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Contribuição para o estudo do diagnóstico imagiológico de desmite dos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal em equinos

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Resumo:É difícil obter um diagnóstico definitivo de desmite dos ligamentos colaterais (LC) da articulação interfalângica distal (AIFD) em equinos através das técnicas imagiológicas convencionais, sendo muitas vezes necessário recorrer à ressonância magnética (RM). Devido às dificuldades logísticas impostas por este exame seria importante determinar o significado dos sinais radiográficos que possam auxiliar o diagnóstico em casos em que a RM não seja uma opção. Para isso desenvolveu-se um estudo cujo objectivo foi determinar a associação entre as alterações radiográficas na inserção (presença versus ausência; esclerose versus radiotransparência; lado lateral versus medial) dos LC da AIFD observadas na projecção dorsoproximal-palmarodistal oblíqua (DPPDO) e a presença de lesão nos mesmos. Foram incluídos casos de membros com dor isolada na zona do casco e que tinham exames radiográficos e de RM, tendo sido divididos em dois grupos (G1-com lesão nos LC, 19 membros; G2- sem lesão nos LC, 8 membros). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (p>0,05), sugerindo portanto que não existe associação entre a presença de alterações radiográficas assim como o tipo (esclerose versus radiotransparência) e o lado (lateral versus medial) na projecção DPPDO e a presença de lesão nos LC na RM. Concluiu-se portanto que estas alterações radiográficas na inserção do ligamento não auxiliam o diagnóstico de lesões nos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal em equinos. O segundo objectivo do mesmo estudo foi descrever e comparar os sinais clínicos e imagiológicos dos equinos com o diagnóstico desta afecção por RM (G1). Foram incluídos 33 membros com lesão dos LC. Foi observada calcificação das cartilagens complementares em 57,6% dos membros. Os LC medial e lateral encontraram-se afectados em igual número (14/14) e 5 membros tinham ambos os ligamentos afectados. A maioria (57,5%) tinham lesões noutras estruturas do casco em simultâneo e foram encontradas alterações ósseas relacionadas directamente com a lesão na RM em 24,2% membros. Pôde-se ainda concluir que a RM foi mais sensível e específica tanto em alterações da origem/inserção dos LC da AIFD como no diagnóstico de alterações de tecidos moles do casco do que qualquer outra técnica utilizada, incluindo a ecografia.
Autores principais:Almeida, Margarida Grave de
Assunto:equino ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal radiografia radiotransparência versus esclerose ressonância magnética equine collateral ligaments of the distal interphalangeal joint radiography radiolucency versus sclerosis magnetic resonance imaging
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É difícil obter um diagnóstico definitivo de desmite dos ligamentos colaterais (LC) da articulação interfalângica distal (AIFD) em equinos através das técnicas imagiológicas convencionais, sendo muitas vezes necessário recorrer à ressonância magnética (RM). Devido às dificuldades logísticas impostas por este exame seria importante determinar o significado dos sinais radiográficos que possam auxiliar o diagnóstico em casos em que a RM não seja uma opção. Para isso desenvolveu-se um estudo cujo objectivo foi determinar a associação entre as alterações radiográficas na inserção (presença versus ausência; esclerose versus radiotransparência; lado lateral versus medial) dos LC da AIFD observadas na projecção dorsoproximal-palmarodistal oblíqua (DPPDO) e a presença de lesão nos mesmos. Foram incluídos casos de membros com dor isolada na zona do casco e que tinham exames radiográficos e de RM, tendo sido divididos em dois grupos (G1-com lesão nos LC, 19 membros; G2- sem lesão nos LC, 8 membros). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (p>0,05), sugerindo portanto que não existe associação entre a presença de alterações radiográficas assim como o tipo (esclerose versus radiotransparência) e o lado (lateral versus medial) na projecção DPPDO e a presença de lesão nos LC na RM. Concluiu-se portanto que estas alterações radiográficas na inserção do ligamento não auxiliam o diagnóstico de lesões nos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal em equinos. O segundo objectivo do mesmo estudo foi descrever e comparar os sinais clínicos e imagiológicos dos equinos com o diagnóstico desta afecção por RM (G1). Foram incluídos 33 membros com lesão dos LC. Foi observada calcificação das cartilagens complementares em 57,6% dos membros. Os LC medial e lateral encontraram-se afectados em igual número (14/14) e 5 membros tinham ambos os ligamentos afectados. A maioria (57,5%) tinham lesões noutras estruturas do casco em simultâneo e foram encontradas alterações ósseas relacionadas directamente com a lesão na RM em 24,2% membros. Pôde-se ainda concluir que a RM foi mais sensível e específica tanto em alterações da origem/inserção dos LC da AIFD como no diagnóstico de alterações de tecidos moles do casco do que qualquer outra técnica utilizada, incluindo a ecografia.