Publicação
Impacto da temperatura na saúde em Portugal continental : mortalidade e atendimentos em urgência hospitalar
| Resumo: | Os estudos epidemiológicos têm vindo a demonstrar a existência de uma relação de causalidade significativa entre oscilações da temperatura do ar e expressivas flutuações no estado de saúde da população humana. Para compreender estas associações em Portugal Continental, e nas suas várias regiões de saúde, pretende-se estudar a relação entre a temperatura mínima e máxima do ar com indicadores de saúde, tais como a mortalidade e o número de atendimentos em urgência hospitalar por triagem de Manchester. Para desenvolver este estudo realiza-se uma análise descritiva das variáveis acima mencionadas bem como uma investigação do seu comportamento em períodos de ondas de frio e de calor. Por fim, são utilizados Modelos Lineares Generalizados, mais precisamente a regressão Binomial Negativa, nos dados de contagens da mortalidade diária, por região de saúde. Os resultados obtidos evidenciam que a mortalidade é superior nos meses invernais, e é inferior nos meses estivais. Por sua vez os atendimentos em urgência hospitalar por triagem de Manchester, dependendo da cor da pulseira, apresentam um comportamento diferente. Também se evidencia que a variação da mortalidade durante as ondas de calor é superior à variação da mortalidade durante as ondas de frio, comparativamente aos períodos homólogos. Por outro lado, a variação dos atendimentos em urgência durante as ondas de calor foi inferior à variação dos atendimentos em urgência durante as ondas de frio, relativamente aos períodos homólogos. Através da aplicação dos Modelos Lineares Generalizados aos dados da mortalidade diária entre 2014 e 2019, demonstra-se que a diminuição de 1ºC da temperatura mínima resulta no aumento entre a 1 a 2% do valor esperado do número de óbitos diários. E que a diminuição de 1ºC da temperatura máxima resulta num aumento de 0 a 1% do valor esperado do número de óbitos diários em Portugal Continental. |
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| Autores principais: | Silva, Lara Kwai Maurício Mak da |
| Assunto: | Temperatura Mortalidade Atendimentos em urgência MLG Temperature Mortality Emergency Room Attendance |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os estudos epidemiológicos têm vindo a demonstrar a existência de uma relação de causalidade significativa entre oscilações da temperatura do ar e expressivas flutuações no estado de saúde da população humana. Para compreender estas associações em Portugal Continental, e nas suas várias regiões de saúde, pretende-se estudar a relação entre a temperatura mínima e máxima do ar com indicadores de saúde, tais como a mortalidade e o número de atendimentos em urgência hospitalar por triagem de Manchester. Para desenvolver este estudo realiza-se uma análise descritiva das variáveis acima mencionadas bem como uma investigação do seu comportamento em períodos de ondas de frio e de calor. Por fim, são utilizados Modelos Lineares Generalizados, mais precisamente a regressão Binomial Negativa, nos dados de contagens da mortalidade diária, por região de saúde. Os resultados obtidos evidenciam que a mortalidade é superior nos meses invernais, e é inferior nos meses estivais. Por sua vez os atendimentos em urgência hospitalar por triagem de Manchester, dependendo da cor da pulseira, apresentam um comportamento diferente. Também se evidencia que a variação da mortalidade durante as ondas de calor é superior à variação da mortalidade durante as ondas de frio, comparativamente aos períodos homólogos. Por outro lado, a variação dos atendimentos em urgência durante as ondas de calor foi inferior à variação dos atendimentos em urgência durante as ondas de frio, relativamente aos períodos homólogos. Através da aplicação dos Modelos Lineares Generalizados aos dados da mortalidade diária entre 2014 e 2019, demonstra-se que a diminuição de 1ºC da temperatura mínima resulta no aumento entre a 1 a 2% do valor esperado do número de óbitos diários. E que a diminuição de 1ºC da temperatura máxima resulta num aumento de 0 a 1% do valor esperado do número de óbitos diários em Portugal Continental. |
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