Publicação
Pobreza energética: avaliação das características do parque residencial e de outros indicadores relativos ao aquecimento de habitações
| Resumo: | A pobreza energética, é muitas vezes definida como a incapacidade de manter uma temperatura interior adequada, numa habitação, dado o baixo orçamento familiar. Esta incapacidade está relacionada com a carência de conforto térmico sentida pelas populações, prejudicando muitas das vezes a sua saúde e bem-estar. A complexidade da temática da pobreza energética, levou a União Europeia a tomar medidas, direcionadas a todos os estados membros. Portugal, é considerado um dos países mais pobres energeticamente da europa, contando com um dos parques habitacionais menos eficientes energeticamente. Embora o clima ameno, Portugal é um país com uma elevada taxa de mortalidade no inverno, incluindo um dos grupos de maior risco à pobreza energética, os idosos. Este estudo tem como objetivo a caracterização da pobreza energética em Portugal continental, através do mapeamento de um índice de exposição e risco, tendo em conta diferentes cenários, com a contribuição de dados do sistema de certificação energética de edifícios, fornecidos pela ADENE. A metodologia proposta, aborda uma análise de vários indicadores de pobreza energética, ao nível do concelho, tanto na vertente socioeconómica como na construtiva. Em paralelo, foi feito também um pequeno estudo que permitiu uma avaliação das características construtivas do parque habitacional ao longos dos anos. Relativamente à pobreza energética perante o aquecimento de habitações, as regiões NUTS III mais vulneráveis são o Alto Tâmega, as Terras de Trás-os-Montes, o Douro, parte da Região de Coimbra e Beiras e Serra da Estrela, com grande influência de indicadores construtivos e a elevada taxa de desemprego e mortalidade. É de notar a grande diferença, entre o interior norte e o litoral do país, bem como entre zonais rurais e urbanas. A população considerada mais vulnerável e de maior risco, é o grupo de pessoas com mais de 65 anos e como tal, os municípios que apresentam um maior risco são a Pampilhosa da Serra, Vinhais, Penamacor, Almeida e Idanha-a-Nova. Verifica-se que o risco é menor na Área Metropolitana de Lisboa (Alcochete, Oeiras e Seixal), Área Metropolitana do Porto (Maia) e o Algarve (Albufeira). |
|---|---|
| Autores principais: | Antunes, João Francisco Sousa |
| Assunto: | Pobreza energética Necessidades de energia para aquecimento Parque habitacional português Certificados energéticos Índice de exposição à pobreza energética Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A pobreza energética, é muitas vezes definida como a incapacidade de manter uma temperatura interior adequada, numa habitação, dado o baixo orçamento familiar. Esta incapacidade está relacionada com a carência de conforto térmico sentida pelas populações, prejudicando muitas das vezes a sua saúde e bem-estar. A complexidade da temática da pobreza energética, levou a União Europeia a tomar medidas, direcionadas a todos os estados membros. Portugal, é considerado um dos países mais pobres energeticamente da europa, contando com um dos parques habitacionais menos eficientes energeticamente. Embora o clima ameno, Portugal é um país com uma elevada taxa de mortalidade no inverno, incluindo um dos grupos de maior risco à pobreza energética, os idosos. Este estudo tem como objetivo a caracterização da pobreza energética em Portugal continental, através do mapeamento de um índice de exposição e risco, tendo em conta diferentes cenários, com a contribuição de dados do sistema de certificação energética de edifícios, fornecidos pela ADENE. A metodologia proposta, aborda uma análise de vários indicadores de pobreza energética, ao nível do concelho, tanto na vertente socioeconómica como na construtiva. Em paralelo, foi feito também um pequeno estudo que permitiu uma avaliação das características construtivas do parque habitacional ao longos dos anos. Relativamente à pobreza energética perante o aquecimento de habitações, as regiões NUTS III mais vulneráveis são o Alto Tâmega, as Terras de Trás-os-Montes, o Douro, parte da Região de Coimbra e Beiras e Serra da Estrela, com grande influência de indicadores construtivos e a elevada taxa de desemprego e mortalidade. É de notar a grande diferença, entre o interior norte e o litoral do país, bem como entre zonais rurais e urbanas. A população considerada mais vulnerável e de maior risco, é o grupo de pessoas com mais de 65 anos e como tal, os municípios que apresentam um maior risco são a Pampilhosa da Serra, Vinhais, Penamacor, Almeida e Idanha-a-Nova. Verifica-se que o risco é menor na Área Metropolitana de Lisboa (Alcochete, Oeiras e Seixal), Área Metropolitana do Porto (Maia) e o Algarve (Albufeira). |
|---|