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Memórias materiais
| Resumo: | O património arquitetónico, que se vincula intimamente à memória, apresenta diferentes perceções culturais. Abordando ambos os conceitos de um ponto de vista histórico-filosófico (dimensão social) e fenomenológico (dimensão individual, que ressalva a perceção e a experiência do tempo e espaço), apresentar-se-ão as respetivas perceções culturais do Ocidente e Oriente. Posteriormente, demonstrar-se-ão as influências e diferenças culturais entre as práticas de preservação do património arquitetónico, passando por um período em que tais práticas foram transculturais, remontando à natureza simbólica do homem primitivo, e como foram antagonizadas no choque cultural dos séculos XIX e XX, quando a tentativa de universalização das práticas imposta pelos princípios eurocêntricos pôs em causa questões de autenticidade. Num gesto conclusivo, conjugando a intuição religiosa oriental com a metafísica ocidental, procurar-se-á compreender a dimensão intangível inerente aos conceitos de memória e património. Esta incompreensão, patente na dialética existencialista entre a tradição e o moderno, reflete a instabilidade conceitual de património e o dilema espiritual do homem ocidental contemporâneo que, desfazendo-se com a tradição – com o passado onde reside a memória –, desfez-se com o sentido que o interpela a preservar o que lhe pertence – o seu património arquitetónico. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Simão Roque |
| Assunto: | património memória tempo símbolo religião heritage memory time symbol religion |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O património arquitetónico, que se vincula intimamente à memória, apresenta diferentes perceções culturais. Abordando ambos os conceitos de um ponto de vista histórico-filosófico (dimensão social) e fenomenológico (dimensão individual, que ressalva a perceção e a experiência do tempo e espaço), apresentar-se-ão as respetivas perceções culturais do Ocidente e Oriente. Posteriormente, demonstrar-se-ão as influências e diferenças culturais entre as práticas de preservação do património arquitetónico, passando por um período em que tais práticas foram transculturais, remontando à natureza simbólica do homem primitivo, e como foram antagonizadas no choque cultural dos séculos XIX e XX, quando a tentativa de universalização das práticas imposta pelos princípios eurocêntricos pôs em causa questões de autenticidade. Num gesto conclusivo, conjugando a intuição religiosa oriental com a metafísica ocidental, procurar-se-á compreender a dimensão intangível inerente aos conceitos de memória e património. Esta incompreensão, patente na dialética existencialista entre a tradição e o moderno, reflete a instabilidade conceitual de património e o dilema espiritual do homem ocidental contemporâneo que, desfazendo-se com a tradição – com o passado onde reside a memória –, desfez-se com o sentido que o interpela a preservar o que lhe pertence – o seu património arquitetónico. |
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