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Avaliação do potencial fotovoltaico flutuante em Portugal

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Resumo:Esta dissertação pretende analisar a integração da tecnologia do fotovoltaico (PV) flutuante com a produção hidroelétrica em barragens. O estudo é baseado num projeto-piloto implementado no aproveitamento hidroelétrico do Alto Rabagão, posto em prática pela EDP, o primeiro do género em Portugal. A geração fotovoltaica de energia elétrica é naturalmente complementar à geração hidroelétrica em albufeiras já que o recurso solar é superior no verão, quando o recurso hídrico é menor, permitindo uma melhor utilização da infraestrutura de ligação à rede existente. Por outro lado, a presença da água na albufeira contribui para uma redução da temperatura dos painéis solares, e, portanto, um maior rendimento de conversão fotovoltaica. Acrescem ainda outros benefícios como a ocupação da área disponível em albufeira e a ausência de sombreamentos. Esta análise é generalizada para todas as barragens eletroprodutoras em Portugal continental. Os resultados mostram que a introdução de sistemas fotovoltaicos flutuantes com potências instaladas de até 50% da capacidade do transformador original não interfere significativamente na geração de energia hidroelétrica, levando a uma redução anual de apenas 5% da mesma. Os resultados mostram também que a temperatura de operação dos módulos na plataforma flutuante foi, em média, 5,7 ℃ menor do que seria se estes módulos operassem num sistema fixo em terra. Obteve-se, por essa circunstância, um aumento médio de produção de energia, nos painéis flutuantes, de 8,35% em relação à produção num sistema convencional em terra. O potencial PV flutuante energeticamente viável nas albufeiras de barragens eletroprodutoras em Portugal, partilhando a infraestrutura elétrica, foi avaliado em 2,55 GW. Este potencial é condicionado pela potência hidroelétrica instalada e a área de albufeira disponível. É de realçar que Portugal tem como meta uma instalação acumulada de 670 MW de potência de fotovoltaico em 2020, sendo previsível uma instalação acumulada de 8 GW a 13 GW em 2030. Até 2016, Portugal tinha já um total de 439 MW. Pode ser concluído, portanto, que o PV flutuante tem o potencial de contribuir significativamente para a capacidade fotovoltaica nacional.
Autores principais:Sobral, Márcio Rúben Rodrigues
Assunto:Energia fotovoltaica Energia hidroelétrica Fotovoltaico flutuante Integração de energia renovável Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende analisar a integração da tecnologia do fotovoltaico (PV) flutuante com a produção hidroelétrica em barragens. O estudo é baseado num projeto-piloto implementado no aproveitamento hidroelétrico do Alto Rabagão, posto em prática pela EDP, o primeiro do género em Portugal. A geração fotovoltaica de energia elétrica é naturalmente complementar à geração hidroelétrica em albufeiras já que o recurso solar é superior no verão, quando o recurso hídrico é menor, permitindo uma melhor utilização da infraestrutura de ligação à rede existente. Por outro lado, a presença da água na albufeira contribui para uma redução da temperatura dos painéis solares, e, portanto, um maior rendimento de conversão fotovoltaica. Acrescem ainda outros benefícios como a ocupação da área disponível em albufeira e a ausência de sombreamentos. Esta análise é generalizada para todas as barragens eletroprodutoras em Portugal continental. Os resultados mostram que a introdução de sistemas fotovoltaicos flutuantes com potências instaladas de até 50% da capacidade do transformador original não interfere significativamente na geração de energia hidroelétrica, levando a uma redução anual de apenas 5% da mesma. Os resultados mostram também que a temperatura de operação dos módulos na plataforma flutuante foi, em média, 5,7 ℃ menor do que seria se estes módulos operassem num sistema fixo em terra. Obteve-se, por essa circunstância, um aumento médio de produção de energia, nos painéis flutuantes, de 8,35% em relação à produção num sistema convencional em terra. O potencial PV flutuante energeticamente viável nas albufeiras de barragens eletroprodutoras em Portugal, partilhando a infraestrutura elétrica, foi avaliado em 2,55 GW. Este potencial é condicionado pela potência hidroelétrica instalada e a área de albufeira disponível. É de realçar que Portugal tem como meta uma instalação acumulada de 670 MW de potência de fotovoltaico em 2020, sendo previsível uma instalação acumulada de 8 GW a 13 GW em 2030. Até 2016, Portugal tinha já um total de 439 MW. Pode ser concluído, portanto, que o PV flutuante tem o potencial de contribuir significativamente para a capacidade fotovoltaica nacional.