Publicação
A operacionalização do poder estrutural americano através do FMI: análise dos eixos orientadores da economia política brasileira entre 1995 e 2016
| Resumo: | Esta dissertação de mestrado analisa a influência do poder estrutural americano na condução da economia política brasileira de 1995 até 2016, utilizando o FMI como braço operador desse sistema. A tese do poder estrutural, defendida por Susan Strange, foi utilizada para nos fornecer subsídio teórico. Dessa forma, o poder estrutural e o poder relacional são pontos-chave para a compreensão do poder dos Estados Unidos da América (E.U.A) no final da II Guerra Mundial, em Bretton Woods. Neste contexto, desenvolvemos os seguintes objetivos específicos: a) investigar como se operacionaliza o poder estrutural americano no seio do FMI; b) verificar como algumas instituições públicas e privadas estadunidenses atuam para influenciar os programas de ajustamento estrutural proposto pelo FMI; c) analisar como se organiza a orientação ideológica do staff na condução do FMI e d) estudar como os governos brasileiros de 1995 até 2016 rececionaram as diretrizes do Consenso de Washington e a execução dos programas de ajuste estrutural. Após as nossas investigações, verificou-se que o poder estrutural é operacionalizado por intermédio do poder relacional ou instrumental através do Fundo. Constatamos que bancos privados, o G7, o tesouro e o congresso americano exercem influência nos destinos da organização internacional, objeto de nossa investigação. Essa instituição multilateral possui, em seus quadros de funcionários, pessoas com formação académica predominantemente oriunda de universidades euroamericanas. Os governos brasileiros rececionaram as diretrizes do Consenso de Washington, as “recomendações” de ajustes estruturais do Fundo, houve a introdução de leis favoráveis à diminuição da atuação do Estado e políticas de austeridade, conforme os interesses de Washington. Embora tenha havido uma inflexão entre 2003 e 2014, a austeridade continuou mesmo nos governos progressistas no Brasil. Verificamos também a centralidade dos E.U.A. no Sistema Monetário Internacional (SMI) graças ao poder do dólar, porém partilham a sua hegemonia com outros países do G7. |
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| Autores principais: | Silva, Alex Rosa da |
| Assunto: | Poder Estrutural Americano; Economia Política Brasileira; Economia Política Internacional; Sistema Monetário Internacional e FMI American Structural Power; Brazilian Political Economy; International Political Economy; International Monetary System and IMF. |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação de mestrado analisa a influência do poder estrutural americano na condução da economia política brasileira de 1995 até 2016, utilizando o FMI como braço operador desse sistema. A tese do poder estrutural, defendida por Susan Strange, foi utilizada para nos fornecer subsídio teórico. Dessa forma, o poder estrutural e o poder relacional são pontos-chave para a compreensão do poder dos Estados Unidos da América (E.U.A) no final da II Guerra Mundial, em Bretton Woods. Neste contexto, desenvolvemos os seguintes objetivos específicos: a) investigar como se operacionaliza o poder estrutural americano no seio do FMI; b) verificar como algumas instituições públicas e privadas estadunidenses atuam para influenciar os programas de ajustamento estrutural proposto pelo FMI; c) analisar como se organiza a orientação ideológica do staff na condução do FMI e d) estudar como os governos brasileiros de 1995 até 2016 rececionaram as diretrizes do Consenso de Washington e a execução dos programas de ajuste estrutural. Após as nossas investigações, verificou-se que o poder estrutural é operacionalizado por intermédio do poder relacional ou instrumental através do Fundo. Constatamos que bancos privados, o G7, o tesouro e o congresso americano exercem influência nos destinos da organização internacional, objeto de nossa investigação. Essa instituição multilateral possui, em seus quadros de funcionários, pessoas com formação académica predominantemente oriunda de universidades euroamericanas. Os governos brasileiros rececionaram as diretrizes do Consenso de Washington, as “recomendações” de ajustes estruturais do Fundo, houve a introdução de leis favoráveis à diminuição da atuação do Estado e políticas de austeridade, conforme os interesses de Washington. Embora tenha havido uma inflexão entre 2003 e 2014, a austeridade continuou mesmo nos governos progressistas no Brasil. Verificamos também a centralidade dos E.U.A. no Sistema Monetário Internacional (SMI) graças ao poder do dólar, porém partilham a sua hegemonia com outros países do G7. |
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