Publicação
Diabetes Mellitus felina : proposta de protocolo de monitorização da glicemia em ambulatório
| Resumo: | A Diabetes Mellitus (DM) é definida como um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia, que resultam de defeitos na secreção de insulina, acção da insulina, ou ambos. É uma das endocrinopatias mais comuns no gato, e a sua prevalência tem vindo a aumentar ao longo dos tempos. A classificação actual divide a DM em Tipo 1, Tipo 2 e Outros Tipos Específicos. O gato é uma das poucas espécies que desenvolve uma forma de DM que é clínica e histologicamente análoga à DM Tipo 2 Humana, verificando-se essa analogia em 80-95% dos casos. Com base na necessidade de terapia com insulina para controlar a glicemia, evitar cetoacidose e sobreviver, podemos classificar a diabetes em DM Dependente de Insulina (DMDI) e DM Não Dependente de Insulina (DMNDI). Para o seu diagnóstico podemos recorrer à história pregressa do animal, exame físico e alguns exames complementares, como o painel bioquímico sérico e a urianálise. Uma redução da hiperglicemia e da hiperlipidemia maximiza as hipóteses de preservação da função das células β pancreáticas, e obtenção da remissão diabética. As principais terapias para gatos com DM não complicada são a administração de insulina e/ou hipoglicemiantes orais, e modificação da dieta. O objectivo principal da terapia é alcançar um controlo adequado da glicemia, para eliminar a poliúria e polidipsia, não.sendo pretendido alcançar a euglicemia. As ferramentas mais importantes que os veterinários possuem para monitorizar diabéticos na clínica incluem sinais clínicos, concentração sanguínea de glicose ou curvas de glicose sanguínea, a concentração de fructosamina sérica, concentração de hemoglobina glicosilada sérica, e glicosúria quantitativa. Boa capacidade de observação do dono, e boa comunicação entre o dono e o veterinário são essenciais, particularmente durante os primeiros meses de terapia. As curvas seriadas de glicose sanguínea podem ser realizadas em ambiente hospitalar ou no próprio domicílio do dono, e executadas pelo mesmo. A propósito do controle ambulatório, julga-se importante fazer o controlo e verificar que realmente o "stress hospitalar" é um factor hiperglicemiante, no entanto o próprio procedimento mesmo que realizado em ambulatório, também pode comportar risco de desenvolvimento de stress. Na fase final do trabalho proponho as grandes linhas para realização de um protocolo experimental, que permita responder a algumas das questões surgidas durante a execução deste trabalho. |
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| Autores principais: | Morouço, Paulo Jorge Frade |
| Assunto: | Diabetes Mellitus Hiperglicemia Glicosúria Insulina Curvas seriadas de glicose sanguínea Ambulatório Hyperglycemia Glycosuria Insulin Ambulatory Serial blood glucose curves |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Diabetes Mellitus (DM) é definida como um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia, que resultam de defeitos na secreção de insulina, acção da insulina, ou ambos. É uma das endocrinopatias mais comuns no gato, e a sua prevalência tem vindo a aumentar ao longo dos tempos. A classificação actual divide a DM em Tipo 1, Tipo 2 e Outros Tipos Específicos. O gato é uma das poucas espécies que desenvolve uma forma de DM que é clínica e histologicamente análoga à DM Tipo 2 Humana, verificando-se essa analogia em 80-95% dos casos. Com base na necessidade de terapia com insulina para controlar a glicemia, evitar cetoacidose e sobreviver, podemos classificar a diabetes em DM Dependente de Insulina (DMDI) e DM Não Dependente de Insulina (DMNDI). Para o seu diagnóstico podemos recorrer à história pregressa do animal, exame físico e alguns exames complementares, como o painel bioquímico sérico e a urianálise. Uma redução da hiperglicemia e da hiperlipidemia maximiza as hipóteses de preservação da função das células β pancreáticas, e obtenção da remissão diabética. As principais terapias para gatos com DM não complicada são a administração de insulina e/ou hipoglicemiantes orais, e modificação da dieta. O objectivo principal da terapia é alcançar um controlo adequado da glicemia, para eliminar a poliúria e polidipsia, não.sendo pretendido alcançar a euglicemia. As ferramentas mais importantes que os veterinários possuem para monitorizar diabéticos na clínica incluem sinais clínicos, concentração sanguínea de glicose ou curvas de glicose sanguínea, a concentração de fructosamina sérica, concentração de hemoglobina glicosilada sérica, e glicosúria quantitativa. Boa capacidade de observação do dono, e boa comunicação entre o dono e o veterinário são essenciais, particularmente durante os primeiros meses de terapia. As curvas seriadas de glicose sanguínea podem ser realizadas em ambiente hospitalar ou no próprio domicílio do dono, e executadas pelo mesmo. A propósito do controle ambulatório, julga-se importante fazer o controlo e verificar que realmente o "stress hospitalar" é um factor hiperglicemiante, no entanto o próprio procedimento mesmo que realizado em ambulatório, também pode comportar risco de desenvolvimento de stress. Na fase final do trabalho proponho as grandes linhas para realização de um protocolo experimental, que permita responder a algumas das questões surgidas durante a execução deste trabalho. |
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