Publicação
Caracterização de pacientes com doença do trato respiratório superior felina internados na Unidade de Isolamento e Contenção Biológica do Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa
| Resumo: | A doença do trato respiratório superior felina (DTRSF) é uma doença com elevada prevalência e distribuição mundial, sendo assim considerada uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em gatos. Resulta de uma complexa interação multifatorial de microrganismos patogénicos respiratórios, stress e da capacidade reacional do animal. É frequentemente causada por alphaherpesvírus felino tipo 1 (HVF-1), calicivírus felino (CVF), Chlamydia felis, Mycoplasma spp. e Bordetella bronchiseptica. Este estudo teve como objetivos a caracterização dos pacientes com DTRSF de origem infecciosa, demonstrar a importância do diagnóstico da doença tendo em consideração um ‘score’ clínico e sinalizar animais classificados como DTRSF de origem infecciosa, de modo a facilitar a vigilância e abordagem destes pacientes. Neste projeto, procedeu-se à classificação de 121 animais considerando variáveis como idade, sexo e estatuto reprodutivo, origem, estilo de vida, estado vacinal, ocorrência de infeção concomitante por retrovírus, existência e número de animais coabitantes e duração, número e distribuição temporal das hospitalizações. Foram analisados dados relativos ao período em que estes animais permaneceram em regime de internamento, especificamente relacionados com sintomatologia, alterações evidenciadas pelos exames complementares de diagnóstico e o diagnóstico definitivo por teste laboratorial (PCR, cultura bacteriana). A idade média dos felídeos foi de 5,7 anos. O número de fêmeas não castradas (28,1%) foi relativamente superior. Verificou-se uma grande frequência (56,2%) de casos relativos a animais provenientes de locais de elevada densidade populacional (rua, abrigos e criadores). A grande maioria dos gatos viviam exclusivamente no interior (51,2%). Cerca de 67% dos pacientes mantinham contacto com outros animais, sendo que neste grupo incluímos também animais de rua. A duração média de internamento foi de 3,6 dias (± 2,8), variando de um mínimo de 1 dia a um máximo de 14 dias. Os sinais clínicos mais prevalentes foram o corrimento nasal (68,6%), anorexia (61,1%), corrimento ocular (59,5%), úlceras orais (56,2%), gengivoestomatite/glossite (55,4%), prostração (52,1%), desidratação (45,5%) e espirros (42,1%). Os meses com maior número de admissões foram março (13,2%) e maio (12,4%). Não foi possível identificar uma associação entre o ‘score’ clínico e o diagnóstico por meio de teste laboratorial, exceto no caso do CVF, em que se constatou uma relação estatisticamente significativa entre o diagnóstico por ’score’ e o resultado do PCR (p=0,008) |
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| Autores principais: | Ferreira, Joana Catarina Magalhães |
| Assunto: | DTRSF Gatos UICB Doença respiratória FURTD Cats Alphaherpesvirus Calicivirus respiratory disease |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença do trato respiratório superior felina (DTRSF) é uma doença com elevada prevalência e distribuição mundial, sendo assim considerada uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em gatos. Resulta de uma complexa interação multifatorial de microrganismos patogénicos respiratórios, stress e da capacidade reacional do animal. É frequentemente causada por alphaherpesvírus felino tipo 1 (HVF-1), calicivírus felino (CVF), Chlamydia felis, Mycoplasma spp. e Bordetella bronchiseptica. Este estudo teve como objetivos a caracterização dos pacientes com DTRSF de origem infecciosa, demonstrar a importância do diagnóstico da doença tendo em consideração um ‘score’ clínico e sinalizar animais classificados como DTRSF de origem infecciosa, de modo a facilitar a vigilância e abordagem destes pacientes. Neste projeto, procedeu-se à classificação de 121 animais considerando variáveis como idade, sexo e estatuto reprodutivo, origem, estilo de vida, estado vacinal, ocorrência de infeção concomitante por retrovírus, existência e número de animais coabitantes e duração, número e distribuição temporal das hospitalizações. Foram analisados dados relativos ao período em que estes animais permaneceram em regime de internamento, especificamente relacionados com sintomatologia, alterações evidenciadas pelos exames complementares de diagnóstico e o diagnóstico definitivo por teste laboratorial (PCR, cultura bacteriana). A idade média dos felídeos foi de 5,7 anos. O número de fêmeas não castradas (28,1%) foi relativamente superior. Verificou-se uma grande frequência (56,2%) de casos relativos a animais provenientes de locais de elevada densidade populacional (rua, abrigos e criadores). A grande maioria dos gatos viviam exclusivamente no interior (51,2%). Cerca de 67% dos pacientes mantinham contacto com outros animais, sendo que neste grupo incluímos também animais de rua. A duração média de internamento foi de 3,6 dias (± 2,8), variando de um mínimo de 1 dia a um máximo de 14 dias. Os sinais clínicos mais prevalentes foram o corrimento nasal (68,6%), anorexia (61,1%), corrimento ocular (59,5%), úlceras orais (56,2%), gengivoestomatite/glossite (55,4%), prostração (52,1%), desidratação (45,5%) e espirros (42,1%). Os meses com maior número de admissões foram março (13,2%) e maio (12,4%). Não foi possível identificar uma associação entre o ‘score’ clínico e o diagnóstico por meio de teste laboratorial, exceto no caso do CVF, em que se constatou uma relação estatisticamente significativa entre o diagnóstico por ’score’ e o resultado do PCR (p=0,008) |
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