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Memória e continuidade

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Resumo:A presente investigação teórica debruça-se sobre a possível relação e disposição e adequação da arquitectura para representar a memória do passado. Procura-se compreender o valor que têm as construções do passado e em que medida o seu contributo é essencial para o Ser humano. Em primeiro lugar, pretendemos responder à questão que envolve o conceito de memória — porque razão é essencial para o ser humano o reconhecimento de uma origem, a sua ? No processo de procura de uma teoria plausível que explique esta necessidade humana, procuramos reconhecer à sua relação próxima com as coisas construídas — a Arquitectura. Que importância tem, para o ser humano, a Arquitectura existente? Porque razão nos opomos à sua destruição e, consequente substituição por algo que é novo? O que representam para nós, essas arquitecturas que levantam o debate sobre a continuidade ou a sua oposição? Pretende-se, portanto, estudar os temas enunciados e responder às perguntas formuladas e, em seguida, compreender o processo que consiste na construção de um discurso mental sobre a intervenção em preexistências. Na procura de respostas, recorremos ao estudo de referências teóricas e históricas que reflectem sobre a memória e a continuidade em arquitectura. Investigamos dois casos da arquitectura portuguesa, ambos parte do legado arquitectónico de Fernando Távora: a Reconversão do Mosteiro de Santa Marinha da Costa em Pousada, em Guimarães e a Casa dos 24, no Porto. Estas duas intervenções são distintas, permitem compreender as possibilidades de intervenção no contexto das preexistências e, sobretudo, responder distintamente à questão que se coloca ao longo da nossa investigação: De que forma pode, a arquitectura, continuar a memória da humanidade. Que importância tem essa memória para a construção da sua identidade e por conseguinte, da sociedade? A permanência e estabilidade da memória é fruto da sua continuidade. Este mecanismo intelectual é possível no reconhecimento essencial da arquitetura e na sua posterior salvaguarda. Como? É esta a dificuldade que tentaremos deslindar, pelo processo mental da abstracção, em paralelo Memória e Continuidade A Essência da intervenção em preexistências a partir de Fernando Távora Maria João Cunha, MIARQ, IRE, FAUL, 06 Novembro 2020 II com a nossa análise histórica e crítica, e confrontando-a com a de Fernando Távora. É importante referir que o tema da memória e da sua continuidade em arquitectura é vasto, não tendo sido nossa intenção encontrar respostas metodológicas para a intervenção em arquitectura preexistente, mas sim, reconhecer nessas intervenções o que é realmente essencial e primordial à intervenção, para que à posteriori, a acção sobre essa arquitectura possa trazernos, a nós , ao Ser humano, o que dela é essencial à nossa memória.
Autores principais:Cunha, Maria João Pereira da
Assunto:Memória Continuidade Preexistência Monumento Património Memory Continuity Preexistance Monument Heritage
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação teórica debruça-se sobre a possível relação e disposição e adequação da arquitectura para representar a memória do passado. Procura-se compreender o valor que têm as construções do passado e em que medida o seu contributo é essencial para o Ser humano. Em primeiro lugar, pretendemos responder à questão que envolve o conceito de memória — porque razão é essencial para o ser humano o reconhecimento de uma origem, a sua ? No processo de procura de uma teoria plausível que explique esta necessidade humana, procuramos reconhecer à sua relação próxima com as coisas construídas — a Arquitectura. Que importância tem, para o ser humano, a Arquitectura existente? Porque razão nos opomos à sua destruição e, consequente substituição por algo que é novo? O que representam para nós, essas arquitecturas que levantam o debate sobre a continuidade ou a sua oposição? Pretende-se, portanto, estudar os temas enunciados e responder às perguntas formuladas e, em seguida, compreender o processo que consiste na construção de um discurso mental sobre a intervenção em preexistências. Na procura de respostas, recorremos ao estudo de referências teóricas e históricas que reflectem sobre a memória e a continuidade em arquitectura. Investigamos dois casos da arquitectura portuguesa, ambos parte do legado arquitectónico de Fernando Távora: a Reconversão do Mosteiro de Santa Marinha da Costa em Pousada, em Guimarães e a Casa dos 24, no Porto. Estas duas intervenções são distintas, permitem compreender as possibilidades de intervenção no contexto das preexistências e, sobretudo, responder distintamente à questão que se coloca ao longo da nossa investigação: De que forma pode, a arquitectura, continuar a memória da humanidade. Que importância tem essa memória para a construção da sua identidade e por conseguinte, da sociedade? A permanência e estabilidade da memória é fruto da sua continuidade. Este mecanismo intelectual é possível no reconhecimento essencial da arquitetura e na sua posterior salvaguarda. Como? É esta a dificuldade que tentaremos deslindar, pelo processo mental da abstracção, em paralelo Memória e Continuidade A Essência da intervenção em preexistências a partir de Fernando Távora Maria João Cunha, MIARQ, IRE, FAUL, 06 Novembro 2020 II com a nossa análise histórica e crítica, e confrontando-a com a de Fernando Távora. É importante referir que o tema da memória e da sua continuidade em arquitectura é vasto, não tendo sido nossa intenção encontrar respostas metodológicas para a intervenção em arquitectura preexistente, mas sim, reconhecer nessas intervenções o que é realmente essencial e primordial à intervenção, para que à posteriori, a acção sobre essa arquitectura possa trazernos, a nós , ao Ser humano, o que dela é essencial à nossa memória.