Publicação
Do excesso de identidade à identidade zero : desafios significativos para a educação artística
| Resumo: | Esta tese procura problematizar a relação entre a identidade portuguesa, a Educação Artística e a cultura visual, temáticas profundamente enredadas. Para compreensão das identidades coletivas, foi concebida uma ferramenta conceptual assente em eixos dicotómicos, que vieram a dar origem às seguintes categorias tensionais, que devem ser entendidas no espetro dos respetivos polos: Hierarquia (Individual – Institucional), Tempo (Passado – Futuro), Arquivo (História – Memória), Lógica (Afeto – Razão), Génese (Essência – Construção), Território (Dentro – Fora), Distinção (Mesmidade – Diferença) e Confrontação (Nós – Eles). A partir de uma primeira análise verificou-se que mesmidade era preponderante, tal como é sintomática a lógica binária, ambos factores de exclusão. Para superar estas dificuldades, e através do realinhamento das categorias tensionais, obtiveram-se quatro discursos essenciais: discurso de exclusão explícita, discurso de exclusão implícita, discurso de progresso e discurso da tradição. Debruçamo-nos, pois, sobre o modo como as identidades coletivas e, em particular, a “identidade portuguesa” se constituem na esfera discursiva e como são criadas entre o visível e o invisível, constituindo-se como um produto ilusório, fruto da imaginação, e ainda assim sempre apelativo e sedutor. Questiona-se, pois, porque se insiste em imaginar a identidade portuguesa na cultura visual, no século XXI, e propõe-se um novo conceito de ImagiNação que condensa a imagem, a ação excludente e a fantasia. A escrita será a protagonista da tese, que se assume como uma viagem essencialmente teórica, com explorações empíricas ao nível da imagem, que funcionam como ilhas de reflexão, pensamento e auto-descoberta. Os achados desta fase irão reverter para uma reflexão no seio da Educação Artística, um constructo coletivo per se, salientando o seu posicionamento estratégico para visar os desafios atuais, nomeadamente pela cultura visual, já que as linguagens dos discursos identitários ao serviço da lógica do consumo são precisamente as suas - visual, simbólica, pedagógica e performativa. |
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| Autores principais: | Palmela,Ana Sofia Ré de Oliveira |
| Assunto: | Portuguese identity Visual culture Arts education Discourse Consumption Identidade portuguesa Cultura visual Educação artística Discurso Consumo |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta tese procura problematizar a relação entre a identidade portuguesa, a Educação Artística e a cultura visual, temáticas profundamente enredadas. Para compreensão das identidades coletivas, foi concebida uma ferramenta conceptual assente em eixos dicotómicos, que vieram a dar origem às seguintes categorias tensionais, que devem ser entendidas no espetro dos respetivos polos: Hierarquia (Individual – Institucional), Tempo (Passado – Futuro), Arquivo (História – Memória), Lógica (Afeto – Razão), Génese (Essência – Construção), Território (Dentro – Fora), Distinção (Mesmidade – Diferença) e Confrontação (Nós – Eles). A partir de uma primeira análise verificou-se que mesmidade era preponderante, tal como é sintomática a lógica binária, ambos factores de exclusão. Para superar estas dificuldades, e através do realinhamento das categorias tensionais, obtiveram-se quatro discursos essenciais: discurso de exclusão explícita, discurso de exclusão implícita, discurso de progresso e discurso da tradição. Debruçamo-nos, pois, sobre o modo como as identidades coletivas e, em particular, a “identidade portuguesa” se constituem na esfera discursiva e como são criadas entre o visível e o invisível, constituindo-se como um produto ilusório, fruto da imaginação, e ainda assim sempre apelativo e sedutor. Questiona-se, pois, porque se insiste em imaginar a identidade portuguesa na cultura visual, no século XXI, e propõe-se um novo conceito de ImagiNação que condensa a imagem, a ação excludente e a fantasia. A escrita será a protagonista da tese, que se assume como uma viagem essencialmente teórica, com explorações empíricas ao nível da imagem, que funcionam como ilhas de reflexão, pensamento e auto-descoberta. Os achados desta fase irão reverter para uma reflexão no seio da Educação Artística, um constructo coletivo per se, salientando o seu posicionamento estratégico para visar os desafios atuais, nomeadamente pela cultura visual, já que as linguagens dos discursos identitários ao serviço da lógica do consumo são precisamente as suas - visual, simbólica, pedagógica e performativa. |
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