutica personalizada com moléculas inovadoras. |
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| Autores principais: | Freitas, Filipa Garcia de |
| Assunto: | Diabetes mellitus Hiperglicemia Obesidade Prevenção Terapêutica Mestrado integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A diabetes mellitus descreve um conjunto de doenças metabólicas que atingiu proporções epidémicas nas últimas décadas, tornando-se uma das principais causas de morte evitável a nível mundial. Esta patologia pode classificar-se em vários tipos, tais como diabetes mellitus tipo 1, tipo 2, gestacional e outros tipos específicos de diabetes. Caracteriza-se pela hiperglicemia crónica, resultante da deficiente ação e/ou secreção de insulina, e pela disfunção ou destruição das células beta pancreáticas, que é uma característica subjacente a todas as formas de diabetes. Independentemente do tipo de diabetes, os indivíduos com a glicemia descontrolada estão em risco de desenvolver complicações agudas, que constituem situações de perigo de vida, e/ou complicações a longo prazo, com elevado impacto na qualidade e esperança de vida. As estratégias baseadas em modificações do estilo de vida, nomeadamente a intervenção nutricional, prática de exercício físico e manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal, são eficazes na prevenção do desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, sendo a prevenção da diabetes mellitus gestacional também possível com estratégias semelhantes, mas adaptadas à condição da grávida. A prevenção da diabetes mellitus tipo 1 é ainda um desafio, apesar dos resultados promissores de alguns estudos. Contudo, a recente aprovação do teplizumab como o primeiro fármaco capaz de atrasar a doença promete revolucionar o tratamento. Encontramo-nos numa época de expansão da terapêutica, na qual a estratégia se torna mais abrangente e centrada nos fatores de risco individuais, incluindo o excesso de peso e o perfil cardiorrenal. Na diabetes mellitus tipo 1, a terapêutica principal continua a ser a insulina, embora possam ser combinados outros fármacos em caso de necessidade/benefício. Na diabetes mellitus tipo 2, as intervenções no estilo de vida acompanham a terapêutica farmacológica, sendo inicialmente recomendada a metformina e posteriormente adicionadas outras classes farmacológicas, caso não seja atingido o controlo metabólico. No entanto, algumas opções terapêuticas mais recentes podem ser consideradas em indivíduos com risco cardiovascular ou renal, independentemente da utilização de metformina. Dado o elevado interesse científico, futuramente, espera-se uma terapêutica personalizada com moléculas inovadoras. |
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