Publicação

Se a Lusofonia é um sonho, quem é o sonhador? De uma poética da lusofonia e de uma lusofonia poética

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Aurelia Donzelli coloca a questão do sonho da lusofonia e do sujeito do sonho em Language, Ideology, and the Human: New Interventions (DONZELLI, 2012) a propósito do ensino da língua portuguesa em Timor Leste. Necessidade prática, a sua aprendizagem e divulgação não deixa de ter uma dimensão ideológica específica que a autora considera dificultar a autonomia cultural da jovem nação, porque o sonho da língua é sonhado de fora para dentro. A lusofonia corre o risco de ser, assim, perspetivada como uma ideia poética imaginada por políticos conscientes e intelectuais sonhadores. Se uma língua pode ser imposta a nível oficial, não pode ser imposta como língua do artífice, daquele que a trabalha na sua máxima expressão e retira das suas potencialidades a expressão do sonho do homem. Homem e ideias carecem de poesia e a poesia no espaço lusófono faz-se na liberdade da língua. A língua do sonho para os poetas lusófonos e para os seus leitores é a língua que faz sonhar todos de diferentes formas, em diversos lugares do mundo.
Autores principais:Antunes, Luísa Marinho
Assunto:Lusofonia Francofonia Língua Literaturas lusófonas
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Aurelia Donzelli coloca a questão do sonho da lusofonia e do sujeito do sonho em Language, Ideology, and the Human: New Interventions (DONZELLI, 2012) a propósito do ensino da língua portuguesa em Timor Leste. Necessidade prática, a sua aprendizagem e divulgação não deixa de ter uma dimensão ideológica específica que a autora considera dificultar a autonomia cultural da jovem nação, porque o sonho da língua é sonhado de fora para dentro. A lusofonia corre o risco de ser, assim, perspetivada como uma ideia poética imaginada por políticos conscientes e intelectuais sonhadores. Se uma língua pode ser imposta a nível oficial, não pode ser imposta como língua do artífice, daquele que a trabalha na sua máxima expressão e retira das suas potencialidades a expressão do sonho do homem. Homem e ideias carecem de poesia e a poesia no espaço lusófono faz-se na liberdade da língua. A língua do sonho para os poetas lusófonos e para os seus leitores é a língua que faz sonhar todos de diferentes formas, em diversos lugares do mundo.