Publicação
A crise económica actual: um ensaio de interpretação marxista
| Resumo: | O forte crescimento da economia capitalista mundial e a diminuição considerável da amplitude dos movimentos cíclicos, durante o período do pós-guerra, parecem ter validado os conceitos keynesianos que chegaram ao poder após a crise de 1929 e a subsequente segunda guerra mundial. Em 1974-75 tudo mudou. A crise reapareceu em toda a sua profundidade e, com ela, instalou-se um sentimento de cepticismo quanto à eficácia da intervenção do Estado. Ao mesmo tempo, com toda a sua força, reapareceram as teses “liberais” e monetaristas que tinham sido destronadas pelo impacto dos acontecimentos dos anos 30 e pela crítica de Keynes. O objetivo deste artigo é enquadrar o debate que existe hoje sobre a crise e a intervenção do Estado e propor uma interpretação das dificuldades económicas desencadeadas pela crise de 1974-75, a partir dos elementos teóricos deixados por Marx. |
|---|---|
| Autores principais: | Mendonça, António |
| Assunto: | Teoria económica Política económica Economia capitalista global Surgimento do conceito keynesiano Desemprego Crise económica Teoria marxista Modelo socialista Intervenção do Estado Economic Theory Economic Policy World Capitalism Economy Keynesian Concept Arrived Unemployment Economic Crisis Marxist Theory Socialist Model State Intervention |
| Ano: | 1986 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O forte crescimento da economia capitalista mundial e a diminuição considerável da amplitude dos movimentos cíclicos, durante o período do pós-guerra, parecem ter validado os conceitos keynesianos que chegaram ao poder após a crise de 1929 e a subsequente segunda guerra mundial. Em 1974-75 tudo mudou. A crise reapareceu em toda a sua profundidade e, com ela, instalou-se um sentimento de cepticismo quanto à eficácia da intervenção do Estado. Ao mesmo tempo, com toda a sua força, reapareceram as teses “liberais” e monetaristas que tinham sido destronadas pelo impacto dos acontecimentos dos anos 30 e pela crítica de Keynes. O objetivo deste artigo é enquadrar o debate que existe hoje sobre a crise e a intervenção do Estado e propor uma interpretação das dificuldades económicas desencadeadas pela crise de 1974-75, a partir dos elementos teóricos deixados por Marx. |
|---|