Publicação
Biocompatibilidade de dispositivos médicos
| Resumo: | A utilização de dispositivos médicos requer o contato de biomateriais com os tecidos e o organismo humano, o que desencadeia uma resposta biológica, sendo este um dos principais fatores que determina a biocompatibilidade de um material. Inicialmente a definição deste conceito exigia apenas que um biomaterial não desencadeasse efeitos adversos. Contudo, tem-se verificado que as características necessárias num biomaterial são bem mais do que a ausência de toxicidade. A avaliação de biocompatibilidade está normalizada na ISO 10993 onde estão esquematizados os testes e ensaios exigidos de acordo com o tipo de dispositivo médico. No entanto, apesar desta normalização de processos, a evolução científica, tecnológica, aliada à descoberta de áreas como engenharia de tecidos, tem aumentado a perceção das limitações associadas ao conceito de biocompatibilidade e demonstrado a sua constante evolução ao longo dos tempos, tornando-se difícil compreender completamente todos os fenómenos envolvidos nestes processos. Este é um conceito muito controverso por não se entender ainda por completo quais as suas fronteiras como, por exemplo, a distinção entre biocompatibilidade e toxicidade. Muitas questões continuam sem resposta pela incerteza das mesmas por parte da comunidade científica. De futuro esperam-se novas alterações neste conceito que tem estado em constante evolução ao longo dos tempos, principalmente numa era de incremento na utilização de dispositivos médicos e na perceção das suas enormes potencialidades na área da saúde. |
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| Autores principais: | Lopes, Márcia Filipa Vaz Souto |
| Assunto: | Dispositivo médico Biocompatibilidade Reação adversa Resposta biológica ISO 10993 Biomaterial Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A utilização de dispositivos médicos requer o contato de biomateriais com os tecidos e o organismo humano, o que desencadeia uma resposta biológica, sendo este um dos principais fatores que determina a biocompatibilidade de um material. Inicialmente a definição deste conceito exigia apenas que um biomaterial não desencadeasse efeitos adversos. Contudo, tem-se verificado que as características necessárias num biomaterial são bem mais do que a ausência de toxicidade. A avaliação de biocompatibilidade está normalizada na ISO 10993 onde estão esquematizados os testes e ensaios exigidos de acordo com o tipo de dispositivo médico. No entanto, apesar desta normalização de processos, a evolução científica, tecnológica, aliada à descoberta de áreas como engenharia de tecidos, tem aumentado a perceção das limitações associadas ao conceito de biocompatibilidade e demonstrado a sua constante evolução ao longo dos tempos, tornando-se difícil compreender completamente todos os fenómenos envolvidos nestes processos. Este é um conceito muito controverso por não se entender ainda por completo quais as suas fronteiras como, por exemplo, a distinção entre biocompatibilidade e toxicidade. Muitas questões continuam sem resposta pela incerteza das mesmas por parte da comunidade científica. De futuro esperam-se novas alterações neste conceito que tem estado em constante evolução ao longo dos tempos, principalmente numa era de incremento na utilização de dispositivos médicos e na perceção das suas enormes potencialidades na área da saúde. |
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