Publicação
Anisakidae e Raphidascarididae : pesquisa, identificação morfológica e molecular em carapau (Trachurus trachurus) capturado em águas portuguesas
| Resumo: | As larvas de terceiro estádio (L3) das famílias Anisakidae e Raphidascarididae são parasitas com potencial zoonótico que são encontrados com muita frequência nas vísceras e musculatura de vários peixes. Como tal, é crucial o conhecimento sobre a prevalência e a distribuição destes parasitas nos peixes com importância comercial, assim como efetuar uma identificação precisa das espécies de anisaquídeos presentes, pois cada espécie tem um diferente grau de patogenicidade para a saúde humana e animal. Existem já vários estudos publicados em revistas com revisão por pares onde é realizada a identificação genética de vários anisaquídeos encontrados em peixes capturados em águas portuguesas. Contudo, que seja do conhecimento dos autores do presente trabalho, este é o primeiro estudo nacional que correlaciona morfometria com análise molecular subsequente das mesmas L3 de A. simplex (s.s.) e A. pegreffii. Uma vez que estas duas espécies são as mais frequentemente associadas a casos humanos de doença e, embora a identificação com recurso a técnicas moleculares seja o ideal, nem sempre é possível executar esse tipo de técnicas, motivo pelo qual neste trabalho se conjuga as duas técnicas de forma a contribuir para que a distinção com base em características morfológicas seja mais fácil. No presente estudo, 116 carapaus (Trachurus trachurus) capturados em águas portuguesas foram analisados quanto à presença de L3 de anisaquídeos, tendo sido colhidas no total 3148 larvas. Dentro desse total de L3 obtidas, apenas 30% foram colhidas durante a inspeção visual dos peixes, o que demonstra que esse método é pouco eficaz na deteção destes parasitas. Foi encontrada uma prevalência de 84,5% de peixes infetados e a intensidade e abundância média foram, respetivamente, de 32,1 e 27,1 parasitas por hospedeiro. A caraterização morfológica e identificação molecular de 196 L3 escolhidas aleatoricamente a partir da amostra total de parasitas revelou a presença de apenas uma L3 de Hysterothylacium aduncum, sendo as restantes L3 de Anisakis spp. Obteve-se uma frequência relativa de 62,9% de A. pegreffii e 37,1% de A. simplex (s.s.). Entre estas duas espécies crípticas, os resultados da análise da morfometria revelaram que existem diferenças significativas entre o comprimento do ventrículo e o comprimento do esófago, podendo estas medidas ser utilizadas para distinguir ambas as espécies na análise morfológica. |
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| Autores principais: | Lopes, Patrícia Pereira |
| Assunto: | Anisakidae Raphidascarididae Hysterothylacium aduncum Anisakis spp. Trachurus trachurus Portugal |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As larvas de terceiro estádio (L3) das famílias Anisakidae e Raphidascarididae são parasitas com potencial zoonótico que são encontrados com muita frequência nas vísceras e musculatura de vários peixes. Como tal, é crucial o conhecimento sobre a prevalência e a distribuição destes parasitas nos peixes com importância comercial, assim como efetuar uma identificação precisa das espécies de anisaquídeos presentes, pois cada espécie tem um diferente grau de patogenicidade para a saúde humana e animal. Existem já vários estudos publicados em revistas com revisão por pares onde é realizada a identificação genética de vários anisaquídeos encontrados em peixes capturados em águas portuguesas. Contudo, que seja do conhecimento dos autores do presente trabalho, este é o primeiro estudo nacional que correlaciona morfometria com análise molecular subsequente das mesmas L3 de A. simplex (s.s.) e A. pegreffii. Uma vez que estas duas espécies são as mais frequentemente associadas a casos humanos de doença e, embora a identificação com recurso a técnicas moleculares seja o ideal, nem sempre é possível executar esse tipo de técnicas, motivo pelo qual neste trabalho se conjuga as duas técnicas de forma a contribuir para que a distinção com base em características morfológicas seja mais fácil. No presente estudo, 116 carapaus (Trachurus trachurus) capturados em águas portuguesas foram analisados quanto à presença de L3 de anisaquídeos, tendo sido colhidas no total 3148 larvas. Dentro desse total de L3 obtidas, apenas 30% foram colhidas durante a inspeção visual dos peixes, o que demonstra que esse método é pouco eficaz na deteção destes parasitas. Foi encontrada uma prevalência de 84,5% de peixes infetados e a intensidade e abundância média foram, respetivamente, de 32,1 e 27,1 parasitas por hospedeiro. A caraterização morfológica e identificação molecular de 196 L3 escolhidas aleatoricamente a partir da amostra total de parasitas revelou a presença de apenas uma L3 de Hysterothylacium aduncum, sendo as restantes L3 de Anisakis spp. Obteve-se uma frequência relativa de 62,9% de A. pegreffii e 37,1% de A. simplex (s.s.). Entre estas duas espécies crípticas, os resultados da análise da morfometria revelaram que existem diferenças significativas entre o comprimento do ventrículo e o comprimento do esófago, podendo estas medidas ser utilizadas para distinguir ambas as espécies na análise morfológica. |
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