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Audiovisual disruption : post-digital aesthetics in contemporary audiovisual arts

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Resumo:Este estudo combina investigação teórica e prática para examinar a estética pós-digital nas artes audiovisuais contemporâneas. O trabalho envolve um enquadramento teórico no qual analisa a estética pós-digital presente em manifestações críticas sobre a condição pós-digital—a condição atual marcada pela infiltração das tecnologias digitais no quotidiano. A investigação pratica envolve experimentação artística com meios digitais e não-digitais como uma resposta artística para expor os impactos da condição pós-digital. O Capítulo 1 aborda de modo geral a arte audiovisual contemporânea e investiga as várias conceções do termo pós-digital no contexto das artes. Posteriormente, são analisados os conceitos: Pós-media, Pós-internet e Nova Estética; terminologia relacionada com o pós-digital. Estes termos tentam descrever as mudanças culturais, praticas artísticas e estéticas contemporâneas das sociedades computacionais. Os termos “analógico” e “digital” são examinados assim como a “arte digital”. Por fim, a estética digital descrita por Alexander Galloway (2016) serve como ponto de partida para investigar a estética pós-digital que e mapeada em quatro territórios pós-digitais: sobre, dentro, entre e fora dos meios digitais. Este mapa traça explorações artísticas que operam: sobre a infraestrutura dos meios digitais; dentro do contexto e efeitos da condição pós-digital; entre os meios digitais e não-digitais que resultam em explorações artísticas híbridas; e por último, fora dos meios digitais, uma viragem artística que reutiliza os meios analógicos como alternativa. A abordagem ao conceito de pós-digital e feita de forma aberta para ser compreendido como um espetro de práticas artísticas que engloba diferentes perspetivas críticas sobre as condições materiais e efeitos da era pós-digital. O Capítulo 2 investiga os quatro territórios pós-digitais numa análise sobre as várias manifestações estéticas da arte pós-digital, incluindo praticas artísticas, modos de produção, táticas e obras audiovisuais. Este capítulo parte da proposta fundadora do pós-digital sugerida pelo compositor Kim Cascone como “Aesthetics of Failure” (2000), uma prática artística que explora falhas e erros computacionais como critica sobre os meios digitais. Contudo, em vez de limitar a conceção do pós-digital a proposta de Cascone, como explorações de glitches sobre o digital como um meio, esta investigação propõe outra abordagem ao conceito pós-digital como a “Estética da Saturação”, uma reapropriação das tecnologias digitais como ferramentas para questionar a utilidade e interpretações normativas das tecnologias digitais. As perspetivas anteriores sugerem explorações críticas com tecnologias digitais, como um meio artístico ou como ferramentas. No entanto, ambas as perspetivas fazem parte da estética digital proposta por Christiane Paul (2003) e Alexander Galloway (2016). Apesar da critica presente nas práticas anteriores, as perspetivas sobre e dentro dos meios digitais fazem parte do campo das artes digitais, portanto, pertencem ao discurso da estética digital. Estas práticas são sustentadas exclusivamente por tecnologias digitais e não propõem nenhuma divergência nem rutura radical com os meios digitais. Como divergência das duas perspetivas anteriores, a investigação sugere o pós-digital como uma “Estética da Hibridização”, uma rejeição da normalização das tecnologias digitais que desdobra os meios digitais no espaço físico, em combinações com meios digitais e não-digitais. Esta perspetiva pós-digital não se reduz aos meios digitais, nem a meios analógicos, mas encontra-se entre meios, ou seja, constitui uma abordagem híbrida. Deste modo, a estética da hibridização e interpretada como arte pós-digital que se distancia da estética digital e, assim, diverge das práticas de arte digital e novos media. No entanto, retornando a ideia inicial da arte pós-digital, como resposta critica a condição pós-digital e a ubiquidade das tecnologias digitais, a hibridização de meios tecnológicos digitais e não-digitais pode incorporar apenas uma