Publicação
A controlabilidade da extracção do gist : explicando um processo difuso
| Resumo: | As duas principais teorias explicativas das falsas memórias obtidas através do paradigma DRM (Deese, 1959; Roediger & McDermott, 1995) são a abordagem da activação-monitorização (e.g. Roediger, Watson, McDermott & Gallo, 2001) e a teoria fuzzy-trace (e.g. Brainerd & Reyna, 2002). Enquanto que a activaçãomonitorização baseia a explicação do efeito num processo automático de dispersão de activação, a fuzzy-trace pressupõe a extracção de um traço temático gist como principal processo responsável pelo efeito. Contudo, ao contrário da abordagem da activação-monitorização, a teoria fuzzy-trace não explica objectivamente este processo nem é clara quanto à natureza automática ou controlada do mesmo. Serão propostas duas experiências que permitem averiguar esta questão. Na Experiência 1 será aplicado o paradigma DRM com listas categoriais, manipulando-se o study-rate e a apresentação do tema da lista ou de um tema de uma categoria ad hoc (Barsalou, 1983) como pista antes do estudo de cada lista, e adicionando-se no teste de reconhecimento exemplares frequentemente instanciados das categorias ad hoc como distractores não relacionados. Na Experiência 2, a esta manipulação será adicionada a manipulação da apresentação do tema (da lista vs. ad hoc) já na fase de teste. Se a extracção do gist for um processo controlado e estratégico serão de esperar falsos reconhecimentos dos distractores relacionados com o tema ad hoc na condição de study-rate lento (sendo a necessidade de tempo para actuar uma característica dos processos controlados) (Exp. 1) e não será de esperar que os sujeitos recodifiquem o gist extraído com um study rate lento a partir do tema dado no teste (Exp. 2), uma vez que um gist robusto terá já sido extraído. Serão brevemente discutidas as implicações destes resultados para a definição do conceito de gist e do seu processo de extracção no âmbito das falsas memórias. |
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| Autores principais: | Marques, Pedro André Ribeiro |
| Assunto: | Falsas memórias Esquecimento Cognição Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As duas principais teorias explicativas das falsas memórias obtidas através do paradigma DRM (Deese, 1959; Roediger & McDermott, 1995) são a abordagem da activação-monitorização (e.g. Roediger, Watson, McDermott & Gallo, 2001) e a teoria fuzzy-trace (e.g. Brainerd & Reyna, 2002). Enquanto que a activaçãomonitorização baseia a explicação do efeito num processo automático de dispersão de activação, a fuzzy-trace pressupõe a extracção de um traço temático gist como principal processo responsável pelo efeito. Contudo, ao contrário da abordagem da activação-monitorização, a teoria fuzzy-trace não explica objectivamente este processo nem é clara quanto à natureza automática ou controlada do mesmo. Serão propostas duas experiências que permitem averiguar esta questão. Na Experiência 1 será aplicado o paradigma DRM com listas categoriais, manipulando-se o study-rate e a apresentação do tema da lista ou de um tema de uma categoria ad hoc (Barsalou, 1983) como pista antes do estudo de cada lista, e adicionando-se no teste de reconhecimento exemplares frequentemente instanciados das categorias ad hoc como distractores não relacionados. Na Experiência 2, a esta manipulação será adicionada a manipulação da apresentação do tema (da lista vs. ad hoc) já na fase de teste. Se a extracção do gist for um processo controlado e estratégico serão de esperar falsos reconhecimentos dos distractores relacionados com o tema ad hoc na condição de study-rate lento (sendo a necessidade de tempo para actuar uma característica dos processos controlados) (Exp. 1) e não será de esperar que os sujeitos recodifiquem o gist extraído com um study rate lento a partir do tema dado no teste (Exp. 2), uma vez que um gist robusto terá já sido extraído. Serão brevemente discutidas as implicações destes resultados para a definição do conceito de gist e do seu processo de extracção no âmbito das falsas memórias. |
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