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Paradigmas diferencial e sistémico de investigação da inteligência humana : perspectivas sobre o lugar e o sentido do construto

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Resumo:O presente projecto de investigação pretendeu explorar o conceito de inteligência humana em três níveis de análise (ou perspectivas): epistemológico e metateórico; teórico; e metodológico. Seis paradigmas (Miranda,1986,2003) ou metáforas (Sternberg,1990) de investigação da inteligência humana – biológico, diferencial/geográfico, construtivista/epistemológico, informacional/computacional, sociológico e antropológico – são apresentados e comparados no quadro dos Loci da Inteligência Humana (Sternberg,1990). Os seus fundamentos epistemológicos e ontológicos são explorados tendo em vista enquadrar a análise das actuais tentativas de integração. O paradigma sistémico, uma destas tentativas de integração de distintos níveis de análise e explicação da cognição humana (Reuchlin,1999/2002), é caracterizado e discutido, e outras abordagens integrativas são também propostas. O “paradigma diferencial” e o “paradigma sistémico” são analisados mais pormenorizadamente, tomando por referência os contributos teóricos e metodológicos de dois autores de primeiro plano – David Wechsler e Robert Sternberg. As suas técnicas de avaliação – a WAIS-III e o STAT-R(H) – aplicadas em conjunto, após os respectivos estudos e aperfeiçoamentos metrológicos, permitiram estudar o ajustamento entre a estrutura empírica das variáveis e os mais importantes modelos conceptuais da inteligência. O modelo mais ajustado aos dados é o que representa uma estrutura hierárquica da inteligência, semelhante à proposta por Carroll (1993), não o que corresponde à Teoria Triárquica da Inteligência Humana (Sternberg,1985,1996). Esta conclusão legitima a discussão dos fundamentos epistemológicos, dos conceitos e das medidas que consubstanciam este modelo de Sternberg, bem como o questionamento do seu carácter sistémico. A abordagem dos sistemas dinâmicos e a Teoria da Vicariância (Reuchlin,1978) são introduzidas como modelos de referência para o estudo sistémico da inteligência humana, por possibilitarem uma verdadeira integração entre os níveis de análise individual (paradigmas biológico, diferencial e informacional) e contextual (paradigmas sociológico e antropológico) ao tomar por principal objecto o estudo do processo intra-individual de interacção indivíduoXcontexto, na perspectiva epigenética do desenvolvimento cognitivo (paradigma construtivista).
Autores principais:Afonso, Maria João, 1959-
Assunto:Teses de doutoramento - 2007 Inteligência Avaliação psicológica Teoria sistémica
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente projecto de investigação pretendeu explorar o conceito de inteligência humana em três níveis de análise (ou perspectivas): epistemológico e metateórico; teórico; e metodológico. Seis paradigmas (Miranda,1986,2003) ou metáforas (Sternberg,1990) de investigação da inteligência humana – biológico, diferencial/geográfico, construtivista/epistemológico, informacional/computacional, sociológico e antropológico – são apresentados e comparados no quadro dos Loci da Inteligência Humana (Sternberg,1990). Os seus fundamentos epistemológicos e ontológicos são explorados tendo em vista enquadrar a análise das actuais tentativas de integração. O paradigma sistémico, uma destas tentativas de integração de distintos níveis de análise e explicação da cognição humana (Reuchlin,1999/2002), é caracterizado e discutido, e outras abordagens integrativas são também propostas. O “paradigma diferencial” e o “paradigma sistémico” são analisados mais pormenorizadamente, tomando por referência os contributos teóricos e metodológicos de dois autores de primeiro plano – David Wechsler e Robert Sternberg. As suas técnicas de avaliação – a WAIS-III e o STAT-R(H) – aplicadas em conjunto, após os respectivos estudos e aperfeiçoamentos metrológicos, permitiram estudar o ajustamento entre a estrutura empírica das variáveis e os mais importantes modelos conceptuais da inteligência. O modelo mais ajustado aos dados é o que representa uma estrutura hierárquica da inteligência, semelhante à proposta por Carroll (1993), não o que corresponde à Teoria Triárquica da Inteligência Humana (Sternberg,1985,1996). Esta conclusão legitima a discussão dos fundamentos epistemológicos, dos conceitos e das medidas que consubstanciam este modelo de Sternberg, bem como o questionamento do seu carácter sistémico. A abordagem dos sistemas dinâmicos e a Teoria da Vicariância (Reuchlin,1978) são introduzidas como modelos de referência para o estudo sistémico da inteligência humana, por possibilitarem uma verdadeira integração entre os níveis de análise individual (paradigmas biológico, diferencial e informacional) e contextual (paradigmas sociológico e antropológico) ao tomar por principal objecto o estudo do processo intra-individual de interacção indivíduoXcontexto, na perspectiva epigenética do desenvolvimento cognitivo (paradigma construtivista).