Publicação
Alterações cardiovasculares nos astronautas
| Resumo: | Após mais de 60 anos de voos espaciais, estamos a começar a entender alguns dos mecanismos de adaptações fisiológicas do organismo humano ao ambiente espacial. Ainda há um longo caminho a percorrer antes de podermos enviar o ser humano para Marte em segurança. Até lá, inúmeros estudos terão de ser realizados, em missões de curta e longa duração, de forma a avaliar corretamente a influência deste ambiente na fisiologia humana. Quando a força gravitacional de 1G deixa de atuar sobre o organismo humano, alterações drásticas podem ocorrer. Algumas destas adaptações podem ser consideradas agudas, como a atrofia muscular, a perda de densidade óssea e o descondicionamento cardiovascular, e outras progressivas, como as resultantes do efeito da radiação e de alterações no balanço hídrico. No entanto, na generalidade dos casos, todas são reversíveis com o retornar à Terra, e consequentemente a uma força gravitacional de 1G. Uma das principais alterações verificadas é a nível do sistema cardiovascular e resulta, principalmente, da redistribuição superior de fluidos. A acumulação de fluidos na metade superior do corpo está na origem de alterações no sistema nervoso autónomo, nomeadamente dos reflexos autonómicos, que por sua vez levam a alterações dos parâmetros cardíacos. Estudos mais recentes têm demonstrado que, em situações mais crónicas, a microgravidade poderá estar na origem de arritmias cardíacas e atrofia do músculo cardíaco, o que tem vindo a preocupar cientistas e fisiologistas. Nesta revisão, irão ser abordadas as principais modificações observadas no sistema cardiovascular, nos voos de curta e de longa duração, a forma como estas afetam a homestasia orgânica, e que contramedidas existem que possam atenuar estes mesmos efeitos. |
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| Autores principais: | Caldeira, Fiona Nóbrega |
| Assunto: | Microgravidade Fisiologia cardiovascular Voo espacial Controlo autonómico Intolerância ortostática Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Após mais de 60 anos de voos espaciais, estamos a começar a entender alguns dos mecanismos de adaptações fisiológicas do organismo humano ao ambiente espacial. Ainda há um longo caminho a percorrer antes de podermos enviar o ser humano para Marte em segurança. Até lá, inúmeros estudos terão de ser realizados, em missões de curta e longa duração, de forma a avaliar corretamente a influência deste ambiente na fisiologia humana. Quando a força gravitacional de 1G deixa de atuar sobre o organismo humano, alterações drásticas podem ocorrer. Algumas destas adaptações podem ser consideradas agudas, como a atrofia muscular, a perda de densidade óssea e o descondicionamento cardiovascular, e outras progressivas, como as resultantes do efeito da radiação e de alterações no balanço hídrico. No entanto, na generalidade dos casos, todas são reversíveis com o retornar à Terra, e consequentemente a uma força gravitacional de 1G. Uma das principais alterações verificadas é a nível do sistema cardiovascular e resulta, principalmente, da redistribuição superior de fluidos. A acumulação de fluidos na metade superior do corpo está na origem de alterações no sistema nervoso autónomo, nomeadamente dos reflexos autonómicos, que por sua vez levam a alterações dos parâmetros cardíacos. Estudos mais recentes têm demonstrado que, em situações mais crónicas, a microgravidade poderá estar na origem de arritmias cardíacas e atrofia do músculo cardíaco, o que tem vindo a preocupar cientistas e fisiologistas. Nesta revisão, irão ser abordadas as principais modificações observadas no sistema cardiovascular, nos voos de curta e de longa duração, a forma como estas afetam a homestasia orgânica, e que contramedidas existem que possam atenuar estes mesmos efeitos. |
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