Publicação
Antithrombotic drugs in the European Society of Cardiology guidelines : a fragility index analysis
| Resumo: | Introdução: Críticas têm sido apontadas à utilização isolada do valor P na interpretação de resultados de randomized controlled trials (RCT). Ferramentas adicionais têm sido propostas, como o índice de fragilidade (IF)- uma medida da robustez/fragilidade de um estudo- e outras que dele derivam. Define-se IF como o número mínimo de doentes que teriam que ser convertidos de não-eventos a eventos, no grupo com menos eventos, para os resultados perderem a sua significância estatística. Avaliamos aqui os RCT citados nas recomendações referentes a antitrombóticos das guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), através do IF e medidas associadas. Métodos: Calculamos o IF, quociente de fragilidade (QF) e IF menos lost to follow-up (IF-LTF) para os RCT citados nas recomendações referentes a terapêutica antitrombótica das versões atualizadas das guidelines da SEC. Comparamos o lost to follow-up (LTF) ao IF. Estes parâmetros foram calculados para o conjunto global de estudos, por guideline e por tipo de recomendação. Resultados: Foram incluídos 57 estudos. A mediana do IF foi 24.0 (DIQ, 9.0-60.0) e a do QF foi 0.0035 (DIQ, 0.0018-0.0051). A mediana do IF-LTF foi 1.0 (DIQ, 0.0-41.0). Vinte (35.1%) dos estudos tiveram um outcome primário ou outcome principal de segurança com LTF superior ao IF. As guidelines de doença arterial periférica e de síndrome coronário crónico tiveram, respetivamente, os IF mais baixo (2.5, IIQ, 1.8-3.3) e mais alto (48.5; IIQ, 23.8-73.0). Conclusões: O IF mediano sugere robustez dos ensaios acerca de terapêutica antitrombótica citados nas guidelines, mas cerca de um terço destes tem LTF superior ao IF. Isto realça a necessidade de avaliar a robustez dos estudos quando se constroem guidelines. |
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| Autores principais: | Santos, Catarina Marques dos |
| Assunto: | Antiagregante Anticoagulante Classe de recomendação Fibrinolítico Nível de evidência |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Críticas têm sido apontadas à utilização isolada do valor P na interpretação de resultados de randomized controlled trials (RCT). Ferramentas adicionais têm sido propostas, como o índice de fragilidade (IF)- uma medida da robustez/fragilidade de um estudo- e outras que dele derivam. Define-se IF como o número mínimo de doentes que teriam que ser convertidos de não-eventos a eventos, no grupo com menos eventos, para os resultados perderem a sua significância estatística. Avaliamos aqui os RCT citados nas recomendações referentes a antitrombóticos das guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), através do IF e medidas associadas. Métodos: Calculamos o IF, quociente de fragilidade (QF) e IF menos lost to follow-up (IF-LTF) para os RCT citados nas recomendações referentes a terapêutica antitrombótica das versões atualizadas das guidelines da SEC. Comparamos o lost to follow-up (LTF) ao IF. Estes parâmetros foram calculados para o conjunto global de estudos, por guideline e por tipo de recomendação. Resultados: Foram incluídos 57 estudos. A mediana do IF foi 24.0 (DIQ, 9.0-60.0) e a do QF foi 0.0035 (DIQ, 0.0018-0.0051). A mediana do IF-LTF foi 1.0 (DIQ, 0.0-41.0). Vinte (35.1%) dos estudos tiveram um outcome primário ou outcome principal de segurança com LTF superior ao IF. As guidelines de doença arterial periférica e de síndrome coronário crónico tiveram, respetivamente, os IF mais baixo (2.5, IIQ, 1.8-3.3) e mais alto (48.5; IIQ, 23.8-73.0). Conclusões: O IF mediano sugere robustez dos ensaios acerca de terapêutica antitrombótica citados nas guidelines, mas cerca de um terço destes tem LTF superior ao IF. Isto realça a necessidade de avaliar a robustez dos estudos quando se constroem guidelines. |
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