Publicação
Estudo do sistema nervoso autónomo no enfarte agudo do miocárdio
| Resumo: | O Enfarte Agudo do Miocárdio é considerado uma das principais causas de morbilidade e mortalidade a nível mundial e encontra-se em constante investigação de forma a melhorar o diagnóstico, tratamento e o prognóstico do mesmo. O Sistema Nervoso Autónomo é responsável pela regulação de diversos órgãos e sistemas como o sistema Cardiovascular, onde mantém um Débito Cardíaco, Frequência Cardíaca e Resistência Vascular Periférica adequadas à homeostasia do organismo, através da coordenação entre o Sistema Nervoso Autónomo Simpático, Parassimpático e Sistema Nervoso Local Intracardíaco. O papel da disfunção autonómica após um Enfarte Agudo do Miocárdio é conhecido e deletério para o Miocárdio devido ao aumento da atividade simpática e diminuição da atividade parassimpática. Assim, neste trabalho, discute-se a possibilidade de utilizar a atividade do Sistema Nervoso Autónomo como fator preditor de morbilidade e mortalidade cardiovascular. Para este estudo foram avaliados 20 doentes consecutivos internados na UTIC do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Maria e realizou-se, no período subagudo de um Enfarte Agudo do Miocárdio com supra-desnivelamento do segmento ST, testes de avaliação autonómica – Testes de Ewing. A amostra de doentes e os resultados conseguidos foram analisados. Os resultados obtidos demonstraram uma estimulação eficaz do Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático durante o Ortostatismo Ativo e durante a Respiração Profunda. Certos subgrupos, relacionados com as comorbilidades da amostra, verificaram relações específicas com o Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático (como o caso dos doentes hipertensos e medicados em ambulatório com Bloqueadores β) e Sistema Nervoso Simpático (no subgrupo de doentes medicados com Bloqueadores β em ambulatório e subgrupo de fumadores). Este estudo demonstrou a eficácia dos Testes de Ewing em avaliarem o Sistema Nervoso Autónomo num período pós-crítico de Enfarte Agudo do Miocárdio e que estes apresentam maior variação quando realizados tardiamente ao evento coronário e assim permitir recuperar a atividade autonómica. |
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| Autores principais: | Costa, Inês Filipa Carvalho |
| Assunto: | Sistema nervoso autónomo Enfarte agudo do miocárdio Baroreflexo arterial Cardiologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Enfarte Agudo do Miocárdio é considerado uma das principais causas de morbilidade e mortalidade a nível mundial e encontra-se em constante investigação de forma a melhorar o diagnóstico, tratamento e o prognóstico do mesmo. O Sistema Nervoso Autónomo é responsável pela regulação de diversos órgãos e sistemas como o sistema Cardiovascular, onde mantém um Débito Cardíaco, Frequência Cardíaca e Resistência Vascular Periférica adequadas à homeostasia do organismo, através da coordenação entre o Sistema Nervoso Autónomo Simpático, Parassimpático e Sistema Nervoso Local Intracardíaco. O papel da disfunção autonómica após um Enfarte Agudo do Miocárdio é conhecido e deletério para o Miocárdio devido ao aumento da atividade simpática e diminuição da atividade parassimpática. Assim, neste trabalho, discute-se a possibilidade de utilizar a atividade do Sistema Nervoso Autónomo como fator preditor de morbilidade e mortalidade cardiovascular. Para este estudo foram avaliados 20 doentes consecutivos internados na UTIC do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Maria e realizou-se, no período subagudo de um Enfarte Agudo do Miocárdio com supra-desnivelamento do segmento ST, testes de avaliação autonómica – Testes de Ewing. A amostra de doentes e os resultados conseguidos foram analisados. Os resultados obtidos demonstraram uma estimulação eficaz do Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático durante o Ortostatismo Ativo e durante a Respiração Profunda. Certos subgrupos, relacionados com as comorbilidades da amostra, verificaram relações específicas com o Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático (como o caso dos doentes hipertensos e medicados em ambulatório com Bloqueadores β) e Sistema Nervoso Simpático (no subgrupo de doentes medicados com Bloqueadores β em ambulatório e subgrupo de fumadores). Este estudo demonstrou a eficácia dos Testes de Ewing em avaliarem o Sistema Nervoso Autónomo num período pós-crítico de Enfarte Agudo do Miocárdio e que estes apresentam maior variação quando realizados tardiamente ao evento coronário e assim permitir recuperar a atividade autonómica. |
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