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Linfoma em felinos domésticos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O linfoma (linfoma maligno ou linfossarcoma) é uma neoplasia maligna hematopoiética que tem origem em células linfóides de órgãos sólidos (como linfonodos, fígado e intestino). Esta neoplasia é, actualmente, uma das mais comuns em felinos domésticos, desenvolvendo-se em animais com idade média de 11 anos. Vários factores parecem influenciar o desenvolvimento de linfoma felino, como o Vírus da Leucemia Felina, o Vírus da Imunodeficiência Felina, a exposição a fumo de tabaco, a imunidade reduzida, factores genéticos e estado de inflamação permanente. As suas formas de apresentação mais comuns são a mediastínica, a nodal, a extranodal e a digestiva, sendo esta última, actualmente, a de maior prevalência. Além da sua localização anatómica, a classificação do linfoma felino pode ser feita consoante o seu imunofenótipo e ainda relativamente ao tipo histológico e citológico. Os sinais clínicos desta neoplasia são muito diversificados e estão relacionados com o local anatómico em que a patologia se desenvolve. Os animais podem demonstrar sinais gastrointestinais, nervosos, cardiovasculares, renais e ainda síndromes paraneoplásicas. O diagnóstico de linfoma felino pode ser auxiliado através da realização de análises clínicas, radiografias, ecografia e ressonância magnética. No entanto, apenas a citologia e, preferencialmente, a biópsia, podem confirmar o diagnóstico. A quimioterapia é o tratamento indicado para as formas sistémicas de linfoma nos gatos, enquanto a radioterapia e a cirurgia (em associação ou não com quimioterapia) são os tratamentos indicados para as formas localizadas. A escolha do protocolo de quimioterapia deve ter em conta a classificação do linfoma. O prognóstico desta doença é variável, consoante o estado clínico do animal, o tipo e estadio de linfoma e a resposta ao tratamento. Neste trabalho são descritos e discutidos três casos clínicos observados durante o estágio curricular, com os respectivos sinais clínicos, exames complementares realizados e protocolos terapêuticos utilizados.
Autores principais:Tomé, Tânia Lee da Silva
Assunto:Neoplasia hematopoiética Linfoma Gatos Quimioterapia Hematopoietic malignancy Lymphoma Cats Chemotherapy
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O linfoma (linfoma maligno ou linfossarcoma) é uma neoplasia maligna hematopoiética que tem origem em células linfóides de órgãos sólidos (como linfonodos, fígado e intestino). Esta neoplasia é, actualmente, uma das mais comuns em felinos domésticos, desenvolvendo-se em animais com idade média de 11 anos. Vários factores parecem influenciar o desenvolvimento de linfoma felino, como o Vírus da Leucemia Felina, o Vírus da Imunodeficiência Felina, a exposição a fumo de tabaco, a imunidade reduzida, factores genéticos e estado de inflamação permanente. As suas formas de apresentação mais comuns são a mediastínica, a nodal, a extranodal e a digestiva, sendo esta última, actualmente, a de maior prevalência. Além da sua localização anatómica, a classificação do linfoma felino pode ser feita consoante o seu imunofenótipo e ainda relativamente ao tipo histológico e citológico. Os sinais clínicos desta neoplasia são muito diversificados e estão relacionados com o local anatómico em que a patologia se desenvolve. Os animais podem demonstrar sinais gastrointestinais, nervosos, cardiovasculares, renais e ainda síndromes paraneoplásicas. O diagnóstico de linfoma felino pode ser auxiliado através da realização de análises clínicas, radiografias, ecografia e ressonância magnética. No entanto, apenas a citologia e, preferencialmente, a biópsia, podem confirmar o diagnóstico. A quimioterapia é o tratamento indicado para as formas sistémicas de linfoma nos gatos, enquanto a radioterapia e a cirurgia (em associação ou não com quimioterapia) são os tratamentos indicados para as formas localizadas. A escolha do protocolo de quimioterapia deve ter em conta a classificação do linfoma. O prognóstico desta doença é variável, consoante o estado clínico do animal, o tipo e estadio de linfoma e a resposta ao tratamento. Neste trabalho são descritos e discutidos três casos clínicos observados durante o estágio curricular, com os respectivos sinais clínicos, exames complementares realizados e protocolos terapêuticos utilizados.