Publicação
:Estúdio, vol.3, nº5 (Verão 2012)
| Resumo: | No estúdio, saindo para o exterior pode-se ver o próprio estúdio. Um estúdio como o de Velázquez, de onde o pintor saiu para nos mostrar o seu interior, e onde ele pinta, ele próprio. Neste Estúdio saímos todos para o exterior e mostramos os estúdios dos outros criadores. Este olhar mostra um rosto humano, fala dos homens, das suas diferenças, das suas identidades, riquezas e fraquezas. Sair do Estúdio é repetir uma passada começada no início da modernidade e que se desenrola, atenta à crítica pós estrutural. Olhar de fora pode ser ofuscante, se o olhar de fora for ideológico, ilusório. Se o olhar de fora for conformista e imaginar interditos, haréns e odaliscas, escravas e eunucos, tapeçarias e especiarias. Neste Estúdio sai-se lá para fora e vê-se o estúdio de longe: é um lugar de criação. É um privilégio poder ver o estúdio de longe, de sítios apartados. Com esse fulgor desejamos conhecermo-nos melhor, com uma nova vontade, com ganas. Visto de longe o Estúdio chama: está frio do lado de fora, e lá dentro ama-se. |
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| Autores principais: | Queiroz, João |
| Outros Autores: | Ramos, José Artur; Barbosa, Álvaro; Sacramento, Nuno; Salvatori, Maristela; Gonçalves, Luís Jorge Rodrigues; Marcondes, Neide; Maio Dias Veloso, Maria Fernanda; Villeroy Corona, Marilice; Alvelos, Heitor; Serra, Paulo |
| Assunto: | Estudos Artísticos Arte Periódicos Lugar Habitar Avant Observar Palavra Corpos |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No estúdio, saindo para o exterior pode-se ver o próprio estúdio. Um estúdio como o de Velázquez, de onde o pintor saiu para nos mostrar o seu interior, e onde ele pinta, ele próprio. Neste Estúdio saímos todos para o exterior e mostramos os estúdios dos outros criadores. Este olhar mostra um rosto humano, fala dos homens, das suas diferenças, das suas identidades, riquezas e fraquezas. Sair do Estúdio é repetir uma passada começada no início da modernidade e que se desenrola, atenta à crítica pós estrutural. Olhar de fora pode ser ofuscante, se o olhar de fora for ideológico, ilusório. Se o olhar de fora for conformista e imaginar interditos, haréns e odaliscas, escravas e eunucos, tapeçarias e especiarias. Neste Estúdio sai-se lá para fora e vê-se o estúdio de longe: é um lugar de criação. É um privilégio poder ver o estúdio de longe, de sítios apartados. Com esse fulgor desejamos conhecermo-nos melhor, com uma nova vontade, com ganas. Visto de longe o Estúdio chama: está frio do lado de fora, e lá dentro ama-se. |
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