Publicação
Efeitos dos procedimentos pós-colheita na concentração de bromofórmio da macroalga Asparagopsis taxiformis e a sua capacidade de inibir a produção de metano ruminal, in vitro.
| Resumo: | Atualmente, um dos maiores problemas que assombra a produção de ruminantes, é a emissão de gases causadores do efeito de estufa, nomeadamente de metano (CH4). A macroalga vermelha Asparagopsis taxiformis contém vários compostos anti-metanogénicos, incluindo bromofórmio (CHBr3) que é um potente inibidor da metanogénese ruminal. O CHBr3 é um composto altamente volátil e assim a concentração presente na biomassa da A. taxiformis é muito variável, sendo crítico desenvolver procedimentos acessíveis e práticos que evitem perdas de atividade anti-metanogénica e permitam o seu uso na alimentação de ruminantes. Por conseguinte, o objetivo deste trabalho foi caracterizar como é que a concentração de bromofórmio da A. taxiformis é afetada pelo tipo de processamento, tempo e temperatura pós-colheita até ao processamento e comparar o efeito anti-metanogénico, no rúmen, de um suplemento alimentar de A. taxiformis sujeita a diferentes métodos de processamento (liofilização e imersão em óleos vegetais). A concentração de bromofórmio variou significativamente entre o tipo de processamento, sendo que, quer a temperatura quer o tempo pós-colheita tiveram grande efeito na concentração de bromofórmio na alga liofilizada e pouco efeito nos extratos de óleos (P < 0,05). O óleo de linho possuiu menor poder de extração de CHBr3 que o óleo de girassol (P = 0,033). Em relação ao controlo, a produção ruminal de CH4 in vitro foi reduzida em 84% (P < 0,001) com a inclusão de A. taxiformis liofilizada (AL) e em mais de 96% (P < 0,001) com a inclusão dos óleos vegetais onde esteve imersa a A. taxiformis (EOG e EOL). A diferença entre os tratamentos AL e EOG ou EOL não foi significativa (P > 0,05). A imersão da alga em óleo é mais económica e prática que a liofilização, pelo que, a sua utilização como método de processamento de estabilização pós-colheita do CHBr3 é promissora. |
|---|---|
| Autores principais: | Soares, Diana Marisa Moreira Mendes |
| Assunto: | metano ruminantes fermentação microbiana algas vermelhas bromofórmio methane ruminants microbial fermentation red seaweed bromoform |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Atualmente, um dos maiores problemas que assombra a produção de ruminantes, é a emissão de gases causadores do efeito de estufa, nomeadamente de metano (CH4). A macroalga vermelha Asparagopsis taxiformis contém vários compostos anti-metanogénicos, incluindo bromofórmio (CHBr3) que é um potente inibidor da metanogénese ruminal. O CHBr3 é um composto altamente volátil e assim a concentração presente na biomassa da A. taxiformis é muito variável, sendo crítico desenvolver procedimentos acessíveis e práticos que evitem perdas de atividade anti-metanogénica e permitam o seu uso na alimentação de ruminantes. Por conseguinte, o objetivo deste trabalho foi caracterizar como é que a concentração de bromofórmio da A. taxiformis é afetada pelo tipo de processamento, tempo e temperatura pós-colheita até ao processamento e comparar o efeito anti-metanogénico, no rúmen, de um suplemento alimentar de A. taxiformis sujeita a diferentes métodos de processamento (liofilização e imersão em óleos vegetais). A concentração de bromofórmio variou significativamente entre o tipo de processamento, sendo que, quer a temperatura quer o tempo pós-colheita tiveram grande efeito na concentração de bromofórmio na alga liofilizada e pouco efeito nos extratos de óleos (P < 0,05). O óleo de linho possuiu menor poder de extração de CHBr3 que o óleo de girassol (P = 0,033). Em relação ao controlo, a produção ruminal de CH4 in vitro foi reduzida em 84% (P < 0,001) com a inclusão de A. taxiformis liofilizada (AL) e em mais de 96% (P < 0,001) com a inclusão dos óleos vegetais onde esteve imersa a A. taxiformis (EOG e EOL). A diferença entre os tratamentos AL e EOG ou EOL não foi significativa (P > 0,05). A imersão da alga em óleo é mais económica e prática que a liofilização, pelo que, a sua utilização como método de processamento de estabilização pós-colheita do CHBr3 é promissora. |
|---|