abordagem de presença afirmativa das possibilidades técnicas das tecnologias digitais em combinações com materiais no espaço físico. Como forma de subverter a presença dos meios digitais na hibridização entre meios e para assumir uma postura critica sobre praticas artísticas envolvidas com tecnologias digitais e não-digitais, este estudo propõe que a estética pós-digital da hibridização deve proceder através de uma tática de Critical Making (Ratto 2011), examinada posteriormente no Capítulo 3. Esta investigação estabelece ainda outra proposta da estética pós-digital no extremo do espetro, uma postura fora dos meios digitais entendida como uma viragem artistica que reutiliza os meios analógicos e deriva numa rejeição radical dos meios digitais. Esta perspetiva pós-digital e definida como a “Estética da Reutilização”, que resulta de práticas artísticas dedicadas a reutilização e reciclagem das tecnologias de meios analógicos. Esta perspetiva propõe uma rutura radical com as tecnologias de meios digitais e como alternativa reutiliza os meios analógicos na prática artistica contemporânea. Todavia, uma viragem radical em torno de meios analógicos e apenas um regresso as práticas artísticas envolvidas com meios analógicos que já existiam antes da proliferação das tecnologias digitais. Para que estas práticas sejam consideradas como uma estética pós-digital, este estudo sugere que esta tem de se envolver em combinações híbridas de assemblagem de meios analógico-digitais, caso contrário, estas praticas ressurgem apenas como reavivamentos nostálgicos dos meios analógicos ou simplesmente na continuação das práticas artísticas fundamentadas em meios analógicos. Por fim, e feita uma comparação dos múltiplos territórios pós-digitais e proposto que a estética pós-digital resulta de manifestações estéticas entre os meios digitais e analógicos, compreendido como a estética da hibridação. A estética pós-digital resulta de experimentação artistica entre os meios digitais e não-digitais, numa hibridização de meios, assumindo uma postura critica sobre a era pós-digital. Assim, a arte pós-digital resulta de uma prática artistica que se envolve com rematerializacões e incorporações das tecnologias digitais e da computação no espaço físico, juntamente com praticas manuais que combinam diversos materiais e ate mesmo a reutilização de meios analógicos. Dessa forma, as práticas de arte pós-digital situam-se entre hibridização de meios e táticas “offline” como também “online” que rejeitam a normalização dos meios digitais. No Capítulo 3, a prática de Critical Making (Ratto 2011) e examinada como um método que introduz uma perspetiva critica sobre a estética da hibridização. Ao adotar um processo artístico com base nesta tática, a estética da hibridização integra uma postura critica sobre praticas manuais de “making” e “hacking”, não só através da combinação de diversos materiais—“digital fabrication”, “physical computing”, “hardware”, “software”, “creative coding”, e meios analógicos ou novas tecnologias digitais—mas também para impulsionar a critica sobre as implicações socioculturais, económicas, politicas e ambientais das tecnologias digitais. A abordagem de Critical Making e interpretada como um método artístico pós-digital híbrido que combina táticas críticas e experimentação manual com as tecnologias digitais e não-digitais em explorações audiovisuais para alem da superfície do ecrã como critica da era pós-digital. O mapeamento da estética pós-digital foi também traçado para contextualizar a investigação pratica. A investigação artistica explora temas críticos sobre a vida contemporânea das sociedades computacionais como resposta as consequências introduzidas pela condição pós-digital. A performance audiovisual e álbum musical Datox (2022) explora os campos eletromagnéticos dos dispositivos digitais como material sonoro para abordar a eletricidade como materialidade dos meios digitais e salientar o problema energético da sociedade computacional. A instalação On A Scroll Through The Cloud (2019-22) explora a infraestrutura material da Internet e aborda a normalização da vigilância em massa online, que utiliza os dados dos utilizadores para obtenção de lucros e fins capitalistas. A instalação e composta por um jogo