Publicação

Aprendizagem autorregulada e crenças motivacionais na resolução de problemas matemáticos em alunos do 4º ano do 1º ciclo do ensino básico

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A resolução de problemas e a motivação são atualmente áreas cruciais na aprendizagem e sucesso escolar dos alunos. A capacidade de resolver problemas com sucesso tem sido associada à competência de autorregulação, pelo que o desenvolvimento de competências de resolução de problemas poderá estar relacionado com a aquisição de estratégias de autorregulação da sua aprendizagem. O desenvolvimento de competências autorregulatórias em idade precoce pode promover uma aprendizagem mais eficaz. Tanto a resolução de problemas como a aprendizagem autorregulada são processos complexos e semelhantes no sentido de serem compostos por etapas cíclicas (i.e. compreensão e/ou planeamento, execução e monitorização e reflexão/avaliação), que implicam a gestão de interesses, crenças e comportamentos. Este estudo pretende identificar quais as crenças motivacionais reportadas por alunos de 4º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico e como estas se relacionam com o processo de resolução de problemas matemáticos. Os dados recolhidos correspondem a uma amostra de 278 alunos a frequentar escolas públicas da área de Lisboa. Para responder às questões de investigação aplicou-se aos alunos um protocolo que engloba vários instrumentos: Problema de Matemática: processos e cálculos, Checklist de Expectativas e Avaliação da Resolução de Problemas; e Escala de Crenças Motivacionais para a Resolução de Problemas. Os alunos do 4º ano reportam quatro crenças motivacionais: expectativas de autoeficácia, valor da tarefa, metas de resultado por aproximação e por evitamento, mais especificamente, sugerem que os alunos desta faixa etária tendem a valorizar mais as crenças de autoeficácia e de valor da tarefa no processo de resolução de problemas. Os resultados evidenciam uma correlação positiva entre a autoeficácia e a resolução de problemas e a sua explicação. São discutidas implicações para a investigação e intervenção, assim como limitações deste estudo.
Autores principais:Lopes, Miriam Cristina Alves
Assunto:Resolução de problemas Autoregulação Aprendizagem Crenças Alunos do ensino básico Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A resolução de problemas e a motivação são atualmente áreas cruciais na aprendizagem e sucesso escolar dos alunos. A capacidade de resolver problemas com sucesso tem sido associada à competência de autorregulação, pelo que o desenvolvimento de competências de resolução de problemas poderá estar relacionado com a aquisição de estratégias de autorregulação da sua aprendizagem. O desenvolvimento de competências autorregulatórias em idade precoce pode promover uma aprendizagem mais eficaz. Tanto a resolução de problemas como a aprendizagem autorregulada são processos complexos e semelhantes no sentido de serem compostos por etapas cíclicas (i.e. compreensão e/ou planeamento, execução e monitorização e reflexão/avaliação), que implicam a gestão de interesses, crenças e comportamentos. Este estudo pretende identificar quais as crenças motivacionais reportadas por alunos de 4º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico e como estas se relacionam com o processo de resolução de problemas matemáticos. Os dados recolhidos correspondem a uma amostra de 278 alunos a frequentar escolas públicas da área de Lisboa. Para responder às questões de investigação aplicou-se aos alunos um protocolo que engloba vários instrumentos: Problema de Matemática: processos e cálculos, Checklist de Expectativas e Avaliação da Resolução de Problemas; e Escala de Crenças Motivacionais para a Resolução de Problemas. Os alunos do 4º ano reportam quatro crenças motivacionais: expectativas de autoeficácia, valor da tarefa, metas de resultado por aproximação e por evitamento, mais especificamente, sugerem que os alunos desta faixa etária tendem a valorizar mais as crenças de autoeficácia e de valor da tarefa no processo de resolução de problemas. Os resultados evidenciam uma correlação positiva entre a autoeficácia e a resolução de problemas e a sua explicação. São discutidas implicações para a investigação e intervenção, assim como limitações deste estudo.