Publicação
Papel da variação polimórfica em genes de proteínas da via oxidativa de transformação dos estrogénios nos leiomiomas uterinos
| Resumo: | Os leiomiomas uterinos, também conhecidos por fibroídes ou miomas, são as neoplasias benignas ginecológicas mais frequentes nas mulheres em idade fértil, estimando-se que afectem mais de 30 % das mulheres que se encontram em período reprodutivo. Não se conhecem com clareza as causas do seu aparecimento nem como os leiomiomas crescem e se desenvolvem. Contudo, sabe-se que são extremamente dependentes dos estrogénios sexuais e dos seus respectivos receptores, já que são diagnosticados na sua grande maioria depois da ocorrência da menarca até ao período de menopausa. A síntese e o metabolismo dos estrogénios são vias complexas que requerem a presença de vários enzimas que apresentam polimorfismos funcionais, como a Mieloperoxidase (MPO) e as Glutationo-S-transferases (GST), que desempenham funções protectoras importantes no nosso organismo contra o “stress” oxidante. Neste trabalho investigou-se sobre uma possível relação entre os polimorfismos funcionais destes enzimas e o aumento de susceptibilidade para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Determinou-se igualmente a actividade da redutase transmembranar (RTM), e os níveis circulatórios de glutatião (GSH) e 17β-estradiol (E2), de forma a investigar se estes compostos podem exercer um papel no desenvolvimento deste tipo de tumores. Verificou-se para o polimorfismo G463A da MPO, que o genótipo GA é um factor de risco para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos, tendo os resultados também sugerido que o genótipo AA, pode exercer um papel protector. No que diz respeitos aos polimorfismos dos genes GSTM1 e GSTT1, apenas observou-se uma diferença significativa estatística entre os grupos de estudo para o GSTT1, tendo o seu genótipo positivo sido apontado como um factor de risco, sugerindo um possível papel deste no desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Relativamente aos parâmetros bioquímicos, os níveis de estradiol circulantes foram superiores no grupo das doentes comparativamente ao grupo controlo, corroborando a ideia de os leiomiomas serem estrogénio dependentes. Quanto ao GSH, registou-se uma diferença estatística significativa entre o grupo das doentes e o grupo controlo, com os valores a serem superiores neste último. A actividade da RTM apresentou igualmente uma diferença significativa entre os dois grupos, sendo superior nas doentes. Os resultados referentes a estes dois últimos parâmetros sugerem que a resposta ao “stress” oxidante foi activada nas doentes, podendo estar associada ao desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. |
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| Autores principais: | Martins, Rui Alberto dos Reis, 1981- |
| Assunto: | Leiomioma Estrogénios Stress oxidativo Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os leiomiomas uterinos, também conhecidos por fibroídes ou miomas, são as neoplasias benignas ginecológicas mais frequentes nas mulheres em idade fértil, estimando-se que afectem mais de 30 % das mulheres que se encontram em período reprodutivo. Não se conhecem com clareza as causas do seu aparecimento nem como os leiomiomas crescem e se desenvolvem. Contudo, sabe-se que são extremamente dependentes dos estrogénios sexuais e dos seus respectivos receptores, já que são diagnosticados na sua grande maioria depois da ocorrência da menarca até ao período de menopausa. A síntese e o metabolismo dos estrogénios são vias complexas que requerem a presença de vários enzimas que apresentam polimorfismos funcionais, como a Mieloperoxidase (MPO) e as Glutationo-S-transferases (GST), que desempenham funções protectoras importantes no nosso organismo contra o “stress” oxidante. Neste trabalho investigou-se sobre uma possível relação entre os polimorfismos funcionais destes enzimas e o aumento de susceptibilidade para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Determinou-se igualmente a actividade da redutase transmembranar (RTM), e os níveis circulatórios de glutatião (GSH) e 17β-estradiol (E2), de forma a investigar se estes compostos podem exercer um papel no desenvolvimento deste tipo de tumores. Verificou-se para o polimorfismo G463A da MPO, que o genótipo GA é um factor de risco para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos, tendo os resultados também sugerido que o genótipo AA, pode exercer um papel protector. No que diz respeitos aos polimorfismos dos genes GSTM1 e GSTT1, apenas observou-se uma diferença significativa estatística entre os grupos de estudo para o GSTT1, tendo o seu genótipo positivo sido apontado como um factor de risco, sugerindo um possível papel deste no desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Relativamente aos parâmetros bioquímicos, os níveis de estradiol circulantes foram superiores no grupo das doentes comparativamente ao grupo controlo, corroborando a ideia de os leiomiomas serem estrogénio dependentes. Quanto ao GSH, registou-se uma diferença estatística significativa entre o grupo das doentes e o grupo controlo, com os valores a serem superiores neste último. A actividade da RTM apresentou igualmente uma diferença significativa entre os dois grupos, sendo superior nas doentes. Os resultados referentes a estes dois últimos parâmetros sugerem que a resposta ao “stress” oxidante foi activada nas doentes, podendo estar associada ao desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. |
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