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Bruxismo: do diagnóstico ao tratamento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 2005 a Academy of Prosthodontics definiu bruxismo como o acto não funcional, um hábito oral involuntário, que consiste no rítmico ou espasmódico ranger, apertar e cerrar dos dentes em movimentos da mandíbula que não os próprios da mastigação, podendo levar a trauma oclusal; Mais recentemente, em 2008, a American Academy of Orofacial Pain definiu o bruxismo como uma parafunção diurna ou nocturna que inclui o apertar, cerrar e ranger dos dentes. Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM), o critério mínimo para o diagnóstico do bruxismo nocturno consiste na presença de ranger/apertar de dentes durante o sono, em associação com pelo menos um dos seguintes eventos: desgaste dentário anormal; sons associados ao bruxismo; desconforto dos músculos mandibulares. Embora a sua etiologia e fisiopatologia sejam motivo de grande discussão, as suas consequências nefastas são sobejamente conhecidas. Desde desgaste dentário, dor a nível da ATM ou muscular, dores de cabeça, mordida da mucosa jugal até outro tipo de repercussões como problemas matrimoniais, fruto do barulho produzido pelo ranger dos dentes. Existem várias formas de diagnosticar esta parafunção, não existindo no entanto, nenhum método disponível na clínica que seja absolutamente fiável. Os métodos mais simples (questionários e exames clínicos) precisam de ser melhorados, e os exames tecnologicamente mais avançados (polisonografia, por exemplo) são mais caros e exigem maiores períodos de tempo. Existem várias opções para o tratamento do bruxismo, que variam desde a correcção oclusal, o uso de aparelhos intra-orais, tentativas de alteração do comportamento do indivíduo (aparelhos de biofeedback e técnicas de modelação do comportamento), a abordagens farmacológicas. Este trabalho tem como objectivo sistematizar a informação existente na literatura actual sobre os métodos de diagnóstico do bruxismo e sobre quais as opções de tratamento disponíveis ao clínico.
Autores principais:Santos, Francisco Luís Rosário dos
Assunto:Oclusão dentária Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 2005 a Academy of Prosthodontics definiu bruxismo como o acto não funcional, um hábito oral involuntário, que consiste no rítmico ou espasmódico ranger, apertar e cerrar dos dentes em movimentos da mandíbula que não os próprios da mastigação, podendo levar a trauma oclusal; Mais recentemente, em 2008, a American Academy of Orofacial Pain definiu o bruxismo como uma parafunção diurna ou nocturna que inclui o apertar, cerrar e ranger dos dentes. Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM), o critério mínimo para o diagnóstico do bruxismo nocturno consiste na presença de ranger/apertar de dentes durante o sono, em associação com pelo menos um dos seguintes eventos: desgaste dentário anormal; sons associados ao bruxismo; desconforto dos músculos mandibulares. Embora a sua etiologia e fisiopatologia sejam motivo de grande discussão, as suas consequências nefastas são sobejamente conhecidas. Desde desgaste dentário, dor a nível da ATM ou muscular, dores de cabeça, mordida da mucosa jugal até outro tipo de repercussões como problemas matrimoniais, fruto do barulho produzido pelo ranger dos dentes. Existem várias formas de diagnosticar esta parafunção, não existindo no entanto, nenhum método disponível na clínica que seja absolutamente fiável. Os métodos mais simples (questionários e exames clínicos) precisam de ser melhorados, e os exames tecnologicamente mais avançados (polisonografia, por exemplo) são mais caros e exigem maiores períodos de tempo. Existem várias opções para o tratamento do bruxismo, que variam desde a correcção oclusal, o uso de aparelhos intra-orais, tentativas de alteração do comportamento do indivíduo (aparelhos de biofeedback e técnicas de modelação do comportamento), a abordagens farmacológicas. Este trabalho tem como objectivo sistematizar a informação existente na literatura actual sobre os métodos de diagnóstico do bruxismo e sobre quais as opções de tratamento disponíveis ao clínico.