Publicação
Antecipação e expectativas face ao tipo de parto
| Resumo: | O presente estudo centra-se na antecipação e expectativas que as mulheres grávidas têm face ao tipo de parto, tendo por objectivo relacionar as mesmas com a preferência acerca deste último, pretendendo-se, deste modo, compreender o que leva as mulheres a preferir determinado tipo de parto em detrimento de outro. Para tal, foi concebido, de raiz, um questionário – Q.A.T.P. – Questionário de Antecipação Face ao Tipo de Parto (Matos, 2011), com 77 itens gerados a partir da literatura científica, de modo a ter acesso ao que as mulheres pensam relativamente aos quatro tipos de parto considerados (parto vaginal sem anestesia, parto vaginal com epidural, cesariana com anestesia epidural e cesariana com anestesia geral), bem como a preferência das mesmas relativamente aos referidos tipos de parto. Foi, ainda, desenvolvido um Questionário Sociodemográfico e Clínico (Q.S.C.) de modo a obter informação relevante, nomeadamente: estatuto laboral, nível de escolaridade, nível socioeconómico, estatuto conjugal, agregado familiar, idade, motivo da ida à consulta de alto risco, número de semanas de gestação, história obstétrica e história ginecológica. O Q.A.T.P. foi aplicado a uma amostra de 200 senhoras recrutadas na Consulta de Obstetrícia de Alto Risco da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. Os dados obtidos foram submetidos a análise factorial, decidindo-se trabalhar sobre os sete factores mais importantes. Após análise da consistência interna e eliminação de itens, a versão final do Q.A.T.P. comporta 48 itens e 7 Subescalas. Posteriormente, foram cruzadas as informações do Q.A.T.P. e do Q.S.C. de modo a verificar se a relação entre os dados dos dois instrumentos é compatível com as seguintes hipóteses: H1- a preferência pelo tipo de parto é influenciada pelas expectativas face ao parto; H2- as variáveis sociodemográficos influenciam as expectativas face ao parto; H3- as variáveis clínicas influenciam as expectativas face ao parto. Verifica-se que os dados da preferência das mulheres grávidas pelo tipo de parto são compatíveis com H1. Verificou-se também que os dados sociodemográficos e os dados clínicos da mulher são, igualmente, compatíveis com H2 e H3. Por último, conclui-se que as Subescalas do Q.A.T.P. podem oferecer dados interessantes no domínio das expectativas femininas relacionadas com o momento do parto, podendo vir a ser considerado em futuras investigações. |
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| Autores principais: | Matos, Raquel Susana Tátá Vieira |
| Assunto: | Parto Gravidez - Psicologia Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo centra-se na antecipação e expectativas que as mulheres grávidas têm face ao tipo de parto, tendo por objectivo relacionar as mesmas com a preferência acerca deste último, pretendendo-se, deste modo, compreender o que leva as mulheres a preferir determinado tipo de parto em detrimento de outro. Para tal, foi concebido, de raiz, um questionário – Q.A.T.P. – Questionário de Antecipação Face ao Tipo de Parto (Matos, 2011), com 77 itens gerados a partir da literatura científica, de modo a ter acesso ao que as mulheres pensam relativamente aos quatro tipos de parto considerados (parto vaginal sem anestesia, parto vaginal com epidural, cesariana com anestesia epidural e cesariana com anestesia geral), bem como a preferência das mesmas relativamente aos referidos tipos de parto. Foi, ainda, desenvolvido um Questionário Sociodemográfico e Clínico (Q.S.C.) de modo a obter informação relevante, nomeadamente: estatuto laboral, nível de escolaridade, nível socioeconómico, estatuto conjugal, agregado familiar, idade, motivo da ida à consulta de alto risco, número de semanas de gestação, história obstétrica e história ginecológica. O Q.A.T.P. foi aplicado a uma amostra de 200 senhoras recrutadas na Consulta de Obstetrícia de Alto Risco da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. Os dados obtidos foram submetidos a análise factorial, decidindo-se trabalhar sobre os sete factores mais importantes. Após análise da consistência interna e eliminação de itens, a versão final do Q.A.T.P. comporta 48 itens e 7 Subescalas. Posteriormente, foram cruzadas as informações do Q.A.T.P. e do Q.S.C. de modo a verificar se a relação entre os dados dos dois instrumentos é compatível com as seguintes hipóteses: H1- a preferência pelo tipo de parto é influenciada pelas expectativas face ao parto; H2- as variáveis sociodemográficos influenciam as expectativas face ao parto; H3- as variáveis clínicas influenciam as expectativas face ao parto. Verifica-se que os dados da preferência das mulheres grávidas pelo tipo de parto são compatíveis com H1. Verificou-se também que os dados sociodemográficos e os dados clínicos da mulher são, igualmente, compatíveis com H2 e H3. Por último, conclui-se que as Subescalas do Q.A.T.P. podem oferecer dados interessantes no domínio das expectativas femininas relacionadas com o momento do parto, podendo vir a ser considerado em futuras investigações. |
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