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Bronquiolite aguda : prognóstico a curto prazo : será a eosinofilia uma nova variável a ter em conta?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Conhece-se a relação entre a BA e o risco subsequente de Asma, tal como, entre a gravidade da Asma e a presença de eosinofilia. O presente estudo pretende verificar se existe, à semelhança, uma relação entre a eosinofilia periférica e o prognóstico a curto prazo da BA. Métodos: estudo retrospectivo descritivo, que incluiu crianças de idade inferior a 24 meses internadas no Departamento de Pediatria do CHLN-HSM com o diagnóstico de BA, entre Janeiro 2012 e Julho de 2015. Excluiram-se as que não possuíam dados do leucograma. Agruparam-se de acordo com a contagem de eosinófilos - A: com eosinofilia (≥500 eosinófilos/μ e/ou ≥5% de todos os leucócitos); B: sem eosinofilia. Análise estatística através do SPSS 20.0. Nível de significância estatística p<0,05. Resultados: Foram analisados 220 internamentos, correspondentes a 211 crianças com mediana de idade de 8 semanas (IQ 4 – 16), 52,7% do sexo masculino. Ao Grupo A associou-se maior frequência de VM (70% vs 27,7%, p=0,000), antibioticoterapia (86,7% vs 67,2%, p=0,035) e de transferência para a UCIPed (66,7% vs 34,5%, p=0,001). A duração de internamento no grupo A foi significativamente superior em relação ao Grupo B (Mann-Whitney U, p=0,000). O internamento prolongado associou-se independentemente com a percentagem máxima de eosinófilos (OR 1,455, 95% IC: 1,006-2,105, p=0,046). Conclusão: nesta amostra, a eosinofilia associou-se a pior prognóstico clínico a curto prazo na BA em doentes hospitalizados.
Autores principais:Fernandes, Adriana Eloísa Paixão
Assunto:Bronquiolite Eosinofilia Asma Ventilação mecânica Antibioticoterapia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Conhece-se a relação entre a BA e o risco subsequente de Asma, tal como, entre a gravidade da Asma e a presença de eosinofilia. O presente estudo pretende verificar se existe, à semelhança, uma relação entre a eosinofilia periférica e o prognóstico a curto prazo da BA. Métodos: estudo retrospectivo descritivo, que incluiu crianças de idade inferior a 24 meses internadas no Departamento de Pediatria do CHLN-HSM com o diagnóstico de BA, entre Janeiro 2012 e Julho de 2015. Excluiram-se as que não possuíam dados do leucograma. Agruparam-se de acordo com a contagem de eosinófilos - A: com eosinofilia (≥500 eosinófilos/μ e/ou ≥5% de todos os leucócitos); B: sem eosinofilia. Análise estatística através do SPSS 20.0. Nível de significância estatística p<0,05. Resultados: Foram analisados 220 internamentos, correspondentes a 211 crianças com mediana de idade de 8 semanas (IQ 4 – 16), 52,7% do sexo masculino. Ao Grupo A associou-se maior frequência de VM (70% vs 27,7%, p=0,000), antibioticoterapia (86,7% vs 67,2%, p=0,035) e de transferência para a UCIPed (66,7% vs 34,5%, p=0,001). A duração de internamento no grupo A foi significativamente superior em relação ao Grupo B (Mann-Whitney U, p=0,000). O internamento prolongado associou-se independentemente com a percentagem máxima de eosinófilos (OR 1,455, 95% IC: 1,006-2,105, p=0,046). Conclusão: nesta amostra, a eosinofilia associou-se a pior prognóstico clínico a curto prazo na BA em doentes hospitalizados.