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Ruptura corneana 26 anos após queratotomia radiária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Um doente do sexo masculino, 46 anos, com antecedentes de Queratotomia Radiária e Queratotomia Transversa, aos 20 anos, para correcção de miopia e astigmatismo num olho ambliope, recorreu à urgência do Hospital de Santa Maria, com dor ocular e ligeira diminuição da acuidade visual do OD secundária a trauma contuso. A observação oftalmológica mostrou ruptura de uma incisão da Queratotomia Radiária, sem envolvimento das incisões da Queratotomia Transversa, e encarceração da íris na lesão corneana. Suturou-se a ruptura corneana e reposicionou-se a íris. Não ocorreram complicações pós-operatórias e ocorreu ligeira melhoria da acuidade visual. Este caso demonstra a fragilidade corneana causada pelas incisões da Queratotomia Radiária. Estas incisões constituem locais de maior fragilidade, aumentando a probabilidade de ruptura do globo ocular, em comparação com os olhos normais ou olhos submetidos ALK, PRK e LASIK, mesmo quando realizadas com muito tempo de antecedência. Este caso refere-se ao procedimento com mais longevidade conhecida na literatura consultada.
Autores principais:Ribeiro, Daniel Filipe Palmar
Assunto:Queratotomia radiária Queratotomia transversa Perfuração da córnea Lesões da córnea Oftalmologia
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um doente do sexo masculino, 46 anos, com antecedentes de Queratotomia Radiária e Queratotomia Transversa, aos 20 anos, para correcção de miopia e astigmatismo num olho ambliope, recorreu à urgência do Hospital de Santa Maria, com dor ocular e ligeira diminuição da acuidade visual do OD secundária a trauma contuso. A observação oftalmológica mostrou ruptura de uma incisão da Queratotomia Radiária, sem envolvimento das incisões da Queratotomia Transversa, e encarceração da íris na lesão corneana. Suturou-se a ruptura corneana e reposicionou-se a íris. Não ocorreram complicações pós-operatórias e ocorreu ligeira melhoria da acuidade visual. Este caso demonstra a fragilidade corneana causada pelas incisões da Queratotomia Radiária. Estas incisões constituem locais de maior fragilidade, aumentando a probabilidade de ruptura do globo ocular, em comparação com os olhos normais ou olhos submetidos ALK, PRK e LASIK, mesmo quando realizadas com muito tempo de antecedência. Este caso refere-se ao procedimento com mais longevidade conhecida na literatura consultada.