Publicação
Caracterização do doente oftalmológico crónico canino num hospital veterinário em Lisboa (2020)
| Resumo: | A doença crónica é um problema de saúde global, cujo impacto na saúde humana tem sido negligenciado. Existe necessidade de inovação na abordagem ao doente crónico, bem como de investimento na prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento destas doenças. O mesmo se verifica em Medicina Veterinária nas diferentes especialidades. Na área de oftalmologia a lacuna literária é significativa o que, a par da subjetividade do conceito, dificulta a abordagem ao doente crónico oftalmológico. Este estudo pretende contribuir para a caracterização do doente crónico em oftalmologia veterinária, estudar a prevalência das doenças crónicas observadas na amostra em estudo e procurar fatores de risco relevantes. Foram analisados os registos clínicos de 124 cães que foram examinados na consulta de oftalmologia num Hospital Veterinário em Lisboa, durante um período de 6 meses, em 2020. Os doentes foram classificados como crónicos e não crónicos com base nos critérios de cronicidade estabelecidos para este trabalho: (1) Ter nos seus registos referência a: um diagnóstico confirmado de uma doença oftalmológica considerada crónica na literatura; (2) Exibir uma duração de uma doença oftalmológica igual ou superior a seis meses; (3) Necessitar de tratamento ou cuidados oftálmicos prolongados; (4) A doença resultar numa limitação visual permanente ou irreversível. Durante o período em estudo apresentaram-se à consulta 124 cães, dos quais 59 eram machos e 65 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 2 meses e os 18 anos, sendo a idade média de 7±4,54 anos. Registaram-se 45 raças diferentes sendo as mais comuns o Buldogue francês (n=21; 46.67%), o Shih Tzu (n=7; 15,56%) e o Pequinês (n=7; 15,56%). Destes animais, 80.6% foram classificadas como crónicos ou não crónicos. Os doentes crónicos corresponderam a 41.1% (n=51) da amostra e cumpriram pelo menos um dos critérios de cronicidade. Do total de doentes considerados crónicos (n=51), 88,2% (n=45) foi diagnosticado com uma das cinco doenças seguintes: Defeito epitelial corneal crónico espontâneo na córnea (SCCED) (23,53%, n=12;), Queratoconjuntivite seca (KCS) (21,57%, n=11), glaucoma (17,65%, n=9), cataratas (17,65%, n=9) e conjuntivite crónica (11,76%, n=6). Com este estudo pretende-se chamar a atenção da comunidade veterinária para a prevalência crescente das doenças crónicas,. Para além disso, pretende-se estabelecer critérios de cronicidade em oftalmologia veterinária. Um melhor conhecimento das características dos doentes crónicos e do maneio das respetivas doenças pode ajudar a diminuir o impacto negativo que possam ter na sua qualidade de vida e dos seus tutores. |
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| Autores principais: | Ramirez, Ana Mafalda Moura |
| Assunto: | Evolução crónica Doenças oculares Cães Medicina Veterinária Chronic course Eye Diseases Dogs Veterinary Medicine |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença crónica é um problema de saúde global, cujo impacto na saúde humana tem sido negligenciado. Existe necessidade de inovação na abordagem ao doente crónico, bem como de investimento na prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento destas doenças. O mesmo se verifica em Medicina Veterinária nas diferentes especialidades. Na área de oftalmologia a lacuna literária é significativa o que, a par da subjetividade do conceito, dificulta a abordagem ao doente crónico oftalmológico. Este estudo pretende contribuir para a caracterização do doente crónico em oftalmologia veterinária, estudar a prevalência das doenças crónicas observadas na amostra em estudo e procurar fatores de risco relevantes. Foram analisados os registos clínicos de 124 cães que foram examinados na consulta de oftalmologia num Hospital Veterinário em Lisboa, durante um período de 6 meses, em 2020. Os doentes foram classificados como crónicos e não crónicos com base nos critérios de cronicidade estabelecidos para este trabalho: (1) Ter nos seus registos referência a: um diagnóstico confirmado de uma doença oftalmológica considerada crónica na literatura; (2) Exibir uma duração de uma doença oftalmológica igual ou superior a seis meses; (3) Necessitar de tratamento ou cuidados oftálmicos prolongados; (4) A doença resultar numa limitação visual permanente ou irreversível. Durante o período em estudo apresentaram-se à consulta 124 cães, dos quais 59 eram machos e 65 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 2 meses e os 18 anos, sendo a idade média de 7±4,54 anos. Registaram-se 45 raças diferentes sendo as mais comuns o Buldogue francês (n=21; 46.67%), o Shih Tzu (n=7; 15,56%) e o Pequinês (n=7; 15,56%). Destes animais, 80.6% foram classificadas como crónicos ou não crónicos. Os doentes crónicos corresponderam a 41.1% (n=51) da amostra e cumpriram pelo menos um dos critérios de cronicidade. Do total de doentes considerados crónicos (n=51), 88,2% (n=45) foi diagnosticado com uma das cinco doenças seguintes: Defeito epitelial corneal crónico espontâneo na córnea (SCCED) (23,53%, n=12;), Queratoconjuntivite seca (KCS) (21,57%, n=11), glaucoma (17,65%, n=9), cataratas (17,65%, n=9) e conjuntivite crónica (11,76%, n=6). Com este estudo pretende-se chamar a atenção da comunidade veterinária para a prevalência crescente das doenças crónicas,. Para além disso, pretende-se estabelecer critérios de cronicidade em oftalmologia veterinária. Um melhor conhecimento das características dos doentes crónicos e do maneio das respetivas doenças pode ajudar a diminuir o impacto negativo que possam ter na sua qualidade de vida e dos seus tutores. |
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