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Caracterização de utilizadoras de contracetivos orais em Portugal : contraceção de emergência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A utilização de contracetivos orais (CO) constitui uma forma segura e eficaz de controlo da natalidade. A evolução farmacêutica permitiu a existência de uma composição medicamentosa com um melhor perfil de segurança e diminuição dos efeitos secundários associados a este tipo de terapêutica. Os contracetivos orais combinados são, atualmente, os mais utilizados entre os métodos contracetivos. Contudo, têm surgido alertas referentes aos seus perfis de segurança. O último alerta surgiu em França, decorrente de alegadas mortes associadas ao consumo de CO de 3.ª e de 4.ª geração. No seguimento deste alerta, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) implementou uma nova revisão de segurança. A contraceção de emergência (CE) constitui um método contracetivo de recurso para prevenção de uma gravidez indesejada por: falha do método contracetivo regular, relação sexual não protegida ou agressão sexual. Os objetivos desta investigação, através de um estudo epidemiológico transversal, foram: analisar o consumo e avaliar os conhecimentos associados à utilização da CE em Portugal. O trabalho desenvolvido consistiu numa revisão bibliográfica sobre os principais métodos contracetivos orais, assim como os conhecimentos sobre a contraceção de emergência. Implementou-se um inquérito, em maio e junho de 2016, a mulheres em idade fértil utilizadoras ou não de CO em Portugal, para tal recolheram-se dados através das redes sociais e farmácias comunitárias. Os dados recolhidos foram analisados estatisticamente pelo software Epi Info™. As utilizadoras de CE são, na maioria, solteiras (69,4%), de nível de escolaridade superior (67,8%), na faixa etária dos 20-35 anos (73,2%), a maioria refere saber o que é a contraceção de emergência (99,2%) e o motivo mais frequentemente reportado para a utilização deste método foi “evitar uma gravidez” (72,3%). Conclui-se que, as mulheres portuguesas ou estrangeiras residentes em Portugal, tal como observado em estudos anteriores, sabem o que é a CE e as mulheres que recorrem à CE possuem um nível de escolaridade superior, maioritariamente trabalhadoras ou estudantes, sabem a janela de utilização, assim como utilizam algum tipo de método contracetivo regular.
Autores principais:Marques, Maria Fernanda Ferreira
Assunto:Contraceção oral Contraceção de emergência Consumo Conhecimento Mestrado Integrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A utilização de contracetivos orais (CO) constitui uma forma segura e eficaz de controlo da natalidade. A evolução farmacêutica permitiu a existência de uma composição medicamentosa com um melhor perfil de segurança e diminuição dos efeitos secundários associados a este tipo de terapêutica. Os contracetivos orais combinados são, atualmente, os mais utilizados entre os métodos contracetivos. Contudo, têm surgido alertas referentes aos seus perfis de segurança. O último alerta surgiu em França, decorrente de alegadas mortes associadas ao consumo de CO de 3.ª e de 4.ª geração. No seguimento deste alerta, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) implementou uma nova revisão de segurança. A contraceção de emergência (CE) constitui um método contracetivo de recurso para prevenção de uma gravidez indesejada por: falha do método contracetivo regular, relação sexual não protegida ou agressão sexual. Os objetivos desta investigação, através de um estudo epidemiológico transversal, foram: analisar o consumo e avaliar os conhecimentos associados à utilização da CE em Portugal. O trabalho desenvolvido consistiu numa revisão bibliográfica sobre os principais métodos contracetivos orais, assim como os conhecimentos sobre a contraceção de emergência. Implementou-se um inquérito, em maio e junho de 2016, a mulheres em idade fértil utilizadoras ou não de CO em Portugal, para tal recolheram-se dados através das redes sociais e farmácias comunitárias. Os dados recolhidos foram analisados estatisticamente pelo software Epi Info™. As utilizadoras de CE são, na maioria, solteiras (69,4%), de nível de escolaridade superior (67,8%), na faixa etária dos 20-35 anos (73,2%), a maioria refere saber o que é a contraceção de emergência (99,2%) e o motivo mais frequentemente reportado para a utilização deste método foi “evitar uma gravidez” (72,3%). Conclui-se que, as mulheres portuguesas ou estrangeiras residentes em Portugal, tal como observado em estudos anteriores, sabem o que é a CE e as mulheres que recorrem à CE possuem um nível de escolaridade superior, maioritariamente trabalhadoras ou estudantes, sabem a janela de utilização, assim como utilizam algum tipo de método contracetivo regular.