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Germinação in vitro de sementes de framboesa e camarinha

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O programa de melhoramento de framboesa (Rubus idaeus L.) e camarinha (Corema album L.) conduzido pelo INIAV assenta no desenvolvimento de métodos eficazes para a germinação de sementes, tendo os trabalhos anteriores, baseando-se na germinação in vivo, apresentado taxas de germinação muito baixas. Este trabalho procura assim estabelecer uma nova abordagem de germinação de sementes que garanta taxas mais elevadas, com base na germinação in vitro. Testaram-se dois tipos de sementes de framboesa, conservadas a frio e frescas, e sementes conservadas de camarinha, diferentes formas de pré-tratamento da semente/embrião, condições de desinfeção pré-instalação, meio de cultura de germinação (QL e MM, com e sem sacarose) e de aclimatização (MS suplementado com BAP, vários substratos). Em framboesa conservada, o método de desinfeção mais promissor recorreu à solução de desinfeção combinada com aplicação de fungicida, permitindo obter 75,9% de germinação, tendo-se conseguido uma taxa de germinação média de 97,6% com o meio de cultura QL. Na framboesa fresca, os resultados obtidos foram inferiores, na variedade Clarita obteve-se 55,5% de germinação para o meio QL, enquanto a variedade 8F471 obteve com o meio MM uma taxa de germinação máxima de 48,7%. A camarinha conservada obteve os piores resultados nos ensaios de germinação, com um máximo de 37,4% de sementes germinadas para o meio MM. Nos ensaios relativos à aclimatização, a framboesa conservada revelou resultados semelhantes na aclimatização sequencial (passagem por MS suplementado com BAP antes do substrato ex vitro) e na transferência direta para substrato turfa/perlite (cerca de 25%). A framboesa fresca foi aclimatizada de forma sequencial tendo-se obtido, para a variedade 8F471, uma taxa de viabilidade final de 38,7% para o meio MS em frasco. Para a variedade Clarita, da framboesa fresca, e a camarinha conservada, não se obtiveram plântulas viáveis no fim da aclimatização, devido a contaminações precoces
Autores principais:Mendes, Carolina Isabel Diogo
Assunto:Corema album Rubus idaeus dormência das sementes propagação seminal in vitro sementes conservadas seed dormancy in vitro seminal propagation preserved cold seeds
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O programa de melhoramento de framboesa (Rubus idaeus L.) e camarinha (Corema album L.) conduzido pelo INIAV assenta no desenvolvimento de métodos eficazes para a germinação de sementes, tendo os trabalhos anteriores, baseando-se na germinação in vivo, apresentado taxas de germinação muito baixas. Este trabalho procura assim estabelecer uma nova abordagem de germinação de sementes que garanta taxas mais elevadas, com base na germinação in vitro. Testaram-se dois tipos de sementes de framboesa, conservadas a frio e frescas, e sementes conservadas de camarinha, diferentes formas de pré-tratamento da semente/embrião, condições de desinfeção pré-instalação, meio de cultura de germinação (QL e MM, com e sem sacarose) e de aclimatização (MS suplementado com BAP, vários substratos). Em framboesa conservada, o método de desinfeção mais promissor recorreu à solução de desinfeção combinada com aplicação de fungicida, permitindo obter 75,9% de germinação, tendo-se conseguido uma taxa de germinação média de 97,6% com o meio de cultura QL. Na framboesa fresca, os resultados obtidos foram inferiores, na variedade Clarita obteve-se 55,5% de germinação para o meio QL, enquanto a variedade 8F471 obteve com o meio MM uma taxa de germinação máxima de 48,7%. A camarinha conservada obteve os piores resultados nos ensaios de germinação, com um máximo de 37,4% de sementes germinadas para o meio MM. Nos ensaios relativos à aclimatização, a framboesa conservada revelou resultados semelhantes na aclimatização sequencial (passagem por MS suplementado com BAP antes do substrato ex vitro) e na transferência direta para substrato turfa/perlite (cerca de 25%). A framboesa fresca foi aclimatizada de forma sequencial tendo-se obtido, para a variedade 8F471, uma taxa de viabilidade final de 38,7% para o meio MS em frasco. Para a variedade Clarita, da framboesa fresca, e a camarinha conservada, não se obtiveram plântulas viáveis no fim da aclimatização, devido a contaminações precoces