de computador e um objeto físico que se assemelha a uma barra de deslocamento (scrollbar). A barra torna-se parte de uma performance de arte publica que retrata o vício intrínseco por design associado as barras de descolamento infinitas nas redes sociais. A obra Things I Do When I’m Bored (2017-22) explora o sentimento de aborrecimento online manifestado por vloggers do YouTube através de um vídeo de colagem (found footage) que explora os diferentes aspetos do aborrecimento online. A instalação Debris (2022) expõe o problema do lixo eletrónico e obsolescência programada que, por design, reduz o tempo útil dos dispositivos eletrónicos. Isto e abordado através de uma instalação que combina hardware estragado, som e terra, juntamente com um jogo online que interpreta o aumento exponencial de lixo eletrónico. A obra All To Sand Returns (2022) reutiliza meios analógicos numa instalação que especula sobre uma paisagem abstrata futurista, transformada pela subida do nível do mar e do aquecimento global acelerado pela sociedade computacional. Por último, a instalação Deep Touch (2022) explora objetos impressos em 3D com a forma de mãos que são interativas e geram ruido, ambicionando questionar a dinâmica de poder entre o homem e a máquina. A serie de obras produzidas para este estudo e fluida e transversal ao espetro pós-digital. Contudo, a serie adere a uma estética pós-digital de hibridização. As obras exploram relações híbridas audiovisuais entre meios e materiais como um modo para apontar as consequências da condição pós-digital e expor a materialidade das tecnologias digitais juntamente com os seus efeitos e impactos socioculturais e ambientais. Para concluir, o estudo “Disrupção Audiovisual” propõe um reposicionamento da instituição, ou dispositivo, das artes audiovisuais e da sua remodelação através de uma perspetiva pós-digital fundamentada na estética da hibridização. “Disrupção Audiovisual” desafia as práticas reduzidas a dispositivos de ecrãs de modo a implementar devaneios e reconfigurações para alem do ecrã, uma prática artistica como critica sobre a condição da vida contemporânea na era pós-digital
Autores principais:Ferreira, Pedro Daniel da Costa
Assunto:Arte multimédia Audiovisuais Arte digital Era post-digital Estética Hibridismo
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo combina investigação teórica e prática para examinar a estética pós-digital nas artes audiovisuais contemporâneas. O trabalho envolve um enquadramento teórico no qual analisa a estética pós-digital presente em manifestações críticas sobre a condição pós-digital—a condição atual marcada pela infiltração das tecnologias digitais no quotidiano. A investigação pratica envolve experimentação artística com meios digitais e não-digitais como uma resposta artística para expor os impactos da condição pós-digital. O Capítulo 1 aborda de modo geral a arte audiovisual contemporânea e investiga as várias conceções do termo pós-digital no contexto das artes. Posteriormente, são analisados os conceitos: Pós-media, Pós-internet e Nova Estética; terminologia relacionada com o pós-digital. Estes termos tentam descrever as mudanças culturais, praticas artísticas e estéticas contemporâneas das sociedades computacionais. Os termos “analógico” e “digital” são examinados assim como a “arte digital”. Por fim, a estética digital descrita por Alexander Galloway (2016) serve como ponto de partida para investigar a estética pós-digital que e mapeada em quatro territórios pós-digitais: sobre, dentro, entre e fora dos meios digitais. Este mapa traça explorações artísticas que operam: sobre a infraestrutura dos meios digitais; dentro do contexto e efeitos da condição pós-digital; entre os meios digitais e não-digitais que resultam em explorações artísticas híbridas; e por último, fora dos meios digitais, uma viragem artística que reutiliza os meios analógicos como alternativa. A abordagem ao conceito de pós-digital e feita de forma aberta para ser compreendido como um espetro de práticas artísticas que engloba diferentes perspetivas críticas sobre as condições materiais e efeitos da era pós-digital. O Capítulo 2 investiga os quatro territórios pós-digitais numa análise sobre as várias manifestações estéticas da arte pós-digital, incluindo