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Estudo das interações medicamentosas em indivíduos internados por hipertensão arterial no Serviço de Medicina Interna do Hospital Geral de Luanda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Hipertensão arterial (HTA) é uma elevação crónica da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), sendo uma das doenças crónicas mais frequentes nos dias de hoje. Atualmente é considerada como um dos maiores problemas de saúde pública, devido à sua importância como fator de risco cardiovascular. Os doentes hipertensos necessitam de atenção especial, uma vez que muitos utilizam associações de medicamentos, aumentando assim o risco de interações medicamentosas (IMs). Cerca de 80% dos doentes com idade superior a 65 anos apresentam multipatologias o que revela a importância que a polimedicação e as potenciais IMs e suas possíveis consequências assumem neste grupo de doentes. Objetivo: Identificar e caracterizar as potenciais e principais IMs na terapêutica antihipertensores nos indivíduos hipertensos internados no serviço de medicina interna do Hospital Geral de Luanda (HGL). Métodos: Foi realizado um estudo descritivo transversal, numa amostra de doentes internados no serviço de medicina interna do HGL. A recolha de dados foi obtida através de processo clínico de doentes internados com diagnóstico de HTA. Foram incluídos no estudo, os processos clínicos de doentes com idade superior a 18 anos, no mínimo dois medicamentos antihipertensores. Foram excluídos do estudo, os processos clínicos não legíveis, e os processos clínicos dos doentes com apenas um medicamento. As IMs foram analisadas e classificadas em desejáveis (reduzem os efeitos colaterais ou melhoram a eficácia terapêutica dos agentes combinados) e as indesejáveis (prejudiciais à terapêutica, podendo aumentar as RAMs e causar ineficácia terapêutica). Esta análise foi feita recorrendo à literatura especializada Drug Interactions Facts. Resultados: A população estudada foi predominantemente do sexo feminino (69%). Foram identificadas 14 episódios diferentes de IMs, onde 9 (64%) caracterizaram-se por interações desejáveis. As potenciais IMs desejáveis foram as mais frequentes, ocorrendo em 64% (n=50) dos doentes. Os fármacos mais frequentemente envolvidos em interações desejáveis foram captopril mais hidroclorotiazida. Conclusões: Embora as interações desejáveis tenham sido frequentes, observou-se uma elevada prevalência de interações indesejáveis, que sugere a presença do profissional farmacêutico na validação das prescrições, visando maior segurança dos doentes.
Autores principais:Manuel, Amadeu Álvaro
Assunto:Cuidados farmacêuticos Tratamento hipertensão Interações medicamentosas Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Hipertensão arterial (HTA) é uma elevação crónica da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), sendo uma das doenças crónicas mais frequentes nos dias de hoje. Atualmente é considerada como um dos maiores problemas de saúde pública, devido à sua importância como fator de risco cardiovascular. Os doentes hipertensos necessitam de atenção especial, uma vez que muitos utilizam associações de medicamentos, aumentando assim o risco de interações medicamentosas (IMs). Cerca de 80% dos doentes com idade superior a 65 anos apresentam multipatologias o que revela a importância que a polimedicação e as potenciais IMs e suas possíveis consequências assumem neste grupo de doentes. Objetivo: Identificar e caracterizar as potenciais e principais IMs na terapêutica antihipertensores nos indivíduos hipertensos internados no serviço de medicina interna do Hospital Geral de Luanda (HGL). Métodos: Foi realizado um estudo descritivo transversal, numa amostra de doentes internados no serviço de medicina interna do HGL. A recolha de dados foi obtida através de processo clínico de doentes internados com diagnóstico de HTA. Foram incluídos no estudo, os processos clínicos de doentes com idade superior a 18 anos, no mínimo dois medicamentos antihipertensores. Foram excluídos do estudo, os processos clínicos não legíveis, e os processos clínicos dos doentes com apenas um medicamento. As IMs foram analisadas e classificadas em desejáveis (reduzem os efeitos colaterais ou melhoram a eficácia terapêutica dos agentes combinados) e as indesejáveis (prejudiciais à terapêutica, podendo aumentar as RAMs e causar ineficácia terapêutica). Esta análise foi feita recorrendo à literatura especializada Drug Interactions Facts. Resultados: A população estudada foi predominantemente do sexo feminino (69%). Foram identificadas 14 episódios diferentes de IMs, onde 9 (64%) caracterizaram-se por interações desejáveis. As potenciais IMs desejáveis foram as mais frequentes, ocorrendo em 64% (n=50) dos doentes. Os fármacos mais frequentemente envolvidos em interações desejáveis foram captopril mais hidroclorotiazida. Conclusões: Embora as interações desejáveis tenham sido frequentes, observou-se uma elevada prevalência de interações indesejáveis, que sugere a presença do profissional farmacêutico na validação das prescrições, visando maior segurança dos doentes.