Publicação
Pneumococcal invasive infection in children : phenotypic and molecular characterization of Streptococcus pneumoniae in Portugal, 2017-2019
| Resumo: | Streptococcus pneumoniae é um microrganismo importante responsável por infeções invasivas como pneumonia, meningite, septicémia e bacteremia. A introdução global de vacinas pneumocócicas conjugadas (PCV) nos programas de vacinação de rotina levou à redução do número de casos de infeção invasiva pneumocócica (IPD) mundialmente. Em Portugal, a primeira vacina conjugada (PCV7) foi introduzida em 2001. Mais tarde em 2010, foi introduzida a PCV13 contendo 13 serotipos, tendo sido incluída no Plano Nacional de Vacinação (NIP) em 2015. Apesar disto, serotipos vacinais continuaram a ser responsáveis por infeções invasivas pneumocócicas pediátricas em Portugal. Este trabalho teve como objetivo o estudo de estirpes de S. pneumoniae responsáveis por infeções invasivas pneumocócicas pediátricas em Portugal entre 2017 e 2019 caracterizando-as fenotipicamente e por métodos moleculares. A caracterização fenotípica envolveu o estudo de resistência aos antimicrobianos e a serotipagem das estirpes, enquanto nos métodos moleculares procedeu-se à sequenciação de DNA para a determinação de perfis MLST. Na coleção total, foram detetados 33 serotipos diferentes, sendo o serotipo 3 (25%) o principal responsável por IPD. Os serotipos da PCV13 foram responsáveis por 39.7% dos casos enquanto os serotipos não vacinais (NVT) foram responsáveis por 60.3% dos casos. Os principais NVT detetados foram o serotipo 8, 10A e 15A. O estudo da resistência aos antimicrobianos mostrou não-suscetibilidade à penicilina e resistência à eritromicina em 20.4% e 19.4% das estirpes respetivamente. A análise de MLST detetou 52 sequence types (ST) agrupados em 17 complexos clonais (CC). Os CCs mais frequentes foram o CC320, CC100, CC393 e o CC230, sendo responsáveis por 77.5% de IPD. Em relação a anos anteriores, não houve grandes mudanças em relação à distribuição dos serotipos nem à resistência aos antimicrobianos. O serotipo 3 continua a ser um importante responsável de infeções invasivas pediátricas. Estes estudos de vigilância são importantes para vigiar a evolução da população de pneumococos a nível da distribuição dos serotipos, resistências aos antimicrobianos e linhagens genéticas. |
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| Autores principais: | Limpo, Fábio Alexandre Súbtil |
| Assunto: | Streptococcus pneumoniae PCV13 Infeção invasiva pneumocócica Linhagens genéticas Serotipos Resistência aos antimicrobianos Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Streptococcus pneumoniae é um microrganismo importante responsável por infeções invasivas como pneumonia, meningite, septicémia e bacteremia. A introdução global de vacinas pneumocócicas conjugadas (PCV) nos programas de vacinação de rotina levou à redução do número de casos de infeção invasiva pneumocócica (IPD) mundialmente. Em Portugal, a primeira vacina conjugada (PCV7) foi introduzida em 2001. Mais tarde em 2010, foi introduzida a PCV13 contendo 13 serotipos, tendo sido incluída no Plano Nacional de Vacinação (NIP) em 2015. Apesar disto, serotipos vacinais continuaram a ser responsáveis por infeções invasivas pneumocócicas pediátricas em Portugal. Este trabalho teve como objetivo o estudo de estirpes de S. pneumoniae responsáveis por infeções invasivas pneumocócicas pediátricas em Portugal entre 2017 e 2019 caracterizando-as fenotipicamente e por métodos moleculares. A caracterização fenotípica envolveu o estudo de resistência aos antimicrobianos e a serotipagem das estirpes, enquanto nos métodos moleculares procedeu-se à sequenciação de DNA para a determinação de perfis MLST. Na coleção total, foram detetados 33 serotipos diferentes, sendo o serotipo 3 (25%) o principal responsável por IPD. Os serotipos da PCV13 foram responsáveis por 39.7% dos casos enquanto os serotipos não vacinais (NVT) foram responsáveis por 60.3% dos casos. Os principais NVT detetados foram o serotipo 8, 10A e 15A. O estudo da resistência aos antimicrobianos mostrou não-suscetibilidade à penicilina e resistência à eritromicina em 20.4% e 19.4% das estirpes respetivamente. A análise de MLST detetou 52 sequence types (ST) agrupados em 17 complexos clonais (CC). Os CCs mais frequentes foram o CC320, CC100, CC393 e o CC230, sendo responsáveis por 77.5% de IPD. Em relação a anos anteriores, não houve grandes mudanças em relação à distribuição dos serotipos nem à resistência aos antimicrobianos. O serotipo 3 continua a ser um importante responsável de infeções invasivas pediátricas. Estes estudos de vigilância são importantes para vigiar a evolução da população de pneumococos a nível da distribuição dos serotipos, resistências aos antimicrobianos e linhagens genéticas. |
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