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O impacto do licenciamento comercial e os efeitos na competitividade da economia portuguesa

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Resumo:A intensa e continua intervenção do Estado no sector do comércio a retalho nos últimos anos, deve-se essencialmente à necessidade de garantir que Portugal possa através deste tipo de actuação governativa criar condições para que o sector em causa, possa ser mais eficiente e contribuir para o crescimento da economia, tornando-a mais competitiva. Contudo, a contestação que se faz sentir por parte dos principais agentes económicos que compõem o sector, em relação a esta intervenção, abre um espaço para uma problemática, sobre, até que ponto estará Portugal no caminho certo para os objectivos preconizados. Surge então, a necessidade de confrontar a estratégia empresarial e organizacional das empresas portuguesas juntamente com a envolvente criada pela política pública, cora outros modelos de retalho, como são por exemplo, os EUA e a França, os quais têm apresentado resultados muito interessantes do ponto de vista da eficiência. Assim, e por um lado, os EUA assentes numa vertente liberalista onde a concorrência é intensa e o investimento em TIC associado às economias de escala, marcam a diferença para uma gestão logística eficiente e geradora de redução dos principais custos de transacção, por outro, a França, que se apresenta muito proteccionista, onde a concentração de empresas é elevada e em que o poder de mercado e as restrições verticais associadas ás economias de escala, têm sido o caminho seguido para a eficiência, por parte das empresas deste sector. Neste trabalho pretende-se determinar qual destas duas orientações ou modelos estratégicos são os mais eficientes, para isso, realiza-se uma abordagem teórica, confrontando as duas realidades e enquadrando-as com a teoria económica. Apresenta-se um modelo econométrico que servirá de base á estimação de uma FPP, onde o objectivo será determinar a eficiência de algumas das principais empresas dos 3 países em estudo, no período 1999-2001. Analisam-se os respectivos resultados e enquadram-se os mesmos na dicotomia identificada. Por último, identifica-se a política pública do sector em causa e como a mesma pode ter vários efeitos no crescimento económico e na competitividade da economia portuguesa.
Autores principais:Garneche, João Carlos Magalhães
Assunto:Custos de Transacção Restrições Verticais Economias de Escala Fronteira de Possibilidades de Produção Eficiência Retalho Transaction Costs Vertical Restrains Scale Economies Stochastic Frontier Production Efficiency Retail
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A intensa e continua intervenção do Estado no sector do comércio a retalho nos últimos anos, deve-se essencialmente à necessidade de garantir que Portugal possa através deste tipo de actuação governativa criar condições para que o sector em causa, possa ser mais eficiente e contribuir para o crescimento da economia, tornando-a mais competitiva. Contudo, a contestação que se faz sentir por parte dos principais agentes económicos que compõem o sector, em relação a esta intervenção, abre um espaço para uma problemática, sobre, até que ponto estará Portugal no caminho certo para os objectivos preconizados. Surge então, a necessidade de confrontar a estratégia empresarial e organizacional das empresas portuguesas juntamente com a envolvente criada pela política pública, cora outros modelos de retalho, como são por exemplo, os EUA e a França, os quais têm apresentado resultados muito interessantes do ponto de vista da eficiência. Assim, e por um lado, os EUA assentes numa vertente liberalista onde a concorrência é intensa e o investimento em TIC associado às economias de escala, marcam a diferença para uma gestão logística eficiente e geradora de redução dos principais custos de transacção, por outro, a França, que se apresenta muito proteccionista, onde a concentração de empresas é elevada e em que o poder de mercado e as restrições verticais associadas ás economias de escala, têm sido o caminho seguido para a eficiência, por parte das empresas deste sector. Neste trabalho pretende-se determinar qual destas duas orientações ou modelos estratégicos são os mais eficientes, para isso, realiza-se uma abordagem teórica, confrontando as duas realidades e enquadrando-as com a teoria económica. Apresenta-se um modelo econométrico que servirá de base á estimação de uma FPP, onde o objectivo será determinar a eficiência de algumas das principais empresas dos 3 países em estudo, no período 1999-2001. Analisam-se os respectivos resultados e enquadram-se os mesmos na dicotomia identificada. Por último, identifica-se a política pública do sector em causa e como a mesma pode ter vários efeitos no crescimento económico e na competitividade da economia portuguesa.