Publicação
Controlo de sintomas em cuidados paliativos num serviço de medicina interna
| Resumo: | O interesse pela qualidade de vida e pelo alívio do sofrimento do doente com doença crónica em fase avançada levou ao desenvolvimento de uma área especializada de cuidados e conhecimento designada de cuidados paliativos. Em Portugal existe uma carência destas unidades especializadas e encontram-se inúmeros doentes com necessidade de cuidados paliativos nos serviços de Medicina Interna. Porém, estes serviços não acompanharam a grande mudança que ocorreu na sociedade ocidental nos últimos anos: a morte passou a acontecer após um ongo período de doença crónica em que se assiste a um declínio do estado funcional do indivíduo. Apesar de o controlo de sintomas constituir uma das preocupações centrais em cuidados paliativos, pois melhora a qualidade de vida do doente e dignifica-o enquanto ser humano, não se conhece o seu impacto nos doentes internados em serviços de medicina interna. Neste estudo foi constituída uma amostra de 64 doentes, com pluri-patologia e co-morbilidades associadas, com critérios para cuidados paliativos, internados no período de Julho de 2011 a Janeiro de 2012 no serviço de Medicina III, do Hospital de São Francisco Xavier. O controlo de sintomas foi avaliado ao 5º dia de internamento com utilização da Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton em regime de auto-resposta. Analisaram-se os registos médicos e de enfermagem para confirmação de identificação dos sintomas relatados. Concluiu-se que os sintomas mais intensos e menos controlados foram por ordem decrescente de intensidade a depressão, a sensação de mal-estar, o apetite e o cansaço. A ausência de avaliação nos registos de enfermagem e médicos destes sintomas é alarmante e revela-nos a falta de atenção dada ao tratamento e manejo destes sintomas. Consideramos que a formação em cuidados paliativos e a implementação de escalas de avaliação sintomáticas são medidas urgentes a tomar. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Andreia Sofia Santos, 1983- |
| Assunto: | Cuidados paliativos Controlo de sintomas Serviços de medicina interna Escalas de avaliação sintomática Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O interesse pela qualidade de vida e pelo alívio do sofrimento do doente com doença crónica em fase avançada levou ao desenvolvimento de uma área especializada de cuidados e conhecimento designada de cuidados paliativos. Em Portugal existe uma carência destas unidades especializadas e encontram-se inúmeros doentes com necessidade de cuidados paliativos nos serviços de Medicina Interna. Porém, estes serviços não acompanharam a grande mudança que ocorreu na sociedade ocidental nos últimos anos: a morte passou a acontecer após um ongo período de doença crónica em que se assiste a um declínio do estado funcional do indivíduo. Apesar de o controlo de sintomas constituir uma das preocupações centrais em cuidados paliativos, pois melhora a qualidade de vida do doente e dignifica-o enquanto ser humano, não se conhece o seu impacto nos doentes internados em serviços de medicina interna. Neste estudo foi constituída uma amostra de 64 doentes, com pluri-patologia e co-morbilidades associadas, com critérios para cuidados paliativos, internados no período de Julho de 2011 a Janeiro de 2012 no serviço de Medicina III, do Hospital de São Francisco Xavier. O controlo de sintomas foi avaliado ao 5º dia de internamento com utilização da Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton em regime de auto-resposta. Analisaram-se os registos médicos e de enfermagem para confirmação de identificação dos sintomas relatados. Concluiu-se que os sintomas mais intensos e menos controlados foram por ordem decrescente de intensidade a depressão, a sensação de mal-estar, o apetite e o cansaço. A ausência de avaliação nos registos de enfermagem e médicos destes sintomas é alarmante e revela-nos a falta de atenção dada ao tratamento e manejo destes sintomas. Consideramos que a formação em cuidados paliativos e a implementação de escalas de avaliação sintomáticas são medidas urgentes a tomar. |
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