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(In)satisfação com a imagem corporal em ginastas de alta-competição : raparigas do outro lado do espelho

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Resumo:O presente estudo exploratório é enquadrado por duas grandes molduras contextuais que se apresentam como factores de risco para a insatisfação com a imagem corporal (IIC) em raparigas: a adolescência e a prática de ginástica de alta-competição. Através da aplicação da Contour Drawing Rating Scale (Thompson & Gray, 1995; versão portuguesa Francisco, Narciso & Alarcão, 2012a) e da análise qualitativa de entrevistas a 11 ginastas, do sexo feminino, com idades entre 14 e 18 anos, e praticantes de três modalidades – Acrobática, Artística e Rítmica –, procurámos investigar: 1) a (in)satisfação das ginastas com a Imagem Corporal (quer Geral – relativa ao ideal de corpo feminino da população geral, quer Atlética – relativa ao ideal de corpo para a prática da ginástica), 2) padrões experienciais vividos nos contextos desportivo, familiar e social, e 3) possíveis associações entre esses padrões experienciais e o nível de (in)satisfação com a IC. A análise dedutiva-indutiva dos dados realizou-se com recurso ao software QSR NVivo10, permitindo identificar o Contexto Desportivo como principal fonte de influência para a IIC (Treinador, Mundo da Ginástica de alta-competição, Pares Ginastas), seguido da Mãe. Dentre os factores que revelaram uma associação mais forte com a IIC, destacamos a Pressão para a Magreza, especialmente sob a forma de comentários directos sobre o corpo por parte de pessoas significativas para a atleta, a Valorização que a ginasta faz do seu Peso e Forma Corporal e um IMC mais elevado, ainda que eutrófico ([>/= p50; < p85]). As ginastas da modalidade de acrobática registaram uma maior IIC. Sugere-se que a percepção de Suporte Social por parte dos pais possa constituir um factor protector contra a IIC, na ausência (ou fraca presença) de Pressão para a Magreza por parte deles. Discutem-se ainda algumas implicações para a prevenção e intervenção nestes contextos, bem como para investigações futuras.
Autores principais:Cruz, Joana Isabel Figueiredo da
Assunto:Psicologia do adolescente Ginástica Imagem corporal Magreza Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo exploratório é enquadrado por duas grandes molduras contextuais que se apresentam como factores de risco para a insatisfação com a imagem corporal (IIC) em raparigas: a adolescência e a prática de ginástica de alta-competição. Através da aplicação da Contour Drawing Rating Scale (Thompson & Gray, 1995; versão portuguesa Francisco, Narciso & Alarcão, 2012a) e da análise qualitativa de entrevistas a 11 ginastas, do sexo feminino, com idades entre 14 e 18 anos, e praticantes de três modalidades – Acrobática, Artística e Rítmica –, procurámos investigar: 1) a (in)satisfação das ginastas com a Imagem Corporal (quer Geral – relativa ao ideal de corpo feminino da população geral, quer Atlética – relativa ao ideal de corpo para a prática da ginástica), 2) padrões experienciais vividos nos contextos desportivo, familiar e social, e 3) possíveis associações entre esses padrões experienciais e o nível de (in)satisfação com a IC. A análise dedutiva-indutiva dos dados realizou-se com recurso ao software QSR NVivo10, permitindo identificar o Contexto Desportivo como principal fonte de influência para a IIC (Treinador, Mundo da Ginástica de alta-competição, Pares Ginastas), seguido da Mãe. Dentre os factores que revelaram uma associação mais forte com a IIC, destacamos a Pressão para a Magreza, especialmente sob a forma de comentários directos sobre o corpo por parte de pessoas significativas para a atleta, a Valorização que a ginasta faz do seu Peso e Forma Corporal e um IMC mais elevado, ainda que eutrófico ([>/= p50; < p85]). As ginastas da modalidade de acrobática registaram uma maior IIC. Sugere-se que a percepção de Suporte Social por parte dos pais possa constituir um factor protector contra a IIC, na ausência (ou fraca presença) de Pressão para a Magreza por parte deles. Discutem-se ainda algumas implicações para a prevenção e intervenção nestes contextos, bem como para investigações futuras.