praticas artísticas, modos de produção, táticas e obras audiovisuais. Este capítulo parte da proposta fundadora do pós-digital sugerida pelo compositor Kim Cascone como “Aesthetics of Failure” (2000), uma prática artística que explora falhas e erros computacionais como critica sobre os meios digitais. Contudo, em vez de limitar a conceção do pós-digital a proposta de Cascone, como explorações de glitches sobre o digital como um meio, esta investigação propõe outra abordagem ao conceito pós-digital como a “Estética da Saturação”, uma reapropriação das tecnologias digitais como ferramentas para questionar a utilidade e interpretações normativas das tecnologias digitais. As perspetivas anteriores sugerem explorações críticas com tecnologias digitais, como um meio artístico ou como ferramentas. No entanto, ambas as perspetivas fazem parte da estética digital proposta por Christiane Paul (2003) e Alexander Galloway (2016). Apesar da critica presente nas práticas anteriores, as perspetivas sobre e dentro dos meios digitais fazem parte do campo das artes digitais, portanto, pertencem ao discurso da estética digital. Estas práticas são sustentadas exclusivamente por tecnologias digitais e não propõem nenhuma divergência nem rutura radical com os meios digitais. Como divergência das duas perspetivas anteriores, a investigação sugere o pós-digital como uma “Estética da Hibridização”, uma rejeição da normalização das tecnologias digitais que desdobra os meios digitais no espaço físico, em combinações com meios digitais e não-digitais. Esta perspetiva pós-digital não se reduz aos meios digitais, nem a meios analógicos, mas encontra-se entre meios, ou seja, constitui uma abordagem híbrida. Deste modo, a estética da hibridização e interpretada como arte pós-digital que se distancia da estética digital e, assim, diverge das práticas de arte digital e novos media. No entanto, retornando a ideia inicial da arte pós-digital, como resposta critica a condição pós-digital e a ubiquidade das tecnologias digitais, a hibridização de meios tecnológicos digitais e não-digitais pode incorporar apenas uma abordagem de presença afirmativa das possibilidades técnicas das tecnologias digitais em combinações com materiais no espaço físico. Como forma de subverter a presença dos meios digitais na hibridização entre meios e para assumir uma postura critica sobre praticas artísticas envolvidas com tecnologias digitais e não-digitais, este estudo propõe que a estética pós-digital da hibridização deve proceder através de uma tática de Critical Making (Ratto 2011), examinada posteriormente no Capítulo 3. Esta investigação estabelece ainda outra proposta da estética pós-digital no extremo do espetro, uma postura fora dos meios digitais entendida como uma viragem artistica que reutiliza os meios analógicos e deriva numa rejeição radical dos meios digitais. Esta perspetiva pós-digital e definida como a “Estética da Reutilização”, que resulta de práticas artísticas dedicadas a reutilização e reciclagem das tecnologias de meios analógicos. Esta perspetiva propõe uma rutura radical com as tecnologias de meios digitais e como alternativa reutiliza os meios analógicos na prática artistica contemporânea. Todavia, uma viragem radical em torno de meios analógicos e apenas um regresso as práticas artísticas envolvidas com meios analógicos que já existiam antes da proliferação das tecnologias digitais. Para que estas práticas sejam consideradas como uma estética pós-digital, este estudo sugere que esta tem de se envolver em combinações híbridas de assemblagem de meios analógico-digitais, caso contrário, estas praticas ressurgem apenas como reavivamentos nostálgicos dos meios analógicos ou simplesmente na continuação das práticas artísticas fundamentadas em meios analógicos. Por fim, e feita uma comparação dos múltiplos territórios pós-digitais e proposto que a estética pós-digital resulta de manifestações estéticas entre os meios digitais e analógicos, compreendido como a estética da hibridação. A estética pós-digital resulta de experimentação artistica entre os meios digitais e não-digitais, numa hibridização de meios, assumindo uma postura critica sobre a era pós-digital. Assim, a arte pós-digital resulta de uma prática artistica