Publicação
Estudo da prevalência de hipotiroidismo em 87 cães da raça portuguesa Rafeiro do Alentejo
| Resumo: | O hipotiroidismo é uma doença endócrina bastante comum em cães. Esta caracteriza-se pela insuficiência das hormonas tiroxina e triiodotironina em circulação e é, normalmente, acompanhada por um aumento da concentração de tirotropina hipofisária. As duas principais causas de hipotiroidismo são a tiroidite linfocítica e a atrofia idiopática da tiroide. A tiroidite linfocítica é um processo autoimune que é influenciado por fatores genéticos e ambientais, que resulta na destruição da tiroide. Nos cães, a tiroidite pode manter-se subclínica durante 1 a 2 anos, em que a única alteração que se verifica é a presença de anticorpos antitiroglobulina. Uma vez que as hormonas tiroideias têm uma grande variedade de efeitos fisiológicos, esta doença origina sinais inespecíficos. As alterações mais comuns identificadas são do foro dermatológico e do foro metabólico. No entanto, podem surgir, outras alterações menos comuns. O diagnóstico de hipotiroidismo no cão é ainda complicado devido à ausência de um único teste que confirme o diagnóstico clínico. Adicionalmente, a presença de fatores como a doença sistémica não tiroideia e a administração de fármacos podem alterar os resultados dos testes de função tiroideia, dificultando, assim, a sua interpretação. Não se deve também subestimar a importância de variações específicas e fisiológicas das raças, no que diz respeito às concentrações das hormonas tiroideias. Na medida em que determinadas raças específicas apresentam uma predisposição para o hipotiroidismo, este estudo teve como objetivo determinar a prevalência desta doença numa raça Portuguesa, o Rafeiro do Alentejo. O diagnóstico de hipotiroidismo foi realizado a partir de testes de tT4, lT4, TSH, TgAAs, da anamnese e de sinais clínicos físicos e laboratoriais, numa amostra de 87 cães. Verificou-se uma prevalência de hipotiroidismo de 2,3% nesta raça. Observou-se ainda uma diminuição fisiológica das concentrações de tT4 e lT4 em 41,67% e 12,05%, respetivamente, nos cães eutiroideus. Os intervalos específicos determinados para esta raça foram de 0,84-2,2 μg/dL para a tT4, de 0,43-1,8 ng/dL para a lT4 e de 0,03 – 0,37 ng/mL para a TSH. Identificou-se, também, uma frequência de anticorpos de 45,16% em 31 animais desta raça, muito elevada em comparação com os resultados obtidos para outras raças. É assim possível que, pelo menos 14 cães desta amostra, se encontrem num estadio de tiroidite subclínica e 2 cães num estadio de hipotiroidismo não inflamatório atrófico ou de atrofia idiopática da tiroide. |
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| Autores principais: | Tabanez, Joana Sofia Silva |
| Assunto: | Rafeiro do Alentejo Hipotiroidismo Tiroidite linfocítica autoimune Prevalência Alentejo Shepherd Dogs Hypothyroidism Autoimmune lymphocytic thyroiditis Prevalence |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O hipotiroidismo é uma doença endócrina bastante comum em cães. Esta caracteriza-se pela insuficiência das hormonas tiroxina e triiodotironina em circulação e é, normalmente, acompanhada por um aumento da concentração de tirotropina hipofisária. As duas principais causas de hipotiroidismo são a tiroidite linfocítica e a atrofia idiopática da tiroide. A tiroidite linfocítica é um processo autoimune que é influenciado por fatores genéticos e ambientais, que resulta na destruição da tiroide. Nos cães, a tiroidite pode manter-se subclínica durante 1 a 2 anos, em que a única alteração que se verifica é a presença de anticorpos antitiroglobulina. Uma vez que as hormonas tiroideias têm uma grande variedade de efeitos fisiológicos, esta doença origina sinais inespecíficos. As alterações mais comuns identificadas são do foro dermatológico e do foro metabólico. No entanto, podem surgir, outras alterações menos comuns. O diagnóstico de hipotiroidismo no cão é ainda complicado devido à ausência de um único teste que confirme o diagnóstico clínico. Adicionalmente, a presença de fatores como a doença sistémica não tiroideia e a administração de fármacos podem alterar os resultados dos testes de função tiroideia, dificultando, assim, a sua interpretação. Não se deve também subestimar a importância de variações específicas e fisiológicas das raças, no que diz respeito às concentrações das hormonas tiroideias. Na medida em que determinadas raças específicas apresentam uma predisposição para o hipotiroidismo, este estudo teve como objetivo determinar a prevalência desta doença numa raça Portuguesa, o Rafeiro do Alentejo. O diagnóstico de hipotiroidismo foi realizado a partir de testes de tT4, lT4, TSH, TgAAs, da anamnese e de sinais clínicos físicos e laboratoriais, numa amostra de 87 cães. Verificou-se uma prevalência de hipotiroidismo de 2,3% nesta raça. Observou-se ainda uma diminuição fisiológica das concentrações de tT4 e lT4 em 41,67% e 12,05%, respetivamente, nos cães eutiroideus. Os intervalos específicos determinados para esta raça foram de 0,84-2,2 μg/dL para a tT4, de 0,43-1,8 ng/dL para a lT4 e de 0,03 – 0,37 ng/mL para a TSH. Identificou-se, também, uma frequência de anticorpos de 45,16% em 31 animais desta raça, muito elevada em comparação com os resultados obtidos para outras raças. É assim possível que, pelo menos 14 cães desta amostra, se encontrem num estadio de tiroidite subclínica e 2 cães num estadio de hipotiroidismo não inflamatório atrófico ou de atrofia idiopática da tiroide. |
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