que se envolve com rematerializacões e incorporações das tecnologias digitais e da computação no espaço físico, juntamente com praticas manuais que combinam diversos materiais e ate mesmo a reutilização de meios analógicos. Dessa forma, as práticas de arte pós-digital situam-se entre hibridização de meios e táticas “offline” como também “online” que rejeitam a normalização dos meios digitais. No Capítulo 3, a prática de Critical Making (Ratto 2011) e examinada como um método que introduz uma perspetiva critica sobre a estética da hibridização. Ao adotar um processo artístico com base nesta tática, a estética da hibridização integra uma postura critica sobre praticas manuais de “making” e “hacking”, não só através da combinação de diversos materiais—“digital fabrication”, “physical computing”, “hardware”, “software”, “creative coding”, e meios analógicos ou novas tecnologias digitais—mas também para impulsionar a critica sobre as implicações socioculturais, económicas, politicas e ambientais das tecnologias digitais. A abordagem de Critical Making e interpretada como um método artístico pós-digital híbrido que combina táticas críticas e experimentação manual com as tecnologias digitais e não-digitais em explorações audiovisuais para alem da superfície do ecrã como critica da era pós-digital. O mapeamento da estética pós-digital foi também traçado para contextualizar a investigação pratica. A investigação artistica explora temas críticos sobre a vida contemporânea das sociedades computacionais como resposta as consequências introduzidas pela condição pós-digital. A performance audiovisual e álbum musical Datox (2022) explora os campos eletromagnéticos dos dispositivos digitais como material sonoro para abordar a eletricidade como materialidade dos meios digitais e salientar o problema energético da sociedade computacional. A instalação On A Scroll Through The Cloud (2019-22) explora a infraestrutura material da Internet e aborda a normalização da vigilância em massa online, que utiliza os dados dos utilizadores para obtenção de lucros e fins capitalistas. A instalação e composta por um jogo de computador e um objeto físico que se assemelha a uma barra de deslocamento (scrollbar). A barra torna-se parte de uma performance de arte publica que retrata o vício intrínseco por design associado as barras de descolamento infinitas nas redes sociais. A obra Things I Do When I’m Bored (2017-22) explora o sentimento de aborrecimento online manifestado por vloggers do YouTube através de um vídeo de colagem (found footage) que explora os diferentes aspetos do aborrecimento online. A instalação Debris (2022) expõe o problema do lixo eletrónico e obsolescência programada que, por design, reduz o tempo útil dos dispositivos eletrónicos. Isto e abordado através de uma instalação que combina hardware estragado, som e terra, juntamente com um jogo online que interpreta o aumento exponencial de lixo eletrónico. A obra All To Sand Returns (2022) reutiliza meios analógicos numa instalação que especula sobre uma paisagem abstrata futurista, transformada pela subida do nível do mar e do aquecimento global acelerado pela sociedade computacional. Por último, a instalação Deep Touch (2022) explora objetos impressos em 3D com a forma de mãos que são interativas e geram ruido, ambicionando questionar a dinâmica de poder entre o homem e a máquina. A serie de obras produzidas para este estudo e fluida e transversal ao espetro pós-digital. Contudo, a serie adere a uma estética pós-digital de hibridização. As obras exploram relações híbridas audiovisuais entre meios e materiais como um modo para apontar as consequências da condição pós-digital e expor a materialidade das tecnologias digitais juntamente com os seus efeitos e impactos socioculturais e ambientais. Para concluir, o estudo “Disrupção Audiovisual” propõe um reposicionamento da instituição, ou dispositivo, das artes audiovisuais e da sua remodelação através de uma perspetiva pós-digital fundamentada na estética da hibridização. “Disrupção Audiovisual” desafia as práticas reduzidas a dispositivos de ecrãs de modo a implementar devaneios e reconfigurações para alem do ecrã, uma prática artistica como critica sobre a condição da vida contemporânea na era pós-digital